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Thursday, 24 September 2009

Qual cidade será a escolhida?

Jogos Olímpicos de 2016 - Cidades Candidatas

 

Rio de Janeiro, Chicago, Tóquio ou Madrid?

Qual será a cidade escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016?

 

As quatro cidades possuem projetos bem estruturados e a uma semana da escolha da cidade que irá sediar os jogos de 2016 a imprensa mundial dá uma pequena vantagem para o Rio de Janeiro. A escolha acontece no próximo dia 02 de Outubro em Copenhagen na Dinamarca e todas as cidades já decidiram enviar pessoas influentes numa última tentativa de mostrar os integrantes do COI – Comitê Olímpico Internacional o comprometimento com os jogos pelos líderes dos respectivos países.

 

Chicago não irá enviar o seu mais célebre filho, Barack Obama, no entanto o presidente americano envia a Primeira Dama Michelle Obama para mostrar o apoio do governo americano para que o jogos sejam realizados em Chicago.

 

Madrid irá enviar o Rei Juan Carlos e a Rainha Sofia para prestigiar o evento e tentar convencer os jurados que Madrid é a melhor escolha para os jogos de 2016. Pesa contra a cidade o fato dos jogos de 2012 serem em Londres e acho pouco provável que o COI escolha duas cidades européias seguidas para organizar os jogos olímpicos.

 

Tóquio ao ver que todas as outras cidades estavam a enviar grandes personalidades públicas para o evento decidiu não ficar para trás e enviará o Primeiro Ministro do Japão ao evento na Dinamarca. Contra Tóquio pesa o pouco apoio da população registrado nas pesquisas realizadas pelo COI.

 

E por fim o Rio de Janeiro. A Cidade Maravilhosa envia como seu representante ilustre e influente presidente brasileiro, Lúis Inácio Lula da Silva. O apoio de Lula é um ponto forte da candidatura do Rio de Janeiro sendo este considerado por muitos um dos mais influentes líderes mundiais do momento, reconhecido até mesmo por Barack Obama.

Seria ótimo ver o Rio de Janeiro organizar os jogos de 2016, a favor da cidade contam o fato dos Jogos Olímpicos nunca terem acontecido na América do Sul e o Brasil ser uma das maiores economias do mundo e ter sido o primeiro país a sair da crise mundial demonstrando ao mundo quão comprometido estamos em sermos uma potência mundial num breve futuro.

 

O fato do Brasil também ser organizador da Copa do Mundo de 2014 para muitos é um ponto que divide opiniões. Para uns isso fortalece ainda mais a candidatura carioca pois grande parte da infraestrutura já estaria pronta para este evento. Para outros a Copa do Mundo pode tirar visibilidade dos Jogos.

 

Que vença a melhor mas fica aqui a minha torcida pelo Rio de Janeiro, merecemos organizar estes jogos na América do Sul pela primeira, o Brasil sozinho possui uma população de quase 200 milhões de pessoas e se levarmos em conta toda a América do Sul teremos uma população de 400 milhões de pessoas que nunca tiveram um grande evento como este tão perto de casa.

Não tenho dúvidas que a Olimpíada de 2016 se realizada no Rio de Janeiro seria um sucesso!!!


 

Update 29/09/2009: Segundo informações da BBC Brasil o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mudou de idéia e irá comparecer ao evento para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 em Copenhagen na Dinamarca no próximo dia 02 de Outubro juntamente com sua esposa. A presença do presidente americano tem o intuito de pressionar os votantes para escolherem Chicago como a sede dos jogos.
Como podem ver a briga vai ser boa no próximo dia 02 de Outubro em Copenhagen.

Tuesday, 16 September 2008

Frenética Madrid

 

 

 

