My dream is having all this map painted in red
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Tuesday, 28 April 2009

Boas lembranças enviadas via correio

Sydney - Austrália

Sydney – Austrália

 

Mais um lindo cartão postal que além de me deixar muito contente em recebê-lo, me trouxe ótimas memórias desta cidade que considero a minha cidade favorita de todas as que visitei até o momento. Sou um apaixonado por Sydney, os melhores dias da minha vida foram vividos nesta cidade que me brindou com muitas novas amizades, amores e diversão.

Tenho que agradecer ao Umer, meu amigo paquistanês que atualmente vive em Zurich na Suiça e que gentilmente me enviou este postal durante seu tour pela Ásia e Oceania, mais uma amizade proporcionada pelo Couchsurfing já que ele foi um dos meus guests em Lisboa alguns meses atrás.

Sydney é daquelas cidades que é quase impossível não gostar. Acho o Rio de Janeiro uma das cidades mais bonitas do mundo e costumo dizer que Sydney é um Rio de Janeiro que deu certo, tem toda aquela beleza natural mas com um ar de cidade moderna, cosmopolita, aberta ao mundo.

Ainda bem que a Bossa Nova foi inventada no Rio de Janeiro pois ela também faria um casamento perfeito com Sydney.

Enfim… Se há um lugar que eu gostaria de terminar os meus dias este lugar é sem dúvida Sydney.

Espero poder retornar a Austrália em breve.

 

Obs: Continuem a contribuir com postais, é sempre muito bom chegar do trabalho, abrir minha caixa de correio e descobrir um pedacinho do mundo lá dentro de vez em quando.

Ahhhhh, já ia me esquecendo, postais de Lisboa também são muito bem vindos.

:-D

Sunday, 28 January 2007

O Rio de Janeiro do outro lado do mundo


Ainda bem que João Gilberto é brasileiro. Tivesse o músico nascido em Sydney ou fosse um dentre os 23% de imigrantes que compõem a população do país, a bossa-nova poderia ter sido cantada em inglês. Inspiração não seria problema. Sydney é o Rio da Austrália. Além de linda, tem algo da bossa de metrópole à beira-mar da capital fluminense. E sua baía salta aos olhos tanto quanto a de Guanabara. Mas a comparação acaba aí. A australiana tem uma beleza própria, muito cosmopolita. E basta entrar num ônibus para ver que Sydney é uma cidade de imigrantes. O motorista deve ser grego, os dois sujeitos do banco da frente parecem falar chinês, a menina com camiseta Hello Kitty só pode ser japonesa, o cara de turbante é indiano. Quanto aos australianos, os pais são russos, ingleses, poloneses, libaneses - e por aí vai.No frescor de seus 218 anos, é praticamente uma criança se comparada às cidades européias ou mesmo ao Rio. Seu principal cartão-postal, a Opera House, tem pouco mais de três décadas. Mas sua juventude é uma das características mais bacanas: Sydney não é só moderna arquitetonicamente mas também no espírito de sua gente. Um passeio por Sydney deve começar pelo centro, o Central Business District (CBD). A região concentra os cartões-postais mais famosos: a Opera House, a Harbour Bridge, o Hyde Park, Chinatown e o Darling Harbour. É um lugar plano, ótimo para ser percorrido a pé
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Sunday, 19 December 2004

Fim da Viagem


Infelizmente minha viagem ao outro lado do mundo acabou. Durante estes 32 dias de viagem conheci pessoas e lugares fantásticos.
Não pensem que parei por aqui. O mundo possui muito lugares a serem visitados e dentro de mim existe uma enorme vontade de explorar o mundo.
Aguardem em breve novas viagens, cheguei a poucos dias mas já estou fazendo novos planos, não sei se poderei torná-los realidade amanhã, no próximo mês, ano ou década mas parar de viajar será uma coisa que nunca irei fazer.

Neimar Alves Guerra

Agradecimentos

Depois dessa volta ao mundo preciso agradecer algumas pessoas que me ajudaram nesta aventura.

Aderi: Gostaria de agradecer a este meu amigo de trabalho que desde que contei a ele sobre a intenção de fazer esta viagem me deu muita força e acabou me ajudando muito ao comprar minha passagem aérea no seu cartão de crédito, permitindo que eu dividisse minha passagem em 10x sem juros. Meu cartão de crédito não possui um limite alto impedindo que eu fizesse a compra e além do mais foi legal poder levá-lo com algum limite por segurança durante a viagem.

Fabio: Gostaria de agradecer a este meu outro amigo de trabalho por ter me emprestado o memory stick da máquina digital com 256 mega bytes que foi muito útil na minha viagem possibilitando que eu tirasse muitas fotos e fizesse alguns pequenos videos.

Leopoldo: A esse meu brother que morou um tempo comigo aqui em São Paulo gostaria de agradecer pelas dicas de Sydney (pois ele esteve lá algum tempo atrás a trabalho) e pelo guia da cidade que ele me deu.

Rodrigo: Obrigado pela mala emprestada.

Renato: Obrigado pela mochila emprestada.

Reinaldo: Obrigado primo, por me buscar no aeroporto na minha volta ao Brasil.

DEUS: Obrigado por me proporcionar esta viagem tão fantástica, obrigado por ter conhecido tantos lugares e pessoas interessantes.

