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Wednesday, 26 December 2007

Realizando um sonho



Ter a oportunidade de conhecer Londres algums décadas depois dos Beatles foi fascinante, a capital da Inglaterra vê suas ruas invadidas por visitantes do mundo inteiro e os londrinos se perguntam: Será possível que voltamos a entrar na moda? A resposta é: yes!
No final dos anos 60 e no início dos 70, Londres era o lugar para onde todo mundo queria ir. Era indispensável pisar o chão dos Beatles, respirar a atmosfera psicodélica da cidade e fazer compras em Piccadilly Circus. Era preciso ter a sensação, ultrajante e deliciosa, de ser abordado em Piccadilly Circus por um cabeludo de olhos injetados, os punks que tiveram o inicio do seu movimento em Londres. Era fundamental ir aos teatros West End para ver as montagens de musicais.
Depois passou. John Lennon morreu. As calças boca-de-sino caíram de moda. O West End continuou brilhando, porque, afinal, a cidade tinha milhões de habitantes cultos e nunca deixou de receber turistas. Mas já não era indispensável ir a Londres. Londres era apenas legal.
Tinha aqueles senões de sempre. A comida, argh! Quem gosta de torta de rins? Cerveja quente? Fica com a minha. Oh, God! Mas ainda assim era legal.
Tudo bem, cidades não são como peças, que entram e saem de cartaz. Ainda mais metrópoles. E Londres, ora, Londres nao perde a majestade :-). Foi capital do mundo. Sede do império onde o sol jamais se punha. Se Roma continua Roma e já não tem Júlio César há 2 mil anos, Londres não murchará só porque a rainha Victoria não reina mais ou porque as colônias se emanciparam.
Cidades como Londres vivem sempre no imaginário das pessoas. Mas de vez em quando perdem o brilho. Como se alguém tivesse esquecido de polir os metais ou de caiar as paredes, o que no caso é fundamental a Londres, já que a umidade de Londres é célebre, e não há de baixar só por causa de uma crise de identidade à-toa. Pintou um clima assim, de entressafra, na capital da Inglaterra pós-Beatles. Em suma, Londres continuava legal, mas o barato passou a ser Amsterdã, e a moçada foi toda para o outro lado do canal. Fora o casamento do século entre charles e Diana, parecia que não havia nada de especial rolando nas terras que um dia foram do mulherengo Henrique VIII.



Mas de uns anos para cá Londres voltou a ser fotografada por profissionais de várias nacionalidades. Seus velhos atrativos foram redescobertos. Os novos estão sendo criados. Não se vê tal concentração de mídia estrangeira desde que os Beatles anunciaram o seu fim! Basta ver o que está rolando na cidade. As ruelas de Covent Garden, por exemplo. O delicioso bairro vizinho ao centro nunca viveu tamanha efervescência. As ruas estão tomadas de jovens, os brechós e as galerias de arte vendem tudo o que expõem, as lojas e restaurantes são retratos bem-acabados do que há de mais contemporâneo. Sujeitos engravatados, dividem o apertado espaço dos pubs com garotas fashion que não correspondem, nem de longe, aos estereótipos do passado.
Como a legião de punks de Camden Town, trespassados de alfinetes e piercings, eles também estão espantados com a súbita migração de punks do leste europeu.
Na troca da guarda em frente ao Palácio de Buckingham, é quase tão comum ouvir línguas eslavas quanto japonês (e olha que ninguém viaja tanto quanto eles!). Mas há americanos também. E latino-americanos. E brasileiros, of course. O mundo inteiro parece estar redescobrindo Londres, como se a cidade tivesse ficado fechada para reformas nas últimas décadas.