Mais de trinta anos depois da morte de Franco, a capital da Espanha brilha como nunca. Renovada pelo ritmo frenético de “la movida”, mas conservando suas melhores tradições, Madrid não pára de crescer e de surpreender a quem a visita.
Imagine o general Franco, uniformizado e cheio de pose, emergindo, mais de trinta anos depois de sua morte, das profundezas do mausoléu que mandou escavar nas paredes de granito da Serra de Guadarrama, dentro da província de Madrid. Sua primeira reação, provavelmente, seria de conforto, eis que sua tumba, no Valle de los Caídos, tem uma atmosfera tão sombria como a da própria Espanha que liderou com mãos de ferro até morrer, em 1975. Desse momento em diante, porém,  Franco ressuscitado só teria dissabores. Não seria preciso nem mesmo que chegasse à Plaza del Sol, no centro de Madrid, alguns quilômetros adiante, para perceber que, nessas mais de três décadas, o país caminhou exatamente no sentido oposto ao que ele conduzia.
É previsível até que, ao ver sua capital tão mudada e fervilhante, Franco desembainhasse sua espada, gritasse um irado "Por Diós" e conclamasse seus antigos correligionários a uma nova guerra civil, como a que matou um milhão de espanhóis na primeira metade deste século. Mas, fora uma meia dúzia de gatos-pingados saudosistas, o máximo que Franco conseguiria reunir, nesta suposta reencarnação, seria uma platéia de gente espantada com sua patética figura. No meio da qual poderia estar, por exemplo, o cineasta Pedro Almodóvar, com a camera em punho, registrando cenas para um novo longa-metragem que poderia batizar, sem muita criatividade, de Ditador à Beira de um Ataque de Nervos...
Almodóvar, aliás, é uma das mais conhecidas caras do movimento chamado "La Movida", uma incontrolável revolução cultural que chacoalhou os alicerces da Espanha desde meados da década de 80. Assim como ele, milhares de cabeças pensantes da geração pós-Franco aceleraram o país a um ritmo alucinante. Fosse para tirar o atraso em relação aos vizinhos europeus, fosse para esquecer das longas décadas de opressão, o fato é que "la movida" pôs a Espanha para correr como nunca. A economia foi modernizada, a corrupção endêmica diminuiu sensivelmente e a alma farrista dos espanhóis voltou à tona, produzindo novos talentos e enorme avanço cultural. O país integrou-se à Comunidade Européia, organizou a Feira Mundial de Sevilha, as Olimpíadas de Barcelona, e deu ao mundo provas de sobra de que havia retomado o caminho que já fez dela um dia a maior nação da Terra, responsável, entre outras pequenas façanhas,como por exemplo o descobrimento da América.
É essa Espanha liberta de fantasmas que o suposto fantasma de Franco reencontraria. Um país de muitas capitais, mas que, tanto do ponto de vista político quanto turístico, começa mesmo em Madrid. Essa cidade surpreendente que, para os padrões europeus, é quase uma criança. Historicamente muito menos importante do que a vizinha Toledo, palco de grandes batalhas e castelos de grandes reis do passado. Geograficamente menos estratégica que Barcelona, sua eterna rival no posto de cidade número 1 da Espanha, situada à beira do Mediterrâneo. Arquitetonicamente menos impressionante que Sevilha, Málaga, Córdoba e outras cidades que herdaram da ocupação moura construções exóticas, com arcos trabalhados e abóbadas. Mas, apesar de todos esses fatos, uma cidade bela, ampla e cosmopolita.
Não é preciso nem estar morto há mais de trinta anos como Franco para levar um susto com a nova cara de Madrid. A cidade se modernizou. Há largas avenidas onde antes não havia nada. Há bairros modernos, de arquitetura arrojada, onde antes havia descampados e acampamentos de ciganos. Há discotecas efervescentes vazando de gente a noite toda em prédios onde outrora viveram marqueses e barões abastados, E, acima de tudo, há jovens bebendo cañas (cervejas) por todos os cantos. Pode parecer incrível, mas os espanhóis gostam tanto da loirinha como os alemães. Claro que não desprezam também o jerez, o conhaque famoso, e o vermute (o qual chamam de bermu). Mas a caña vem na frente. O índice de bares por quilômetro quadrado em Madrid, especialmente em bairros boêmios, é proporcional à sede de viver que os madrilenos exibem desde que a liberdade voltou.
Em outras poucas capitais da Europa, a vida noturna é tão intensa. Não importa o dia da semana, nem a época do ano, todo mundo sai de casa o quanto pode. Do Rei Juan Carlos, que segundo os locais volta e meia é visto roncando sua moto pelas ruas sem nenhuma escolta, ao mais ínfimo dos plebeus, todo mundo vive intensamente na capital da Espanha. Se é fato que o homem passa um terço de sua vida dormindo, os madrilenos parecem decididos a que este terço seja o último, pronto para iniciar seu périplo pelos bares assim que o expediente se encerrar.
A coisa é tão profunda que chega ao extremo. Se você quiser, por exemplo, beber umas cañas e sair para dançar, não adianta aparecer antes das 2 da manhã. É nessa hora, que as discotecas abrem suas portas para receber os madrilenos até a manhã do dia seguinte. E na segunda está todo mundo no batente!
Para um povo que há trinta anos não podia sequer se reunir em praça pública, convenhamos que é um avanço e tanto. Ou uma retomada, se levarmos em conta que a tertúlia, que vem a ser a discussão de um tema qualquer por um grupo de pessoas, é uma das mais caras tradições madrilenas. Espanhóis, como se sabe, adoram discutir. Eles mesmos se divertem com o tema e brincam com a idéia de que, em seu país, "há um rei profissional e 40 milhões de reis amadores".  Desde que Madrid se viu subitamente promovida de fortaleza de Magerit a capital do Reino da Espanha pelo religiosíssimo rei Felipe II, em 1561, os madrilenos saem às ruas para debater e discutir. Em parte porque viver ao ar livre é recomendável nessa região de verões tórridos, onde a estufa é abastecida pelo vento quente soprado do norte da África. Em parte, também, porque o espanhol é um povo forjado por tantas raízes diferentes, de ibéricos a mouros, de romanos a judeus, que a existência de pontos de vista discordantes é o padrão. O único tema que não se discute hoje por aqui é a autoridade do rei Juan Carlos de Borbón.
Atlético e jovial, o monarca que foi ironicamente instalado no poder pelo generalíssimo Franco para ser uma espécie de fantoche das autoridades militares acabou assumindo seu posto de fato e de direito quando, em 1981, apoiou a democracia e abortou uma tentativa de golpe de Estado liderada por viúvas de Franco. Desde então, Juan Carlos é o fiador dos governos espanhóis. E, desde então, as lideranças espanholas estão entre as mais jovens e modernas da Europa.
Isto posto, fica mais fácil entender as mudanças que ocorreram em Madrid. O velho charme das tavernas do Casco Viejo, que é como se chama a região central da capital espanhola, próxima à belíssima Plaza Mayor, continua intacto. Mas ganhou mais brilho com a volta das tunas, os grupos de estudantes que todas as noites circulam pela região tocando violões e entoando antigos sucessos espanhóis em troca de alguns euros eventualmente doados pelos ouvintes. O Paseo de La Castellana, com seus jardins frondosos, conserva sua reputação de avenida mais longa e bela da Espanha, mas ficou mais europeu sem o policiamento ostensivo dos tempos de Franco e com a saudável mescla entre madrilenos da antiga, com suas boinas inconfundíveis, e madrilenos "da movida", vestidos ao melhor estilo moderninho. Até o Museu do Prado, já de antanhos um dos mais importantes acervos artísticos do mundo, ganhou mais destaque. Eis que, em suas imediações, um antigo hospital decadente foi transformado no Centro de Arte Reina Sofia, que já nasceu com um dos mais ricos acervos de arte contemporânea do Ocidente. Para lá foram conduzidos os magistrais trabalhos de Miró e Picasso, artistas espanhóis que se exilaram durante o regime franquista, além do melhor de Dalí, Magritte e outros gênios da pintura e da escultura modernas. Também para o Reina Sofia foi levado o colossal Guernica, de Picasso, considerado por muitos o mais expressivo retrato artístico do século 20 que ocupava o Pavilhão do Retiro, no Museu do Prado.
É verdade que nem tudo mudou. As touradas, por exemplo, sobreviveram à crescente maré ecologista e Madrid continua sendo o grande templo do Olé!  Entre o segundo domingo de março e o último de outubro, a Plaza de Toros de las Ventas, a maior do mundo, em seu estilo neomourisco, continua sediando centenas de corridas, com touros e homens se enfrentando numa batalha de morte. Madrilenos da gema ainda se emocionam até o fundo de suas almas com o bailado das capas vermelhas e aguardam ansiosos o fim do inverno, quando, sob a proteção de San Isidro, há um mês inteiro de corridas diárias. Os touros já não são tão valentes, pelo menos na opinião de boa parte dos entendidos, e olha que eles entendem tanto do tema que há até uma famosa escola de tauromaquia em Madrid. E os toureiros? Também não se fazem mais craques da estirpe de um El Cordobês, por exemplo, se bem que há quem discorde e, em havendo discussão, o jeito é encostar a barriga numa mesa de bar e pedir umas cañas, que é conversa para a noite toda.