Saturday, 11 December 2004

11/12/2004


Cheguei em casa da balada às 05 da manhã, dormi quatro horinhas e acordei às 09 da manhã para aproveitar meu último dia em Sydney. Conversei um pouco com Jane a respeito da viagem que ela tinha feito para o norte da Austrália e resolvi ir na praia de Manly onde almocei e fui visitar o OceanWorld um aquário muito bom mas inferior ao Sydney Aquarium que fica na região de Darling Harbour.
Foi um dia meio chato, cheio de despedidas, já tinha feito amizade até com as atendentes do McDonalds e as pessoas aqui são muito simpáticas e agradaveis.
No fim da tarde voltei para casa, olhei para minhas coisas e percebi que não podia enrolar mais, era hora de preparar as malas para a viagem de retorno. Não sei porque mais as coisas sempre teimam em não caber na mala quando se está voltando de uma viagem, tive que sentar em cima da minha mala para conseguir fechá-la.
Antes de dormir, me despedi do meu companheiro de quarto Matias(Suiça), da Magda(Chile), da Barbara(Alemanha), da Fanny(França) e do Isaac(meu hostbrother australiano). Não me despedi de Jane e Sam pois eles me disseram que iriam acordar cedo no dia seguinte para se despedir de mim. Jane me deu alguns presentes para me levar para o Brasil. Vou ter muito boas lembranças dessas pessoas e nunca as esquecerei.
Depois das despedidas, já com os olhos cheios de lágrimas, e com um tremendo nó na garganta, fui tentar dormir um pouco pois o motorista da van irá me buscar aqui em Frenchs Forrest amanhã as 07:20 da manhã e me levar para o aeroporto onde pegarei meu vôo para Auckland.

Friday, 10 December 2004

10/12/2004


Acordei cedinho e fui para o centro de Sydney e como só tinha aulas no período da tarde aproveitei a parte da manhã para comprar alguns souvenirs para minha família.
Após fazer estas pequenas compras fui assistir minhas últimas aulas aqui em Sydney, tive três aulas, as duas primeiras foram na escola e a última, quem diria, foi num pub onde ficamos papeando com os outros colegas, no fim da aula despedi dos meus colegas de classe com a esperança de um dia poder revê-los novamente, foi um momento muito chato onde fiquei novamente com um nó na garganta. Me despedi do meu professor Daniel e voltei para a escola onde fui pegar meu certificado do curso de inglês e me despedir das secretárias e recepcionistas que foram muito legais comigo durante o curso.
Em seguida encontrei o pessoal que mora comigo e alguns colegas e fomos para o Jacksons Pub onde tomamos algumas tequilas, em seguida fomos comer alguma coisa no McDonalds e após esse lanche fomos a um outro pub onde ficamos até tarde da noite.
Cheguei em casa e fui tomar um banho, não sei se foi efeito das tequilas tomadas mas entrei num momento de nostalgia com pensamentos sobre as pessoas que tive que me despedir hoje.
Quando vim para este intercâmbio fui instrúido pela escola que deveria tratar os donos da casa onde estou morando como meus pais e seus filhos e outros estudantes como irmãos, mas acho que levei isso a sério de mais e tenho certeza que vai ser muito difícil despedir destas pessoas.
Domingo de manhã, às 10:30hs embarco para Auckland na Nova Zelândia e ainda nem comecei a arrumar a minha mala de volta, para falar a verdade estou sem vontade nenhuma de fazer isso, mas sei que mais cedo ou mais tarde será inevitável.

09/12/2004


Como tinha chegado em casa às 08 da manhã dormi até às 02 da tarde. Acordei com uma tremenda dor de cabeca (acho que essa foi a primeira ressaca da minha vida), tomei um banho e resolvi ir na biblioteca ver meu email e atualizar meu blog.
Como estava muito cansado resolvi tirar o dia para ficar em casa, descansar e preparar algumas coisas para a viagem de volta. Liguei no escritório da Aerolineas Argentinas aqui em Sydney para confirmar minha passagem para o próximo domingo. Como fiquei em casa quase o dia todo tive mais tempo para pensar sobre minha partida de Sydney e acabei ficando meio deprimido, pois é muito chato para mim pensar em deixar esta cidade, as amizades que fiz por aqui, as interessantes garotas que conheci nas baladas e todos os bons momentos que passei neste paraíso situado do outro lado do mundo.
Aprendi muito nesta viagem, consegui melhorar um pouco meu inglês, conheci pessoas e culturas que nunca imaginei conhecer, quebrei alguns estereotipos que eu tinha a respeito de alguns povos, por exemplo, nem todo jovem japonês é bitolado em estudos como eu pensava, nem todo alemão é tão sério quanto eu achava, nem todo argentino é chato (acreditem, eu encontrei alguns argetinos gente boa) e tanto os jovens europes, sulamericanos, asiáticos ou do oriente médio tem os mesmos sonhos, objetivos, qualidades, defeitos. Gostamos das mesmas coisas, das mesmas músicas, somos mais parecidos do que eu imaginava, adoramos aproveitar as noites, conhecer novas pessoas e lugares, conversar e dançar.
Diria que os dias que passei por aqui, foram os melhores dias da minha vida, desde criança sempre tive muita curiosidade a respeito dos outros países, culturas, sempre quiz saber como as pessoas viviam, falavam nestes outros lugares e hoje quem diria, eu, um jovem brasileiro, nascido numa pequena cidade do interior de Minas Gerais chamada Capitólio estaria em Sydney na Austrália conhecendo tantas coisas interessantes e descobrindo que o outro lado do mundo não é tão distante quanto eu imaginava e que nosso planeta possui uma infinidade de lugares que podemos conhecer.
Pode ser besteira da minha parte mas acredito que uma viagem como essa nos torna pessoas melhores, com mais visão do mundo, mais cidadãs, adquirimos consciência sobre as diferenças culturais do nosso planeta e nos deixa com mais garra e bem preparados para a vida.
Aconselho a todos que viajem, conheçam o mundo, devemos nos libertar do pequeno mundo que vivemos, a muito mais coisas além da nossa rua, cidade, país que podemos conhecer. Sei que muita gente vai pensar que não viaja por não ter grana, eu também não tenho grana, mas se você colocar isso como seu objetivo de vida e fazer um planejamento financeiro, logo, logo você junta grana para a empreitada. Outros podem pensar que não tem mais idade, e acho que não existe idade para se desprender de alguns vínculos e conhecer o mundo, não importa se você tem 18 ou 81 anos se você tem saúde o mundo está ai a sua disposição. Outras pessoas podem pensar que é muito chato viajar sem um amigo(a), mas posso afirmar a todos que quando você viaja sozinho como eu, você fica mais receptivo a conhecer novas pessoas, aprender um novo idioma e passar por grandes descobertas tornando a viagem muito legal.
Para terminar gostaria de dizer que ser um mochileiro é uma experiência única mas que só damos conta quando estamos no nosso destino.