E o mais legal de tudo é que, apesar das mudanças, esse passado de lendas, reis, grandes personagens, grandes mistérios e grandes tragédias não está sendo arranhado pela revolução silenciosa que está transformando a cidade.
A capital inglesa é ilógica, assimétrica, muitas vezes incompreensível como o próprio raciocínio dos britânicos. Esse é um lugar onde paralelas podem se encontrar e transversais às vezes não se cruzam. Isso significa que é muito difícil se achar na cidade e os caminhos são sempre tortuosos. Um mapa na mão é indispensável para qualquer viajante, mas só o mapa não serve. É preciso ter atenção, porque as ruas mudam de nome, o Rio Tâmisa faz curvas que dificultam a compreensão dos visitantes. O metrô apesar de funcionar muito bem é confuso pois acredite o sistema possui mais de 200 estações, e isso significa que numa estação podem passar duas ou três linhas diferentes, o sistema métrico não decimal também ajuda na complicação (pés, jardas e milhas).
Longe de atrapalhar, essas excentricidades inglesas só valorizam uma viagem para cá. Até porque o cidadão inglês é um ótimo anfitrião e adora ajudar turistas a sair de enrascadas.
Tolerância é a palavra do momento em Londres, provavelmente é aí que reside a causa de Londres ter voltado à moda. Ao contrário de grande parte de seus vizinhos europeus, ou continentais, como preferem os ingleses, os britânicos de hoje demonstram uma inequívoca vocação para a tolerância. Os níveis de preconceito na Inglaterra são, indiscutivelmente, mais baixos do que os do resto da Europa. É cada vez mais evidente a mistureba racial da cidade. Como se seguissem uma operação articulada, os ex-colonizados da África, do Caribe e da Ásia enviaram seus filhos e netos para buscar o futuro na velha matriz. Quer dizer, hindus, paquistaneses, jamaicanos, africanos, australianos e, de quebra, um monte de latinos que nada tiveram a ver com a história, escolheram Londres para recomeçar suas vidas. A cidade virou um grande caldeirão cultural.



Essa diversidade foi o que mais me fez gostar de Londres, fiquei encantado com a cidade, parece que nasci para viver em Londres, encontrei o meu lugar no mundo e morar algum tempo na capital inglesa se tornou meu objetivo para o futuro, pois somente visita-la não foi suficiente, mas deixo uma última dica para quem ler este post e tiver a oportunidade de visitar Londres, é preciso ter em mente que quando se vai a Londres o clima não pode ser um entrave. Se você tiver a sorte de pegar dias de sol na capital inglesa, ótimo. Mas o normal, até porque a Inglaterra fica numa zona de encontro de sistemas climáticos opostos, é a chuva, a garoa e a fog (neblina). Se essa condição não atrapalha a vida dos ingleses, que por isso usam elegantes capas e sabem, como ninguém, aproveitar um chá da tarde, não é a sua vida que ela vai atrapalhar. Vá aos museus, use o tube (metrô), procure um pub e, em último caso, passeie na chuva e aprecie o encanto da cidade que é o centro do mundo.

Camden Town



Camdem Town fica no norte de Londres e é muitas vezes referida somente como Camden. Camden Town é um famoso e sempre cheio de gente mercado e centro de estilos de vida alternativos. A área é muito popular entre estudantes estrangeiros e pessoas de culturas alternativas como góticos, punks e emos.



O bairro é cheio de lojas de roupas nada comuns, o paraíso dos punks e vive cheio de turistas. Há também inúmeros brechós onde se pode encontrar roupas, sapatos antigos em perfeito estado de conservação. Adorei andar pelas ruas deste bairro e observar a diversidade de pessoas.

Welcome to London



Londres é a grande metrópole da Europa, e uma das maiores do mundo junto com Nova Iorque, Tóquio, Moscou, Paris. Seja na arquitetura antiga de seus prédios, na vanguarda de seus jovens ou no desfile de limousines, Londres é uma verdadeira cidade cosmopolita e um tanto controversa. Une ao mesmo tempo a classe de um lord britânico com a vanguarda de um jovem punk, sem falar na elegância carregada de escândalos da família real. É exatamente isso que torna os ares londrinos inesquecíveis.
Imigrantes, turistas, e cidadãos diariamente enchem as ruas dessa cidade que já soma cerca de 8 milhões de habitantes, parte deles provenientes dos mais diferentes cantos do mundo. Os londrinos são pessoas hospitaleiras, já acostumados com as centenas de turistas que invadem a cidade.
A vida noturna de Londres é intensa e agitada. Tão tradicional quanto o delicioso chá inglês, são os pubs londrinos com suas pints, grandes jarras de cerveja. Os pubs fecham suas portas cedo, quando é hora de partir para as discotecas ou, quem sabe, para as raves, as megafestas que só terminam no dia seguinte. O bairro SoHo é o lugar certo para os bares e discotecas. Seja num pub ou numa rave, a noite londrina é sempre uma aventura.
Ninguém deixa de pensar em Beatles quando se fala da Inglaterra, e toda a vanguarda que marcou gerações. Além dos revolucionários do rock, o que falar de Rolling Stones, Pink Floyd e Led Zepellin? Todos ingleses. Esse é apenas o início da movimentada agenda cultural que fervilha em Londres, já há muitos anos.
Sempre tinha imaginado Londres como uma cidade de clima britânico, sofisticada e elegante. Nunca pensei que veria uma Londres tão movimentada, tão internacional. Com tantos ônibus, carros e pedestres, o trânsito não poderia deixar de ser meio maluco. Ainda assim, as pessoas são educadas e páram para os pedestres passarem. Outra curiosidade dessa capital é que a criminalidade é baixa. Londres é uma cidade segura para se viver.