Fome? Em Madrid ninguém passa. O hábito de oferecer aperitivos diversos, frutos do mar, empadas, chouriços, frios ou o que seja, aos clientes, as chamadas tapas, é provavelmente um dos mais deliciosos da cidade. Você pede cerveja e ganha calamares. Pede outra e ganha um saboroso prato de presunto defumado. Pede a terceira e lá vêm umas berinjelas temperadas. E assim vão se acumulando as garrafas das cañas e as montanhas de tapas.
Mas nem só de bebidas e aperitivos  vivem os espanhóis. Eles também comem, e como! O cochinillo (leitãozinho assado) é apenas o mais importante dos itens de um cardápio de características orgiásticas numa cidade que tem alguns dos melhores restaurantes do mundo. Mas há outros, milhares de outros. Na mesa, alegremente envolvidos pela fartura, é que os madrilenos revelam o mais cruel de seus instintos, a arrogância. "Em lugar nenhum se come como aqui", com aquele olhar de superioridade que faz os demais espanhóis os chamarem de chulos, que significa esnobes, com um tom um pouco mais pejorativo. Pergunte a um catalão, a um basco, a um andaluz ou a um aragonês e você sempre ouvirá, com o mesmo rancor, que os madrilenos são chulos.
É briga pra mais de metro. O regionalismo, com vertentes separatistas, é a velha questão espanhola, abafada à força de cassetetes pelo regime franquista. Nada tão suave quanto a rivalidade entre paulistas e cariocas. Felizmente, fora um outro exagero do ETA, o violento exército separatista basco, a questão está controlada.