Thursday, 9 December 2004

08/12/2004


Acordei cedo e fui para minha aula como de costume. Hoje a noite prometia pois a escola iria promover a última festa do ano, uma festa de despedida para os alunos que iriam voltar para seus países para as comemorações de fim de ano.
Na parte da manhã assisti minhas aulas e uma das aulas foi dada ao ar livre no Royal Bothanic Garden, após a aula fui almoçar em Darling Harbour onde fiquei enrolando até a noite quando a festa iria começar.
A festa começou às 09 da noite, era num pub muito legal, chegando lá alguns estudantes que eram menores de 18 anos e que queriam muito participar da festa tiveram que ficar do lado de fora.
Para entrar, como sempre, tive que mostrar meu passaporte para o cara da portaria. Fui para a festa e encontrei com meus amigos Fernando(Equador) e com David(Bélgica) e fomos tomar uma cerveja.
A festa transcorria muito bem até que por volta de 02 da manhã um rapaz (não me pergunte porque) jogou uma garrafa de cerveja do terceiro andar do pub diretamente na rua, para nosso azar, alguns policias australianos viram e simplesmente interditaram nossa festa, acabaram com tudo, fecharam o pub. Imagina só, mais de 300 estudantes sedentos por festa, cerveja e diversão na rua em volta do pub.
Agora olha só o que aconteceu comigo, os policias mandaram todos sairem do pub e minha mochila com meu celular, material da escola e o mais importante, meu passaporte ficou dentro do pub. Tive que implorar para o policial australiano deixar eu pegar minha mochila e nada (mentaliza a cena!!). Quando eles conseguiram tirar todos os estudantes do pub um dos policiais me acompanhou até o segundo andar do pub onde peguei minha mochila e retornei para o lado de fora.
Toda a galera resolveu procurar um outro pub para irmos, e todos os mais de 300 estudantes foram caminhando pelas ruas de Sydney (escoltados pelos policiais) a procura de um outro pub onde pudessemos continuar a festa.
Fomos parar num pub chamado 3 Wise Monkeys onde continuamos a beber e a dançar até às 06 da manhã. Na hora de ir embora encontrei com o pessoal que mora na mesma casa que eu e passamos num McDonalds para comer um lanche pois estavamos famintos e em seguida pegamos um ônibus na Winard Station e fomos para casa onde chegamos por volta das 08 da manhã. Nem preciso dizer que a noite foi ótima, apesar dos policias terem interrompido nossa festa todos os estudantes se divertiram muito. Foi uma das melhores noites da minha vida.
Quero ficar mais tempo aquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

07/12/2004


Acordei cedinho e fui para a escola assistir minhas aulas. Em seguida voltei em Darling Harbour e fui ver um filme no Imax Theather, um cinema de alta definição e que possui uma tela do tamanho de um prédio de oito andares. Quando você entra na sala uma mocinha te dá um óculos 3D. Vi um filme que mostrava a diversidade da vida marinha na costa da Austrália chamado "Ocean Wonderland", durante o filme devido ao óculos 3D você vê os peixinhos, golfinhos e tubarões como se eles estivessem na frente do seu rosto, muito legal.
Em seguida fui visitar o "Sydney Star City Cassino" um prédio que reune no mesmo lugar, um hotel, um big cassino com restaurantes, bares e danceterias, o lugar funciona 24 horas e está sempre lotado de turistas. O cassino é muito bonito mas infelizmente era proibido tirar fotos do seu interior. Perdi 1 dolar nas máquinas de caça-níqueis e resolvi parar, não tenho nenhum tato para jogos de azar. Cheguei a ver pessoas perdendo cerca de 5000 dólares em mesas de pôquer, mas vi também gente ganhando muitos dólares nas roletas. Apesar do cassino ser um complexo muito bonito não foi algo que me chamou a atenção.
Depois de visitar o cassino peguei meu ônibus e voltei para French Forrest, antes de ir para casa passei na biblioteca para ver meus emails e fazer algumas pesquisas sobre lugares interessantes que devo conhecer durante minha parada em Auckland na Nova Zelândia na semana que vem.