Em geral, a relação da Inglaterra com a Europa ainda é um pouco conturbada. Apesar de fazer parte da União Européia, o Reino Unido não aderiu ao euro, porque também possui uma moeda forte, a libra ou pound (£), que, vale $1,98 dólares americanos, €1,36 euros e pasmen, R$3,53. Por isso, Londres é tão cara para brasileiros. A cidade também possui grande importância no mercado financeiro mundial. A Bolsa de Valores londrina é forte e rivaliza com as bolsas de Nova York, Tóquio e Frankfurt. Além da moeda, o Reino Unido não aderiu ao Tratado de Schengen, que permite que cidadãos de determinados países, incluindo o Brasil, não precisarem de visto de turista, podendo circular pela União Européia por 3 meses. Na Inglaterra, brasileiros precisam de permissão, que ganham ao chegar no país, podendo permanecer, então, por até 6 meses.
Não importa a hora que você chegue em Londres, sempre vai encontrar algum hotel aberto, além de taxis, ônibus e muita gente nas ruas, pois a cidade não para. Não é para pouco. As principais marcas do mundo estão na capital britânica, os melhores carros rodam por lá, existem shows e espetáculos para todos os gostos, além de muitos museus, palácios e a pomposa realeza britânica. Quem não gostaria de conhecer uma cidade como essa!?!?
Londres tem centenas de opções para lazer. Você pode ficar lá um ano e sempre terá nova peça de teatro para apreciar, algum show, ou evento diferente para ver. Os pontos turísticos também são vários. Começando pelos mais tradicionais, dá para imaginar a emoção que é estar em frente ao Big Ben e depois passar pelo Palácio da Família Real para assistir à troca da guarda?
A torre do relógio e o Big Ben fazem parte da Houses of Parliament, o prédio do parlamento inglês, onde o primeiro ministro da Inglaterra, e os demais parlamentares atuam. A arquitetura é linda, em estilo medieval, com traços góticos e renascentistas, e data do século XIX. Visto de dia ou de noite, na beira do Rio Tâmisa, esse prédio retrata a sofisticação e o poder britânico. Bem pertinho do Big Ben, está a Westminter Abbey. Trata-se de uma grande abadia do século XI, que é muito bonita e uma das principais igrejas de Londres. É lá que ocorrem as coroações da família real desde 1066 e também foi ali que a princesa Diana foi velada.
Londres tem dezenas de museus, dentre os quais alguns são gratuitos. O Museu Imperial da Guerra oferece um bom arsenal de armas e acervo de histórias de guerras, não apenas britânicas, mas mundiais. É possível assistir a filmes e visitar reconstituições de trincheiras. Outros museus interessantes são a National Gallery, com exposições de arte, o British Museum, de antiguidades, o Museum of London, com a história da cidade, e, claro, o Madame Tussaud’s, com as personalidades mundiais esculpidas em cêra.
Passando pelo Picadilly Circus, a esquina repleta de propagandas em neon (e um dos pontos de mídia mais caros da Inglaterra), chega-se na Oxford Street, a rua das compras, onde estão as melhores lojas. Quanto ao preço, não dá para se entusiasmar. Londres é uma das 5 cidades mais caras do mundo. Se você vai a Londres e não quer gastar, desista. O ambiente londrino induz ao consumo, com muitas ofertas e vitrines lindas. Os carros de milhares de dólares e as limousines estão por todos os lados.