Madrid é uma imensa mistura de estilos que caracteriza (ou descaracteriza) a cidade. Você não vê prédios com arquitetura semelhante como em outras cidades européias. Do neogótico ao neobarroco, passando pelo grandiloqüente estilo fascista, Madrid é uma grande salada arquitetônica, talvez por isso mesmo fascinante. Do Palácio do Oriente, a residência oficial dos reis, ao Palácio das Comunicações, nada é realmente importante do ponto de vista artístico. Mas a mistureba, originária de duas dinastias diferentes, a dos Habsburgos e a dos Borbóns, e de influências austríacas, francesas, italianas e holandesas, forma um conjunto urbano diferenciado e harmônico em suas contradições. Junte-se a isso a notável porcentagem de áreas verdes proporcionada pelos imensos parques públicos, que, somados, fazem de Madrid uma das capitais mais verdes do mundo, e você terá uma cidade fascinante.
Há parques notáveis  na capital da Espanha. O Retiro é uma espécie de Central Park de Madrid. É para lá que conflui a população nos fins de semana e cada árvore é uma bênção na terapia das ressacas da noite anterior (as cañas, lembra-se?). Há quem prefira o Campo del Moro, que é como se chamam os jardins do Palácio Real, quase sempre abertos para os súditos.

Entre tantas árvores, enfim, cultiva-se uma cidade que hoje tem 4 milhões de habitantes e está crescendo para os lados, espalhada por condomínios fechados que avançam pelo subúrbio. Que tem, é claro, um trânsito de metrópole, aliviado por um super eficiente sistema de metrô. Que tem requintes de modernidade, como a novíssima Porta da Europa, um par de prédios construído com inclinação de 14,3 graus, que se debruça, com jeito de quem vai cair, sobre o Paseo de la Castellana. Que tem torcedores do Real e do Atlético de Madrid, rivais tão ardorosos como palmeirenses e corintianos. Que tem um mercado de pulgas chamado El Rastro, onde se compra e se vende de tudo nas manhãs de domingo e onde se pratica a melhor tradição da pechincha ao estilo árabe. Que tem zarzuelas (comédias musicais) e tablados de flamenco para o povo e os turistas se divertirem. E que, depois de todo o agito, sempre tem um churro coberto de chocolate para se comer (o churro é uma antiga invenção madrilena, sabia?).
Espero com este texto te convencer, como outros 60 milhões de turistas a cada ano, a dar uma bela passada por Madrid. E, quando você estiver por aqui, aproveite para comprovar que os tempos do general Franco estão enterrados. Para todo o sempre.

Madrid, a cidade do pecado






Assim como as mulheres dos filmes de Pedro Almodóvar, Madri está sempre pronta para o pecado.  Aqui todo mundo come muito, bebe mais ainda e pára tudo no meio do dia para tirar uma soneca. Toda essa energia gulosamente acumulada é gasta com paixão nas noites, num sem-número de bares, nas tertúlias, nas arenas de touro, nos seios fartos das mulheres arfando para fora dos decotes. Uma cidade que tem orgulho de viver intensamente e sem a menor culpa. Madri peca com prazer.
Essa vocação para a doce vida começa na mesa, onde Madri fez fama. Não fosse por sua celebrada comida e os famosos museus do Prado e Reina Sofia, a cidade passaria quase despercebida dos roteiros turísticos num país que tem atrações como a arquitetura de Barcelona, as praias de Ibiza e o flamenco de Sevilha. Mas Madri acaba conquistando até quem está de passagem a caminho de outras bandas. Primeiro, ela pega pelo estômago, impossível ficar indiferente às paellas, carnes, cozidos e principalmente às tapas, petiscos deliciosos que podem ser lulas, anchovas, croquetes, tortillas e o maravilhoso jámon, o presunto cru, servidos em todo boteco.
Depois, Madri seduz pela beleza inesperada, edifícios medievais, belos monumentos históricos e prédios de diversas épocas, emoldurados por uma enorme quantidade de áreas verdes. Por fim, Madrid encanta por ser acessível, é barata para uma capital européia, o idioma facilita as coisas e a latinidade se incumbe de fazer a gente se sentir em casa.