06/12/2004


Como só teria aulas no período da tarde, acordei umas 10 da manhã e fui para o centro de Sydney, chegando lá passei num shopping perto da escola para comer alguma coisa e acabei encontrando com Roberta (estudante da Itália) e ficamos sentados num banco do shopping conversando, estava lá conversando quando de repente chega Jitka (a deusa nórdica) e nos convida para almoçarmos com ela pois ela estava sozinha, eu nem estava com tanta fome mas qualquer convite dela é irrecusavel, eu e Roberta acabamos indo almoçar com ela.
Em seguida fui para minha aula e hoje não visitei nenhum lugar em especial. Após o término da aula peguei meu ônibus e voltei para French Forrest.
Antes de voltar para casa, passei na biblioteca do bairro para verificar meus emails e atualizar meu blog. Em seguida fui para casa onde jantei e fiquei papeando com Barbara(Alemanha) e Magda(Chile).

O povo australiano:
Comecei a acreditar que realmente as famílias australianas te acolhem como um verdadeiro membro da família. Eles se sentem ansiosos e entusiasmados em compartilhar seu modo de vida e encorajam você a falar de tudo, mesmo que tenha que fazer mímicas. Eles não desperdicam água (na Austrália a água é preciosa), mas isso não significa que você tem que tomar um banho de 15 segundos. Jamais se esqueça das palavras mágicas PLEASE e THANK YOU, pois estas palavras fazem milagres na Austrália, como em nenhum outro lugar do mundo!
Na Austrália, a maioria das famílias residem em casas boas e confortáveis.
Eles adoram ajudar, dar dicas, te orientar na rua, ainda mais percebendo que você é brasileiro. Senti que os australianos tem um carinho especial pelos brasileiros.
Os australianos falam um inglês um pouco diferente, você acaba notando uma diferença se comparar com o inglês americano, o inglês deles é britânico (com algumas poucas diferenças).
Os australianos são pessoas muito simpáticas, festeiras, se assemelham muito aos brasileiros, embora sejam o oposto culturalmente. A educação é tanta que ninguém ousa bloquear os dois lados das escadas rolantes, sempre há passagem livre pelo lado direito, nas faixas de pedestres se você mostra intenção de atravessar a rua os carros param na hora.
Outra coisa interessante é a maneira que eles lavam a louça, como todas as torneiras da Austrália possuem água potável e quente, eles enchem a pia com água quente, colocam um pouco de detergente e põe toda a louça suja dentro, esperam uns minutinhos, passam uma esponjinha de leve e colocam para escorrer, sem enxaguar, não se assuste depois de um tempo você acaba se acostumando.
A cidade ainda possui reflexos das olimpiadas e é facil ver o símbolo oficial e os mascotes espalhados pelas ruas.

O uniforme dos motoristas de ônibus é muito engraçado, parecem caçadores de borboleta, só falta a rede, todos usam chapéu e óculos escuros e todos sem exceção cumprimentam você ao entrar no ônibus.
Os jovens na maioria, saem da casa dos pais muito cedo, é normal encontrar repúblicas com mais de cinco pessoas morando juntas apenas para não estarem com os pais e começarem suas próprias vidas.
Em Sydney é proibido consumir bebidas alcoólicas nas ruas, também é proibido fumar em todos os meios de transporte, restaurantes etc... Uma coisa boa aqui é que cigarro é bem caro e a maioria dos australianos não fumam.
Nas baladas, a mulherada é bem descontraída e simpática, as mulheres australianas são na maioria loiras, de olhos claros, mas devido ao hábito de frequentar praias possuem corpos bronzeados e muito bonitos.
A moçada australiana só frequenta pubs e todos os pubs tem entrada liberada (só precisa ter mais de 18 anos) e você só paga o que consome, muitos tem pista de dança, fliperama e mesas de sinuca. Todos os hoteis também possuem excelentes danceterias e a entrada também é gratuita, mas cuidado pois os australianos bebem muito e a cerveja deles e muito mais forte do que a nossa e não precisa ter medo de andar pelas ruas à noite, a única preocupação dos jovens australianos depois das baladas é depois de beber todas conseguir lembrar o caminho de casa.

Monday, 6 December 2004

05/12/2004


Acordei umas 11 horas da manhã, vi que estava um dia muito bonito, peguei minha mochila e fui direto para a praia de Manly. Lá visitei uma feirinha de artesanato que acontece todos os domingos e fiquei vendo a apresentação de algumas bandas de rock no calcadão da praia.
Em seguida fui caminhar um pouco e sem querer acabei encontrando uma pequena praia chamada DelWood, esta praia possui algumas formações rochosas muito bonitas e a água é super clara, ótimo lugar para a prática de snorkel (não sei se é assim que se escreve, mas tudo bem). Você entra na água e consegue ver os peixinhos nadando perto de você, um lugar muito legal.
Mas como tudo que é bom dura pouco percebi que esta é a minha última semana em Sydney, no próximo domingo embarco as 10:30 da manhã para Auckland na Nova Zelândia onde ficarei três dias somente para conhecer a cidade e passear mais um pouco antes de voltar para o Brasil.