Tudo ao contrário. O famoso trânsito invertido torna a cidade um tanto engraçada, como se tudo estivesse ao contrário! Londres é tão turística que nas avenidas mais movimentadas pintam no asfalto a frase “Look to your left/right”, para que o visitante fique atento e não olhe para o lado errado, ainda causando algum acidente. Os tradicionais ônibus de dois andares ilustram de forma peculiar a paisagem urbana de Londres, é muito legal passear no andar de cima, contemplando o vai-e-vem das ruas. Outra peculiaridade de Londres são seus taxis, que continuam sendo disponibilizados num estilo inglês antigo, e são muitos utilizados como mídia.



Brasileiros é o que não falta em Londres. Seja no supermercado, nas ruas, ou no balcão de informações, alguém falando português nunca é difícil encontrar, sempre se acha. É claro, não só brasileiros, mas italianos, espanhóis, portugueses, japoneses… enfim, muita gente estrangeira! Em Londres, vê-se todo tipo de pessoas, de roupas, de estilos. Por isso, também é uma cidade meio sem identidade, onde tudo se mistura, e as culturas se confundem. Londres é confusa, mas única; ao mesmo tempo displicente e aristocrática, com ares de antiga e moderna, que já foi metrópole do império britânico no passado e que continua sendo metrópole revigorada nesse novo século. Forma um mosaico de muitas identidades e países, e, por isso, um verdadeiro caldeirão cultural.
Ao partir, fiquei com a sensação de que ainda se tem muito que explorar nessa cidade com séculos de história, mas ao mesmo tempo contemporânea. Tão popular quanto aristocrática, e surpreendente na sua enorme capacidade de influir e atuar em assuntos políticos, econômicos e financeiros, assim é Londres, esta grande metrópole da Inglaterra e da Europa.

Tower Bridge



Completada em 1894, esta maravilhosa obra da engenharia vitoriana rapidamente se tornou um símbolo de Londres. As suas torres em pináculo e os passadiços sustentam o mecanismo para levantar a pista para passagem de grandes navios ou em ocasiões especiais. A ponte abriga uma exposição sobre sua própria história e belas vistas do rio Tâmisa.

St. Pauls Cathedral



Depois do grande incêndio de 1666 que destruiu Londres quase totalmente, a catedral medieval de St. Paul ficou em ruínas. As autoridades procuraram Christopher Wren para a reconstruir, mas as suas idéias não foram bem recebidas pelo conservadores da ingreja no seu projeto de 1672. Em 1675 foi aceito o plano mais clássico que pode ser confirmado hoje em dia pela grandiosidade da catedral.
Ao entrar na catedral fiquei imediatamente impressionado com o seu interior maravilhosamente ornado e extremamente espaçoso em estilo barroco. A catedral foi digna de grandes eventos cerimoniais que aqui ocorreram, entre eles o funeral de Winston Churchill em 1965 e um dos casamentos mais famosos do mundo entre o Príncipe Charles e a Princesa Diana em 1981.


Piccadilly Circus



Piccadilly é a principal artéria do west End. Já se chamou Portugal Street. o nome atual vem de pickadills, as golas franzidas usadas pelos dândis do século XVII.
Piccadilly Circus era parte do plano original de John Nash para a Regent Street, mas foi bastante alterado nos últimos anos e hoje está cercado de centros comerciais. Os vistosos anúncios de luzes néon marcam a entrada do bairro de entretenimento de Londres, com os seus cinemas, teatros, discotecas, restaurantes e pubs.

Buckingham Palace



O Palácio de Buckingham é escritório e residência da família real britânica, também utilizado para cerimônias oficiais e banquetes para chefes de Estado. Cerca de 300 pessoas trabalham no palácio, incluindo funcionários da residência real encarregados de assuntos oficiais e empregados domésticos da rainha.
Jonh Nash transformou a Buckingham House original num palácio para Jorge IV, que reinou entre 1820 e 1830. Tanto ele como o seu irmão Guilherme IV, rei entre 1830 e 1837, morreram antes que o trabalho terminasse. A rainha Vitória foi a primeira monarca a morar no palácio. No interior do palácio existem inúmeras áreas como o Salão de Baile, A galeria de arte da rainha, sala de jantar oficial, sala de música, sala de audiência da rainha, cinema e muito mais.