Sim, fique à vontade. Você pode pecar também. Aqueles pecadinhos para os quais foram feitas as férias aqui fazem parte da rotina, comer quando (e principalmente quanto) quiser, dormir quando der na telha (a cidade pára de funcionar das 14 às 17h, quando os madrilenos estão fazendo a sesta), beber a noite inteira e curtir o momento como só os espanhóis sabem fazer. E gritar um olé depois de um pileque nos bares, onde hoje ferve uma garotada descolada que desconhece o que foram os anos chorosos do ditador Franco. Sossegue, não há a menor violência nas noitadas madrilenas. Se viajar para você é sinônimo de festejar a vida, Madri é o seu lugar. Cuidado apenas ao cobiçar a espanhola do próximo, ou você irá conhecer a ira dos madrilenos. Porque nesse pecado eles também são mestres.
A praça que é uma festa, uma passeada pela Plaza Mayor e você logo saberá que escolheu o destino certo. A praça, como a própria cidade, contém um pouco de tudo da Espanha. Cafés com mesinhas ao ar livre oferecem as copas (drinques) e as tapas que farão você esquecer se algum dia precisou de dieta. Lojinhas vendem regalos (suvenires, em espanhol) como chapéus, abanos (leques) e bonequinhas com roupas típicas. Tocadores de violão ensaiam um flamenco na mesa ao lado, num clima muito familiar para qualquer um de nós. Vendedores oferecem rosas e badulaques eletrônicos e rapidinho você estará papeando com os vizinhos, no idioma que escolher. Madrid está na moda, sua atmosfera fascina os estrangeiros. Todos os dias eles lotam a Praça Mayor, um cenário cercado por prédios do século 17 e 18, assinado pelo arquiteto Juan de Villanueva.

Isso é Madri. Como toda sedutora, Madri é orgulhosa. Os madrilenos se acham o máximo e a cidade transpira um vigor, uma virilidade de causar arrepios.  Parece que a qualquer momento eles vão estufar o peito, sacar as castanholas e sair sapateando. O que dizer de um lugar que tem como diversão as touradas e o flamenco?  Não há programas mais perfeitos para entender a soberba local. Sim, porque para encarar um touro de frente ou uma platéia de olho no seu sapateado é preciso acreditar.  Orgulhosos, por que não? Dizem que tanta altivez ajudou a afundar a soberania dos espanhóis, que nos tempos dos touros gordos foram donos de metade do planeta. Era o século 17, quando a simplicidade não dava o menor ibope. Para ilustrar com uma historinha, o rei de então, Felipe IV, mandou fazer um quarto real no Mosteiro de Los Jerônimos só para meditar e acabou construindo um palácio inteiro, mais um jardim real quase do tamanho do Central Park de Nova York. O dinheiro escorria pelos cantos nas brincadeiras desse povo que se achava invencível. E acabou vencido. O palácio desapareceu nas batalhas e da luxúria toda sobrou apenas o jardim, hoje o belo Parque do Retiro (o tal retiro espiritual que o rei buscava), para onde segue metade da população de Madrid todos os finais de semana. A outra metade viaja para as belas cidadezinhas dos arredores, como Toledo, Aranjuez ou Segóvia.

Moderna, pero no mucho. São cenas da Madri cosmopolita, da mistura de imigrantes e dos prédios modernos no Paseo de las Castellanas, a maioria deles projetados por arquitetos japoneses. É a Madri alternativa da Feira do Rastro, o mercado de pulgas que congrega os moços de brinco, as moças de cabelo verde e outros tantos que são, ao mesmo tempo, moços e moças. Das lojas da Ribera dos Curtidores, que mistura antiguidades com outras bossas, como piercings, tatuagens, roupas de todos os tons. É uma ousadia meio tímida, ainda. No que interessa para a gente, a cidade não mudou. Olhe ao redor. O pecado, esse continua no ar. Observe o figurino provocante das moças, o olhar cobiçoso da rapaziada às garotas mais curvilíneas, a vida noturna de Madrid que, é a mais animada e cheia de luxúria de toda a Europa. E na soberba, na gula, na preguiça, na ira, na inveja... dos outros, claro. Madrilenos não admitem invejar ninguém. Negam até a famosa rixa com o pessoal de Barcelona, aceita apenas nos gramados de futebol.
Celebre Madrid. Abra um vinho, de preferência, um espanhol da região de Rioja, uma das melhores produtoras do mundo, e escolha um bom restaurante para praticar o melhor pecado de Madri, a gula. Antes, tenha em mente que por estas bandas só se janta depois das 22h, porque os madrilenhos dormem à tarde, lembra-se? Depois, saia  flutuando pelos bares e danceterias, até terminar a noitada, e quando bater aquela culpa, bem,  derreta-se de prazer. Não é hora de sentir culpa. Madri não é o lugar. Mas, se ainda assim sua consciência pesar, igrejas para pedir perdão não faltam e são todas lindas.
Bem, se a culpa for apenas pelos quilinhos a mais, caminhe, Madri é plana, agradável, foi feita para passear. Ande pelos jardins do Campo del Moro, pelas arborizadas ruas da cidade e pela Plaza Oriente, a mais linda da cidade, onde ficam o luxuoso Palácio Real, onde viveram os reis até o começo deste século. E visite os museus. Madri tem dos melhores, como o Reina Sofia, onde está Guernica e mais tudo o que importa de Picasso, Miró e Dalí. E o mais famoso, o do Prado, com El Greco, Rubens, Velázquez e Goya, aquele que escandalizou a Espanha e o resto do globo com sua Maya Desnuda, um retrato da duquesa de Alba, sua amante.