04/12/2004


Acordei novamente por volta das 10 da manhã e fui para o centro de Sydney conhecer o "Justice e Police Museum" (Museu da Justiça e Policia), este museu explora as leis, policiamento e crimes no estado de New South Wales (Nova Gales do Sul) onde a cidade de Sydney está situada. O museu fica no antigo prédio da delegacia de polícia de Sydney que foi recuperado e transformado em museu. Lá você pode visitar as celas onde os prisioneiros trazidos da Inglaterra ficavam enclausurados. Segundo um texto que li por lá as prisões eram lugares onde os criminosos deveriam ser privados de qualquer contato com o mundo exterior obrigando-os a refletir sobre seus crimes e torná-los pessoas preparadas para viver com o resto da sociedade.
Após a visita ao museu voltei ao bairro de "The Rocks" para visitar uma feira de antiguidades que acontece por lá todos os sábados. Nesta feirinha encontrei o Vinicius (um outro brasileiro que veio no mesmo vôo que eu para Sydney) e ficamos conversando, andando e tirando algumas fotos do bairro.
Em seguida voltei para casa e fui com o pessoal até uma Bottle Shop (Loja de Bebidas) comprar algumas cervejas, refrigerantes e um litro de vodka pois eles pediram para eu fazer caipirinha para eles e como aqui não existe a cachaça brasileira resolvi fazer com vodka mesmo.
Voltamos para casa ligamos o som (ficamos ao som de música brasileira e francesa) e Funny foi fazer um fondee de queijo e eu preparar as caipirinhas.
Foi uma noite legal onde contamos piadas em inglês (as vezes alguem acabava de contar a piada e ninguém ria, depois alguém perguntava, acabou???, e todos caiam na risada), jogamos cartas (ensinei o pessoal a jogar truco, imagina só) e rimos muito.
Acho tão engraçado pois conheço esses estudantes a três semanas e parece que somos amigos a séculos, vou sentir muita falta desse pessoal, serão pessoas que ficaram para sempre na minha memória.
Ficamos nessa festinha particular até as 03 da manhã e em seguida fomos dormir.

03/12/2004


Como só teria aulas na parte da tarde acordei às 10:00 da manhã, tomei café e me despedi de Jane, Sam e Isaac pois eles iriam para uma cidade no norte da Austrália visitar alguns parentes e voltariam somente na semana seguinte. Jane deixou um monte de comida congelada para a gente comer durante esta semana e agora a casa ficou somente para nós, estudantes (Já até combinamos de fazer uma pequena festinha amanhã).
Após me despedir de Jane fui na biblioteca ver meus emails e bater um papo com o pessoal no Brasil através do MSN.
Voltei para casa e liguei para uma empresa de ônibus que busca as pessoas em casa e as leva para o aeroporto por um preço bem mais barato que o taxi e já marquei um horário para me buscarem no próximo dia 12 (É sempre muito chato lembrar que tenho que ir embora desse lugar). Em seguida tomei um banho e me arrumei para ir para a escola. No caminho da escola passei no Hungry Jacks para almoçar e em seguida fui assistir minhas aulas.
Após a aula fui com os outros estudantes que moram junto comigo para uns barzinhos em frente ao Ópera House, estes barzinhos estavam lotados e ficamos um bom tempo lá.
Em seguida o pessoal quiz voltar para casa, disse para o pessoal que gostaria de ficar um pouco mais por ali e aproveitar a noite. Fiquei um pouco mais nos barzinhos em frente ao Ópera House e em seguida fui para o meu pub predileto aqui em Sydney o "Jacksons". Fui para lá sozinho, na entrada como sempre tive que mostrar meu passaporte para provar que tinha mais de 18 anos, subi para o último andar do pub onde tem uma pista de dança e algumas mesas de sinuca, comprei uma cerveja e fiquei olhando uma galera jogar sinuca, estava lá e de repente um italiano veio conversar comigo e me chamou para jogar uma partida de sinuca, venci a partida (até que enfim encontrei alguém pior do que eu na sinuca) e ele me apresentou ao pessoal que ele estava junto e acabei conversando com esta galera da Itália até tarde.
Às 04 da manhã peguei o ônibus de volta para casa, como estava muito tarde tive que descer na Forest Road e caminhar uns 20 minutos até em casa.
Foi uma noite muito legal onde conheci muitas pessoas legais e fiz novas amizades.