Em frente ao palácio, acontece todos os dias as 11:30hs da manhã (com rarissimas exceções) a troca da guarda, a cerimônia impressiona pelos vistosos uniformes e música marcial. A guarda em serviço perfila-se na área em frente ao palácio para deixar o turno e passá-lo a nova guarda. A guarda consiste em 3 oficiais e 40 soldados quando a rainha está no palácio. Quando ela se ausenta, são 3 oficiais e 31 soldados.
Apesar do tumulto gerado todos os dias pelos turistas para verem a troca da guarda, o passeio vale a pena e se vier um dia a Londres não deixe de ver.

Abadia de Westminster



A Abadia de Westminster é mundialmente famosa por guardar os restos mortais dos monarcas britânicos, como cenário das coroações e outros grandes eventos. Dentro das paredes estão alguns dos mais gloriosos exemplares da arquitetura medieval em Londres, além de um dos mais impressionantes conjuntos de túmulos e monumentos do mundo. Parte igreja, parte museu, a abadia ocupa um lugar único na consciência britânica.
O interior da abadia apresenta um conjunto excepcional de estilos de escultura e arquitetura, do gótico francês a bela complexidade da capela Tudor de Henrique VII e a criatividade dos monumentos do fim do século XVIII. Muitos monarcas britânicos estão enterrados lá e alguns dos túmulos são deliberadamente simples, enquanto outros são ricamente decorados. Há também monumentos dedicados as mais importantes figuras públicas da Inglaterra, de políticos a poetas.
A abadia tem sido o suntuoso cenário de todas as coroações reais desde 1066. O último ocupante da cadeira de coroação é a atual rainha, Elizabeth II, coroada em 1953, na primeira cerimônia transmitida pela televisão.
Recomendo aqui este link onde você pode ver no youtube o video desta coroação que ocorreu em 1953.
God save the Queen!!!!

British Airways London Eye



A London Eye é uma roda gigante de 135 metros com vista panorâmica. Construída em 2000 como parte das celebrações da chegada do novo milênio, tornou-se um dos marcos mais famosos de Londres, não só devido ao seu tamanho, mas também pela sua circularidade. Com 32 cabines, cada uma delas com capacidade para 25 pessoas, dá uma volta suave de 30 minutos. Num dia de sol (o que é rarissimo em Londres) a London Eye oferece uma vista única de 40 km de horizonte, que se estende ao longo da capital inglesa.

Casas do Parlamento



Desde 1512, o Palácio de Westminster é a sede das duas Casas do Parlamento, a dos Lordes e a dos Comuns. A Casa dos Comuns é composta por membros eleitos por vários partidos políticos. O partido com maior número de membros forma o governo e seu líder torna-se primeiro ministro da Inglaterra. Membros de outros partidos constituem a oposição e os debates na Casa dos Comuns podem ser acalorados e são sempre coordenados por um dos membros indicado. O governo formula a legislação que é debatida nas duas Casas antes de se tornar lei.
Atualmente o primeiro ministro da Inglaterra é Gordon Brown.

Big Ben



Big Ben não é exatamente o nome do relógio mais famoso do mundo, instalado numa torre de 106 metros que se eleva sobre o prédio do parlamento inglês. Big Ben é o nome do sino de 14 toneladas que anuncia as horas, batizado em homenagem a Sir Benjamin Hall, diretor dos trabalhos de instalação do relógio em 1858.
O sino foi feito em Whitechapel e foi o segundo sino feito para o relógio pois o primeiro rachou durante os testes e o atual também possui uma pequena fissura que dizem os espacialistas está sob controle.



O relógio por si só tem 7,5 metros de diâmetro e o ponteiro dos minutos, feito em cobre, é oco e tem 4,25 metros de comprimento.
O Big Ben marca a hora exata para a Inglaterra e para o mundo desde 1859 com raras exceções. As badalas graves tornaram-se símbolo da Grã-Bretanha e são transmitidas diariamente pela rádio BBC.