Escândalo? É com Madri, mesmo. A cidade venera os deslizes da sua realeza. Juan Carlos, o rei, vira e mexe aparece posando de conquistador com jornalistas e visitas oficiais. O povo adora. Como adora a rainha Isabel II, do século 19, até hoje a predileta dos madrilenos porque sabia das coisas. Casou-se, por obrigações do cargo, com seu primo, um sujeito sem graça com nome de santo, Francisco de Assis. Diz a lenda que o esposo da rainha não tinha, digamos, a energia necessária para acompanhá-la. Bocas mais picantes asseguram que Francisco preferia os rapazes, tal qual Isabel, que naquela época já exercia seu feminismo escolhendo jovens amantes na platéia da ópera. Assim como as mulheres de Almodóvar, Isabel II, a favorita de Madrid, estava sempre pronta para o pecado.
Como não se deixar seduzir por uma cidade com uma história dessas?

Puerta de Europa

As torres Puerta de Europa foram os primeiros arranha-céus inclinados do mundo, são feitas de cristal, granito e metal, com 114 metros de altura, 27 andares cada e uma incrivel inclinação de 15 graus.
O segredo da construção se baseia que a maioria do peso está sustentado por um eixo central. As torres se encontram na Plaza de Castilla e são a entrada norte de Madrid. Atualmente as torres se tornaram um dos ícones mas conhecidos de Madrid.

 

 

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Estadio Santiago Bernabeu

Para os amantes do futebol este é um templo de grandes deuses, os deuses do futebol, os melhores e mais bem pagos jogadores de futebol do mundo atuam no Real Madrid, um dos times da capital espanhola.
Foi inaugurado em 14 de dezembro de 1947 num jogo contra o Belenenses e tem uma capacidade para 84.956 espectadores.

 

 

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Plaza de Toros de Las Ventas

Independete da sua opinião sobre touradas, há que reconhecer que Las Ventas é uma das mais belas praças de touros da Espanha. Construída em 1929 em estilo neomudéjar, substituiu o edifício original situado perto da Puerta de Alcalá. Os seus arcos em ferradura nas galerias exteriores e a decoração de azulejos tornam o edifício atraente para as corridas (touradas) que se realizam de Maio a Outubro. As estátuas no exterior são de dois toureiros espanhóis, António Bienvenida e José Cubero.
Junto a praça de touros está o Museo Taurino, que contêm uma coleção interessante e variada de recordações, incluindo retratos e esculturas de matadores célebres e cabeças de diversos touros mortos em touradas em Las Ventas. Os visitantes podem examinar capas e banderillas. Para algumas pessoas, a maior atração exposta é o esanguentado traje de luces usado por Manolete na sua última tourada em Linares, na Andaluzia, em 1947. Também se expõe um das roupas que pertenceu a Juanita Cruz, toureira dos anos 30, que, por questão de preconceito, foi forçada a deixar a Espanha.

 

 

 

 

El Rastro

O mercado de pulgas de Madrid vem dos tempos medievais e tem o seu centro na Plaza de Cascorro e espalha-se encosta abaixo até ao rio Manzanares. A rua principal é a Calle de la Ribera de Curtidores, em tempos centro do matadouro e da indústria de curtumes.
Embora haja quem se queixe de que El Rastro se modificou muito desde os seus tempos áureos no século XIX, ainda são muitos os madrilenos e os turistas que aqui vem comprar. Vêm em busca de pechinchas nas bancas que vendem uma enorme gama de artigos, desde mobília nova até roupa usada. Esses produtos e as animadas multidões que o frequentam numa bagunça organizada fazem de El Rastro um modo ideal de passar uma manhã de domingo.

 

 

 

Puerta de Toledo

A construção deste arco de triunfo começou em 1813 por ordem de José Bonaparte. Destinava-se a comemorar a sua ascensão ao trono espanhol após os tumultos de 1808 em Madrid. Mas o reinado foi curto, e em 1814 Jose I fugiu da Espanha e foi substituído por Fernando VII. Em 1827, quando o arco foi concluído pelo arquiteto Antonio López Aguado, teve de ser dedicado a este último monarca.
A Puerta de Toledo é uma das partas civis que se conservam em Madrid e possui no seu topo um grupo de esculturas que personificam a Espanha. De ambos os lados há figuras alegóricas dos Génios e das Artes da autoria de Ramón Barba e Valeriano Salvatierra e executadas em pedra de Comenar baseadas em temas militares.