Thursday, 2 December 2004

02/12/2004


Acordei cedinho e fui para a escola (hoje não matei aula), infelizmente estava nublado e não deu para ir na praia depois da aula (tá explicado porque eu não matei aula hoje).
Minha aula acabou às 11:40 e em seguida fui almoçar num shopping que fica perto da escola junto com alguns colegas de sala como o Chihaya(Japão), Santy(Indonésia), Roberta(Itália), Dao(Tailândia), May(Korea), Take(Japão), Henrique(Espanha), Luca(Itália), Keiçuke(Japão), Ben(França) e Hye(Korea). Vocês devem ter notado que foi um almoço que reuniu pessoas de diferentes países e culturas. Eu acho isso muito legal, somos pessoas tão diferentes uma das outras e ao mesmo tempo temos objetivos semelhantes e um deles é conseguir dominar a língua inglesa. Tenho feito grandes amizades por aqui e serão pessoas que nunca vou esquecer, mesmo sabendo que daqui a pouco mais de uma semana quando eu for embora muito provavelmente nunca mais os verei, ficarão os emails, as conversas pelo MSN ou ICQ e as mensagens trocadas pelo celular.
Quando lembro que a cada dia que passa fica mais próxima a hora de despedir dos amigos e da cidade, admito que sinto um nó na garganta pois está sendo maravilhosa esta experiência nesta terra tão distante.
Depois do almoço toda a galera passou no McDonalds para comprar sorvete e em seguida fomos caminhar um pouco no Royal Bothanic Garden, foi uma tarde muito divertida onde rimos bastante.
Já bem de tardinha (perto das 6 da noite) fui visitar o Sydney Observatory, este observatório fica no bairro de The Rocks (onde a Austrália começou a ser construída) e lá há interessantes coisas para ver e descobrir. Astrônomos tem usado este observatório por mais de 140 anos e agora ele está aberto ao público (e de graça). Através dos telescopios você pode observar planetas, estrelas e constelações, definitivamente um lugar muito legal de se visitar.
Após a visita ao observatório peguei o ônibus de volta para casa, cheguei um pouco atrasado para o jantar mais tudo bem. Jantei e em seguida fomos ver um filme que alugamos em dvd (O Rei Arthur - aqui ele já saiu em dvd), vi esse filme no cinema em São Paulo mas agora o vi novamente com som e legenda em inglês.
Após um dia agitado e cheio de atividades fui dormir.

Um pouco mais sobre a Austrália:
Acho que a Austrália só fica longe na geografia, porque no resto, é um lugar muito próximo dos sonhos de qualquer brasileiro, o maior problema de quem visita a Austrália pode ser definido por uma vontade inexplicável, um misto de admiração e inveja dos australianos, dá vontade de arrumar as trouxas e se mandar de vez para o outro lado mundo (14200 km do Brasil).
Sei que é difícil imaginar, mas pelo ao menos tente, um país onde poluição não existe, as ruas das cidades são tão limpas que uma bituca de cigarro no chão costuma chocar, os australianos param o carro quando você demonstra a intenção de atravessar a rua, a alta qualidade do ensino público confere ao país o terceiro melhor índice de instrução do mundo, além disso o sistema de saúde público funciona muito bem, as pessoas andam de patins e bicicleta nas ruas e caminhar pela cidade de madruga não oferece nenhum perigo. Se estivéssemos falando da Suécia por exemplo daria para refutar com o argumento: "Tá certo, mas o frio é de matar". No caso da Austrália, nem isso dá, pois aqui o clima é muito parecido com o do Brasil.
Agora o que eu acho pior (para a gente e melhor para eles), tudo isso foi construído em apenas 200 anos, num lugar que originalmente foi escolhido para receber o pior da sociedade inglesa e ser uma colônia penal.
Sydney possui cerca de 4 milhões de habitantes e toda a Austrália possui cerca de 18 milhões de habitantes (como se toda a população da grande São Paulo estivesse espalhada por todo o Brasil), é incrível pensar que este país que começou como um lugar de morte e desolação tenha se transformado num lugar perfeito para viver, talvez pelo fato de ser um país onde há lugar para todos e tendo lugar de sobra para todos porque alguém iria querer o espaço do outro?
A Austrália é o sexto maior país do mundo, ocupa 5% do solo do planeta e é banhada pelos oceanos pácifico e índico possuindo 36000 km de costa e não é a toa que esse país tenha cada vez mais tenha chamado a atenção de jovens do mundo inteiro que trocam suas vidas em suas cidades pelo fervilhante modo de vida australiano.

01/12/2004


Acordei cedinho e resolvi matar as aulas de hoje novamente (acho que nunca fui tão desleixado assim com os estudos) e ir conhecer a praia de Bondi. Fui com Magda (estudante do Chile), chegamos em Bondi às 09:30 da manhã e fomos direto para o mar, novamente estava um dia de calor escaldante, tomamos um pouco de sol e em seguida fomos nadar.
Quando já era 01 hora da tarde bateu uma fome e fomos almoçar ou melhor lanchar, comi um sanduiche no Hungry Jacks e depois passei num barzinho que só vende sucos e tomei um suco de melancia (estava delicioso).
Em seguida voltamos para a praia e tomamos mais um pouco de sol, como Magda tinha aula às 03:30 da tarde, ela teve que pegar o ônibus e voltar para o centro de Sydney, eu fiquei em Bondi curtindo um pouco mais a praia.
Bondi é a mais bonita e conhecida praia de Sydney, meca dos surfistas que adoram pegar altas ondas e lugar de lindas mulheres (aqui o topless é ainda mais comum e a mulherada fica tomando sol o dia todo), a praia possui areia bem fina e branca e a água do mar é tão limpa que se vê o fundo facilmente.
A moda em Bondi (e em todas as praias de Sydney) é usar as sandálias havaianas, os australianos adoram, principalmente se tiver a bandeirinha do Brasil, um par de havaianas aqui custa cerca de AU$30,00 (mais de R$60,00), acho que vou começar a contrabandear sandálias havaianas do Brasil.
Antes de voltar para casa comi um outro lanche no Hungry Jacks (após nadar sempre fico morrendo de fome) e lá acabei conhecendo uma brasileira chamada Eliz que está morando em Sydney há 03 meses, ela me contou que arrumou emprego fácil por aqui e que está adorando, quando disse que estaria voltando para o Brasil em duas semanas ela tentou me convencer a ficar na Austrália (como se isso fosse necessário). Expliquei a ela que não podia, que precisava voltar para o Brasil mas que pretendia um dia, quem sabe, vir de mala e cuia morar aqui.
Em seguida começou uma ventania na praia e resolvi pegar o ônibus de volta para casa.
Cheguei em casa jantei e após o jantar o Isaac me pediu para ler umas histórinhas para ele, até que foi legal, os livrinhos eram infantis mas deu para aumentar o vocabulário conhecendo algumas novas palavras que ele me explicava, ele acabou dormindo e logo depois fui dormir também.