Surfing one more couch


Em Londres, fiquei na casa do meu amigo Alain, na verdade eu não fiquei na casa dele, eu surfei o sofá dele, isto é como costumamos dizer entre os amigos do Couchsurfing. O Alain e sua esposa Sandra, são pessoas incriveis, muito generosos e fizeram o possível e o impossível para me agradar durante minha estadia no sofá deles além de me oferecer dicas incríveis sobre Londres.
No sábado a noite, eles preparam uma pequena recepção com outros couchsurfers no apartamento deles em Londres e tive a oportunidade de conhecer um pouco da galera de lá. Tanto o Alain quanto a Sandra adoram cozinhar e comida foi o que não faltou neste encontro de couchsurfers.



O Alain não é um couchsurfer qualquer, ele é um dos embaixadores do site em Londres e é incrível a paixão dele pelo projeto.
Na segunda-feira de natal, fomos celebrar na casa de uma amiga do Alain e da Sandra, os pais dessa amiga são italianos mas moram em Londres e fizeram uma ceia natalina italiana com direito a uma deliciosa lasanha e carne assada. Adorei conhecer esta família tão alegre e gentil que me recebeu tão bem na casa deles. Este foi o primeiro natal que passei longe da minha família no Brasil e não foi fácil, sempre vinham lembranças da minha mãe, irmãs, sobrinhos e sobrinha mas estar ali com aquela feliz família italiana foi muito gratificante e não vou me esquecer deles jamais.

A caminho de Londres



Cheguei no aeroporto de Lisboa no sábado (21/12/2007) bem cedinho pois meu vôo para Madrid onde eu pegaria uma conexão para Londres partia de Lisboa às 08:40hs. No entanto o meu vôo atrasou e só sai de Lisboa próximo das 10:00hs da manhã. Devido a este atraso acabei perdendo minha conexão para Londres em Madrid. Na chegada a Madrid, ainda sai correndo pelo aeroporto feito um louco para tentar apanhar o vôo de conexão, mas aquele aeroporto é muito grande, tão grande que dentro dele existe uma linha de metrô ligando um terminal ao outro.
Desse modo, se tudo tivesse dado certo eu ficaria na área de passageiros em trânsito e não precisaria entrar na Espanha mas como perdi a conexão tive que entrar na Espanha, passar pela imigração, remarcar minha passagem para o próximo vôo para Londres e sair da Espanha em direção a Inglaterra.
Tanto os meus vôos de ida quanto da volta foram através da companhia aérea Ibéria e a experiência não foi muito boa, atrasos, falta de informação por parte dos funcionários, serviço de bordo ineficiente. O único elogio que faço é que as poltronas são um pouco mais espaçosas do que das outras companhias aéreas, mas os elogios terminam por aqui.
Minha chegada em Londres foi através do aeroporto de Heathrow, o mais movimentado aeroporto internacional do mundo, também enorme, possui 5 terminais, todos ligados por uma linha de metrô que leva os passageiros rapidamente até o centro de Londres.
A imigração em Londres foi muito tranquila, uma senhora somente me fez algumas perguntas como qual era o propósito da minha viagem, olhou meu passaporte, viu que eu havia estado na Austrália, perguntou o que eu havia ido fazer em Sydney e liberou minha entrada.
A volta para Lisboa também foi via Ibéria e novamente com uma conexão em Madrid na Espanha. Mas nesta viagem de volta pude perceber que este mundo é realmente pequeno, quando cheguei em Madrid, encontrei com a Lina e o Heitor, ambos de Capitólio, no aeroporto, muita coincidência, fiquei muito contente em ver rostos conhecidos depois de algum tempo fora do Brasil e foi muito bom conversar com eles.
A volta de Madrid para Lisboa foi um pouco turbulenta devido a chuva que caia mas tudo bem, cheguei são e salvo a Lisboa já com vontade de viajar novamente, mas por enquanto não tenho planos para isso.