 

 

Templo de Debod

Este autêntico templo egípcio de Debod foi construído no século II a.C. Ofericido à Espanha em 1968 pelo governo egípicio como tributo aos engenheiros espanhóis envolvidos no salvamento de monumentos antigos das águas das cheias da barragem de Assuão no rio Nilo. O templo exibe baixos-relevos com Ámon, um deus tebano com cabeça de carneiro, símbolo da vida e da fertilidade, a quem o templo é dedicado.
Situado acima do rio Manzanares e rodeado pelos jardins paisagisticos do Parque del Oeste, o templo eleva-se no enfiamento de duas das três portas originais. De lá obtêm-se extensas vistas até às montanhas de Guadarrama.

 

 

 

 

Arco de la Victoria

Erguido em 1956, este arco branco foi projetado para comemorar a vitória nacional na Guerra Civil Espanhola de 1936-9. O general Franco terá passado por ele cada vez que vinha a Madrid da sua casa no Palácio de El Pardo. No topo possui uma escultura verde de uma quadriga, o arco mede 39m de altura, sendo uma das puertas comemorativas mais altas da cidade.

 

 

Museo del Prado

O Prado Museum contém o maior acervo mundial de pintura espanhola, em especial obras de Veázquez e de Goya, desde o século XII até o século XIX. Também contém preciosas coleções estrangeiras particularmente de obras italianas e flamengas. O edifício neoclássico foi concebido em 1785 por Juan de Villanueva por ordem de Carlos III e abriu como museu em 1819.
O arquiteto espanhol, Rafael Moneo, construiu um novo edifício por cima do claustro adjacente, da igreja, onde se realizam as exposições temporárias. A importância do Prado baseia-se nas suas coleções reais. A riqueza da arte estrangeira, que inclui muitas das melhores obras européias, reflete o poder histórico da coroa espanhola. Os Países Baixos e parte da Itália estiveram durante séculos sob o domínio espanhol. O século XVIII foi um período de influência francesa após a ascensão dos Bourbons ao trono espanhol. O Prado merece repetidas visitas mas, se lá for apenas uma vez, veja as obras espanholas do século XVII.

 

 

Plaza Cánovas del Castillo

Esta movimentada praça recebeu o nome de Antonio Cánovas del Castillo, um dos maiores estadistas da Espanha do século XIX, que foi assassinado em 1897.
É dominada pela Fuente de Neptuno, adornada com uma estátua de Neptuno no seu carro puxado por dois cavalos. Esta estátua foi concebida em 1780 por Ventura Rodríguez como parte dum grandioso esquema de Carlos III para embelezar Madrid.

 

Estación de Atocha

O primeiro serviço ferroviário desde Atocha a Aranjuez foi inagurado em 1851 por Isabel II. Passados 40 anos, a estação original de Atocha foi substituída pela atual. A parte mais antiga da estação foi uma das primeras grandes estruturas de vidro e ferro forjado a serem construídas em Madrid. Atualmente tem no interior um jardim com palmeiras. Ao lado, fica o moderno terminal AVE com ligações de alta velocidade a Toledo, Córdova, Sevilha, Saragoça e Barcelona. No exterior há um monumento homenagea as 192 pessoas moras no ataque terrorista de 2004 que abalou Madrid.

 

 

 

Iglesia de San Jerónimo el Real

Construída no século XVI para Isabel I, mas depois remodelada, San Jerónimo é a igreja real de Madrid e, desde o século XVII, faz virtualmente parte do palácio do Buen Retiro que outrora existia aqui.
Originalmente ligada ao mosteiro hieronimita que hoje lhe fica ao lado, em ruínas, a igreja foi utilizada para o casamento de Afonso XIII e Victoria Eugenia von Battenberg em 1906.

 

 

Parque del Retiro

O Parque del Retiro, na elegante zona dos Jerónimos, foi outrora o local de um palácio de Filipe IV, o Real Sítio del Buen Retiro. Tudo o que agora resta do palácio é o Casón del Buen Retiro e o Museu del Ejército. No século XVII, o parque era o recinto de recreio da família real, e só em 1869 abriu totalmente ao público. É um dos locais mais populares de Madrid para descontração.
Perto da entrada setentrional do parque fica o lago, onde se podem alugar barcos a remos. Dum lado, em frente á coluna em meia-lua, ergue-se uma estátua de Afonso XII a cavalgar no alto de uma coluna. Do outro, os pintores de retratos e leitoras da sorte fazem o seu negócio.
A sul do lago encontram-se o Palácio de Velázquez e o Palácio de Cristal, ambos construídos por Ricardo Velázquez Bosco, autor também do grandioso edifício do Ministério da Agricultura. O Palácio de Cristal foi inspirado no Crystal Palace de Sir Joseph Paxton no tempo da exposição de 1851 em Londres. Concebido para uma exposição de plantas tropicais na Exposição das Filipinas em 1887, tornou-se um fórum para recepções e exposições de arte. O seu reflexo no lago é uma imagem típica de Madrid.