Tenho acompanhado pela internet que meu time anda de mal a pior no campeonato brasileiro, mas aqui eles não precisam saber disso né? Então acima vocês podem ver eu exibindo as cores do meu time do coração na praia de Bondi.
Cruzeirooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tuesday, 30 November 2004

30/11/2004

30/11/2004

Acordei bem cedinho e fui para a escola, minha aula terminou as 11:40, sai da escola comi um lanche no McDonalds e peguei o ferry para a praia de Manly.
Cheguei em Manly as 12:30 e apesar de ser terca-feira a praia estava cheia, sentei na areia e fiquei por la tomando sol e nadando um pouco, essa vida de todo dia depois da aula passar na praia e dar um mergulho e muito boa. Acho que vou ficar mal acostumado.
Fiquei em Manly ate as 05:30 da tarde, em seguida peguei o onibus e voltei para casa, desci no ponto em frente ao Glenrose Shops e antes de ir para casa passei na biblioteca publica para ler meus emails e atualizar o blog, na biblioteca encontrei com Barbara (estudante da Alemanha) e em seguida fui para casa onde jantei e fui dormir.

29/11/2004


Acordei umas 09 da manhã e me arrumei para ir para a escola, estava um dia ensolarado e muito bonito e no caminho resolvi matar as aulas de hoje e aproveitar todo o dia, seria um pecado passar um dia desse numa sala de aula.
Resolvi voltar em Darling Harbour e explorar melhor a região, comecei visitando o Outback Center, um lugar todo dedicado a cultura aborígine onde pude conhecer um pouco mais da cultura desse povo, assisti também uma apresentação de Didgeridoo (um instrumento aborígine, muito difícil de tocar).
Almocei num restaurante australiano chamado Hungry Jacks e depois fui visitar o Chinese Garden (Jardim Chinês), um jardim em estilo chinês muito bonito, cheio de cachoeiras e lagos, quando se entra lá nem se percebe que estamos dentro de uma grande metrópole como Sydney, o lugar é de uma paz incrivel.
Sai do Chinese Garden e fui para a região de Chinatown (não preciso dizer que é uma região com grande influência asiática, principalmente chineses, japoneses e koreanos) onde você pode comprar coisas a preços acessíveis, comprei uma mochila legal por 10 doláres australianos.
Após um dia cheio de descobertas voltei para casa, mas antes passei na biblioteca para checar meus emails e em seguida fui para casa jantar. Meu hostbrother Isaac me apelidou de Mr. Happy perguntei a ela porque e ele me disse que é por causa que sempre pareço feliz (não disse a ele, mas a resposta veio logo em minha mente, é impossivel não ser feliz numa cidade como essa).
Após o jantar fiquei papeando um pouco com Isaac e em seguida fui dormir.

28/11/2004


Acordei tarde, almocei e fui para a praia de Dee Why onde haveria um festa brasileira num pub chamado Ark Lounge. Na praia encontrei um brasileiro que veio para Sydney no mesmo vôo que eu. Bati um papo com ele e em seguida fui tomar um sol e nadar um pouco, apesar de estar um dia muito quente a água do mar aqui é um pouco mais fria do que estou acostumado no litoral brasileiro, talvez pelo fato de a Austrália estar mais próxima da Antártida.
A festa brasileira começou as 05 da tarde, a maioria do público presente, claro, eram brasileiros, o pub estava decorado com motivos brasileiros e só tocou música brasileira, estava legal.
Após aproveitar um pouco a festa fui pegar meu ônibus para voltar para casa, como é domingo, tive que pegar um ônibus que passava por uma auto estrada próximo da "minha casa", desci no ponto perto do Forrest Way Shopping e fui caminhando para casa, isso já era mais de meia noite, aqui na Austrália você pode caminhar pela rua a hora que quiser pois praticamente não existe violência, assaltos ou coisas do tipo. Caminhei uns 20 minutos até chegar em casa, tomei um banho e fui dormir.