Tuesday, 25 December 2007

Mensagem de natal da rainha Elizabeth II


Já é tradição na Inglaterra desde 1957 a rainha fazer seu discurso de natal aos súditos no dia 25 de dezembro.
Pela primeira vez o discurso da rainha estará disponível na internet através do YouTube.
Como eu acabei de chegar de Londres e fiquei encantado com a cidade e a cultura inglesa, resolvi disponibilizar aqui no meu blog o discurso como o registro do natal que passei na Inglaterra, o primeiro longe da minha família.
Espero ter a oportunidade de visitar este país ainda muitas vezes. Adorei a viagem.

Wednesday, 12 December 2007

Grã-Bretanha


Separada do continente europeu pelo canal da Mancha, a Grã-Bretanha sempre deu grande valor a preservação de suas tradições. A ilha, no entanto, tem muito mais a oferecer do que imponentes castelos e bonitos vilarejos. A variedade de paisagens, a cultura, a literatura, a arte e a arquitetura, somadas a rica história, resultam em equilíbrio entre passado e presente.
A personalidade da Grã-Bretanha foi criada por sua condição geográfica de ilha. Como nenhuma invasão teve sucesso desde 1066, o povo desenvolveu tradições próprias e, embora hoje faça parte da União Européia, continua se orgulhando de suas diferenças. O passado britânico fica evidente em seus castelos, catedrais, casas rurais e bosques clássicos. Velhos costumes são reeditados a cada ano, nas cerimônias realizadas nos povoados.
A Grã-Bretanha é composta de regiões bem distintas, como Inglaterra, Escócia e País de Gales, nas quais a população preserva a identidade local. Escócia e País de Gales são países separadados da Inglaterra, mas governados por Londres. Ambos possuem costumes próprios e as línguas gaélicas ainda sobrevivem.


A Grã-Bretanha começou a assumir uma união mais sólida no início do século VII, quando diversas tribos anglo-saxônicas, absorvendo as influências celta e romana, uniram-se e atingiram a supremacia na ilha. No entanto, sofreram seguidos ataques dos vikings e acabaram vencidas pelos normandos na batalha de Hastings, em 1066, quando Guilherme, o Conquistador, deu origem à família real que ainda prevalece no país. Ao longo dos séculos, as culturas divergentes dos normandos e dos anglo-saxões se fundiram e formaram a nação inglesa, um processo facilitado pelo fato de o território ser uma ilha. Os quatro reinos escoceses unificaram-se em uma só monarquia com a coroação de Duncan I, em 1034.
Nos quatro séculos seguintes, reis ingleses estenderam seu domínio as regiões vizinhas. O País de Gales foi conquistado em 1282 e a Escócia, por volta de 1296. Os escoceses porém, conquistaram novamente a independência em 1314, com Robert Bruce. Os reis da dinastia Tudor consolidaram o controle inglês e lançaram as bases do futuro sucesso comercial britânico. Henrique VIII percebeu a importância do poderio marítimo e, no reinado de sua filha, Elizabeth I, os marinheiros ingleses saíram pelo mundo para novas conquistas.
Em 1707 foi assinado o Ato da União com a Escócia iniciando os alicerces para o governo representativo da Grã-Bretanha.
Com o impulso da Revolução Industrial e sob o reinado da rainha Vitória, a Grã-Bretanha tornou-se um império colossal, que ditava as regras do mundo no fim do século XIX. Continuamente desafiada pelos demais países da Europa e pelos Estados Unidos, e esgotada pela participação nas duas guerras mundiais, a influência britânica decaiu após 1945 e na década de 1970 quase todas as colônias da Grã-Bretanha tornaram-se nações independentes.


Atualmente Elizabeth II (Elizabeth Alexandra Mary of Windsor) é a rainha e chefe de estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, bem como Rainha de Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu.
Seu filho, o prínciple Charles (Charles Philip Arthur George Mountbatten-Windsor), sendo o filho mais velho, é o herdeiro do trono que juntamente com sua segunda esposa, Camilla Parker Bowles, Duquesa da Cornualha, assumirão o trono após a morte da rainha.
Após um passado de grandes glorias, atualmente a família real britânica vive mergulhada em escandalos dos quais a impressa britânica adora noticiar.
De certo modo os britânicos rejeitam Camila, a nova esposa de Charles, e ainda mantêm extrema compaixão pela eterna Princesa de Gales, Diana (Diana Frances) falecida em um acidente de carro em 1997 em Paris.