 

 

 

Puerta de Alcalá

Esta porta cerimonial é o monumento mais grandioso erguido por Carlos III no seu esforço para melhorar a área oriental de Madrid. Projetada por Francesco Sabatini, substituiu uma porta barroca menor construída por Filipe III para a entrada de sua esposa na cidade.
A construção desta porta começo em 1769 e o prolongou-se por nove anos. É de granito, em estilo neoclássico, com um grandioso frontão e anjos escúlpidos. tem cinco arcos, três no centro e dois retangulares nas extremidades. Até meados do século XIX, assinalava o limite oriental da cidade. Está no centro da Plaza de la Independência.

 

 

 

Plaza de Cibeles

Além de ser um dos pontos mais conhecidos de Madrid, a Plaza de Cibeles é também um dos mais atraentes. A Fuente de Cibeles encontra-se no meio da movimentada área da junção do Paseo del Prado com a Calle de Alcalá. Está lindamente esculpida e recebe o nome de Cibele, a deusa greco-romana da natureza, que aqui se vê no seu carro puxado por dois leões. Projetada nos finais do século XVIII por José Hermosílla e Ventura Rodriguez, esta fonte é considerada um símbolo de Madrid.
Em volta da praça erguem-se quatro importantes edifícios, o mais importante dos quais é o Palácio de Comunicaciones, em seguida, Palacio de Linares, Cuartel General del Ejército de Tierra e o Banco de Espanha.

 

Plaza de Cibeles

Palácio de Comunicaciones

Situado numa esquina da Plaza de Cibeles, este edifício, sede do serviço postal da Espanha, foi construído entre 1905 e 1917 por Antonio Palacios. A sua configuração, todo branco com altos pináculos, é comparado a um bolo de noiva. O átrio central está rodeado de balcões para prestação de serviços, e no centro há mesas de latão e madeira onde se pode escrever cartas ou preencher impressos. Há também o Museu Postal y Telegráfico, um museu dos correios e comunicações telefônicas, que, além de coleções de selos, tem uniformes de funcionários, bicicletas, caixas do correio, antigos quadros de distribuição, pombos-correios embalsamados, uma caixa para expedir abelhas e uma carta escrita em pão por um soldado a quem faltou o papel. Também há 50 cartas com endereços secretos, que tiverem de ser decifrados. Esta prática foi banida nos anos 70.

 

Palácio de Comunicaciones

 

Palácio de Comunicaciones

 

Palácio de Comunicaciones

Gran Vía

Nos meados de 1800, a florescente classe média madrilena espandia a cidade para fora dos seus limites primitivos, destruindo casas e bairros pobres para permitir a Ensanche (expansão). A vereação da cidade sentiu a necessidade da criação de uma nova artéria, a Gran Vía. Afastando-se do crescimento desordenado do passado, esta rua obedeceria a um plano e seria um símbolo da Madrid moderna. No papel desde 1860, objeto até de uma satírica zarzuela, o projeto só foi aprovado em 1904. Afonso XIII inaugurou-a em 1908 e os edifícios foram construídos em três fases, tendo cada segmento sido batizado com um nome diferente. A nova rua deu aos arquitetos oportunidade de mostrarem a sua competência com um sumário das tendências arquitetônicas do século XX.

Edifícios da Gran Vía

Edifícios da Gran Vía

Edifícios da Gran Vía

Puerta del Sol

Barulhenta com o trânsito, conversas e apitos da polícia, a Puerta del Sol é um dos lugares de reunião mais populares da cidade. A famosa praça assinala o local da entrada oriental na cidade, onde havia uma porta e um castelo, há muito desaparecidos, ficando em seu lugar uma série de igrejas. Nos finais do século XIX, a área transformou-se numa praça e tornou-se o centro dos frequentadores de café.
Hoje a praça tem a forma e meia-lua. Recentemente acrescentou-se ao centro da praça a estátua equestre de Carlos III. Na véspera de Ano Novo, juntam-se na praça, à meia noite, multidões que comem uvas a cada badalada do relógio, uma tradição que se acredita trazer boa sorte para o novo ano.
A Puerta del Sol tem assistido a muitos acontecimentos históricos importantes. Foi aqui que começou a revolta de 2 de Maio de 1808 contra os ocupantes franceses, mas a multidão foi esmagada. Em 1912, o primeiro ministro liberal, Jose Canalejas, foi assassinado na praça e, em 1931, a Segunda República foi proclamada da varanda do Ministério do Interior.

 

Estátua Equestre de Carlos III

 

Puerta del Sol

 

Puerta del Sol