Um pouco mais sobre a Austrália:
É na hora de voltar para casa que a gente sabe, de verdade, se uma viagem foi boa mesmo, Se pintar aquela vontade de ficar um pouco mais, não tem erro, foi boa. Mas, o que dizer, quando essa sensação aparece desde o primeiro dia que se chega? Pois, isto está acontecendo comigo, hoje me veio em mente que já fazem duas semanas que estou aqui, isto quer dizer que tenho somente mais duas semanas para ficar aqui. Nãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo, eu não quero voltar para o Brasil. Eu adoro meu país, tenho saudades da minha família e dos amigos, mas pensar em deixar o paraíso não é fácil.
Mas acho que esta sensação e comum para todos que chegam na Austrália, é difícil chegar em Sydney sem arregalar os olhos, ou andar pelas suas ruas sem entrar em estado de graça, confesso que no primeiro dia que visitei a região do Circular Quay onde fica o Ópera House e a Harbour Bridge, o sorriso em meu rosto era uma reação involuntária, não conseguia segurar.
Os sydneysiders como são chamados os moradores daqui, vivem uma rotina de dar inveja a qualquer um, adoram praticar esportes ao ar livre, principalmente o rúgbi (que ainda não consegui entender as regras), eles também têm fixação pelo mar e nadar aqui é quase como jogar futebol para os brasileiros e adoram beber cerveja. Ganham bem (a renda média do australiano é de 2000 dólares), soma-se a isto educação e saúde gratuitas e boa qualidade de vida, ar puro (pode acreditar, não existe poluição) e nenhuma preocupação social, como desemprego, criminalidade ou crianças abandonadas, com todos esses motivos fica fácil acreditar que eles são também um povo muito alegre.
Homens e mulheres têm pele bronzeada, são a versão mais próxima do que se pode chamar de um povo feliz.
A cidade não é uma ilha, mas está cercada pelo mar por quase todos os lados, são quatro baías juntas, dezenas de praias limpíssimas e com boa infra estrutura para churrascos e prática de esportes e cheia de gente que sabe viver. O barco é um meio de tranporte muito usado aqui, são como os ônibus das grandes cidades, digamos que Sydney tem um jeito de Rio de Janeiro e cara de Londres.
Uma pergunta de difícil resposta aqui é como aqueles prisioneiros tristes e revoltados acabaram gerando um povo alegre e comunicativo como os australianos? Talvez pelo fato de terem conseguido a liberdade súbitamente após enfrentar o cárcere na Inglaterra ou para obter a resposta basta olhar em volta e tudo se explica.

Sunday, 28 November 2004

27/11/2004


Na foto acima vocês podem ver eu com meu "hostbrother" australiano, ele é um menino de 6 anos chamado Isaac. Um menino muito levado, que não passa um dia sem levar umas palmadas da sua mãe Jane. Como ele conversa muito comigo, tenho aprendido muito com ele. Apesar de levado, ele é um bom menino, tenho certeza que terei lembranças dele pelo resto da vida.



Acordei às 09 da manhã e fui até a biblioteca que fica perto de casa verificar meus emails e atualizar meu blog. Após isso fui passar o dia na praia de Manly, como ninguém estava afim de ir acabei indo sozinho.
Cheguei em Manly às 11:30 da manhã a arrumei um lugarzinho legal na areia para ficar, fiquei ali tomando um sol e olhando as gatinhas, aqui em Sydney o topless é algo normal e muito comum nas praias.
Depois fui almoçar num restaurante mexicano que fica nas proximidades da praia, depois de almoçar voltei para a praia e fui nadar um pouco, o sol estava escaldante e li antes de vir para a Austrália que existe um buraco na camada de ozônio bem em cima da Austrália e protetor solar aqui é artigo obrigatório. Manly é o reduto dos brasileiros que vivem em Sydney e por causa disso não é difícil houvir português quando você está andando pela praia, encontrei vários brasileiros por lá, um deles até tentou me ensinar a surfar, mas a única coisa que aprendi foi que não tenho a menor vocação para o surf.
Após um dia muito divertido na praia fui pegar o ônibus para voltar para casa, estava lá esperando e nem podia imaginar quem apareceria naquele lugar. Sim, ela, Jitka (a Deusa nórdica). Essa mulher me surpreende a todo momento, ficamos conversando durante todo o trajeto do ônibus, ela é realmente uma mulher muito especial, me contou que é uma economista e como eu está passando férias em Sydney e resolveu durante este tempo melhorar seu inglês (que aliás já é muito bom) na mesma escola que eu.
Voltei para casa, tomei um banho e fui dormir, acho que esta noite vou sonhar com a Deusa Nórdica. rssssssssss

Friday, 26 November 2004

26/11/2004


Como minha aula só começaria às 13:45hs resolvi ir um pouco mais cedo para atravessar a ponte Harbour Bridge a pé (sim, isso é possível). Essa ponte é realmente incrível, lá de cima você tem uma visão maravilhosa da baia de Sydney com o Ópera House e o Circular Quay. Por ela passam centenas de carros, caminhões, ônibus, metrô, ciclistas e pedestres todos os dias. Quando você para bem no meio da ponte e olha para baixo é que você percebe a altura dela e devido ao movimento intenso de veiculos você consegue sentir ela tremer um pouco. Foi uma experiência muito interessante essa travessia.
Depois disso fui para o Circular Quay onde fiquei observando alguns artistas de rua fazendo suas apresentações. Tinha um cara que ficava tocando uma músicas e acabei parando e observando ele um pouco, em seguida fui conversar com ele e disse que era do Brasil, quando disse isso, ele falou que tinha muita curiosidade de conhecer o Brasil e começou a tocar uma música brasileira (Aquarela do Brasil) e os turistas que passavam por perto paravam e começavam a dançar, foi muito legal.
Voltei para casa, tomei banho, jantei e fui para o meu quarto. Os outros estudantes também foram para lá e como eu trouxe meu computador coloquei algumas músicas brasileiras para o pessoal houvir, todos gostaram das músicas e acabei ensinando a Barbara, Magdalena e a Funny a dançar forró (como se eu soubesse dancar), acabamos fazendo uma grande bagunça no meu quarto.