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Thursday, 11 October 2012

Grécia – Uma história interminável

Registos arqueológicos mostram que os primeiros grupos tribais na Grécia aconteceram na era Paleolítica. Milhares de anos mais tarde, algures entre o terceiro e segundo milénio a.C., apareçam as primeiras três grandes civilizações gregas: a minóica, a cicládica e a micénica.

Novo salto no tempo leva-nos até ao período áureo da Grécia Clássica, compreendido entre os séculos IV e VI a.C., sobretudo o século V a.C., quando os moldes da civilização ocidental nasceram na cidade-estado de Atenas, ao mesmo tempo que se desenvolviam todos os domínios da cultura helénica como a filosofia, a música, o teatro, a retórica e a democracia. A partir dessa altura, sucederam-se as invasões. Primeiro os espartanos, depois, os macedónios que, em 334 a.C. com Alexandre o Grande, tomaram o império persa e anexaram a Grécia. De 168 a.C. em diante foi a vez dos romanos se instalarem no país. Os gregos beneficiaram da Pax Romana e do cessar das disputas armadas. No terceiro século d.C. a Pax Romana começou a ser ameaçada pelos visigodos e outros povos dos Balcãs. O império romano passou a ter por capital Constantinopla e criou-se o império bizantino que dominava a Grécia. Em 1453, os otomanos conquistaram Constantinopla e a Grécia que, entretanto, estava sob domínio dos venezianos. Depois de muitas tentativas para expulsar o invasor muçulmano, em 1821 os gregos começaram a guerra da Independência, proclamada em 1822. Contudo, as guerras civis que se seguiram permitiram novas invasões e a independência só foi formalmente reconhecida em 1829.

A herança dos gregos transcende todas as fronteiras tangíveis e intangíveis do mundo. Eles inventaram a democracia e aprimoraram as ciências da matemática, física e medicina. Criaram o evento esportivo mais importante da humanidade, os Jogos Olímpicos. Obrigaram a que jovens de todo o mundo aprendam o que o são os conceitos do Belo, do Bom e do Justo, entre tantos outros. Foram também fonte de inspiração para o Renascimento, que acabou com a Idade das Trevas na Europa. As suas noções de geometria e perspectiva ainda hoje são preciosas na arquitetura e o seu conceito de estética é quase consensual. Os seus mitos e façanhas inspiraram outros povos e heróis e o seu vocabulário está disseminado nos quatro cantos do planeta. As odes e epopeias homéricas encontraram eco junto de autores distantes, no tempo e no espaço. Por tudo isto e muito mais, a Grécia é o berço da humanidade como a conhecemos hoje.

Embora existam apenas no plano das ideias, é importante lembrar quem foram os principais deuses gregos. Zeus é o Deus dos deuses e soberano do Olimpo; Poseidon, o dos mares; Hera, é mulher de Zeus e protetora dos céus e da família; Hades, deus do submundo; Atena, deusa da sabedoria, da guerra, da ciência e guardiã de Atenas; Afrodite, do amor e da beleza; Apolo, da música e das artes; Artemis, deusa da caça e dos animais; e, por fim, Hermes mensageiro dos deuses e patrono dos viajantes. Ainda no plano da mitologia, aparece o herói Hércules, semi-deus e o mais célebre de todos os heróis da mitologia greco-romana. Já no mundo tangível a lista de ilustres é quase interminável e alcança todas as áreas do saber e das belas artes. Comecemos com o teatro e falemos de Ésquilo, o pai da tragédia, de Sofócles, autor de Antígona, Electra e Édipo, e de Euripedes, que escreveu Medea. Nas letras destacam-se Homero, autor das epopeias Ilíada e Odisseia que narram os grandes feitos dos gregos, e, já nos tempos modernos, Nikos Kazantzakis, autor do livro Zorba, o Grego. Nas artes plásticas importa lembrar o pintor El Greco, um dos nomes maiores do Renascimento, e o escultor Fídias, responsável por grande parte da estatuária da Acrópole. Na música, Maria Callas, diva da ópera de origem grega, é a figura maior, e o seu amante de muitos anos, o magnata grego Aristóteles Onassis também roubou o coração de Jacqueline Kennedy. Nas ciências aparecem o cientista e matemático Ptolomeu, o matemático e filosofo Pitágoras, o físico e pai da medicina Hipócrates e o matemático e cientista Arquimedes. Péricles, estadista, orador e estratega, planeou a Acrópole. Por fim, lembremos os grandes pensadores Parménides, Sócrates, Platão e Aristóteles, cujas reflexões marcaram profundamente o pensamento moderno.

Não bastasse a vasta história, a Grécia possui um mundo flutuante, as suas ilhas, à partida podem parecer todas iguais, mas a verdade é que cada ilha grega tem a sua singularidade de carácter, de paisagens, de geografia e de história. No total existem seis grupos de ilhas, aos quais se junta Creta, a maior de todas. As Jónicas têm como principais cartões-postais Itaca e Corfu, senhoras de uma arquitetura ao estilo veneziano, belas praias, vida noturna intensa e elegantes restaurantes. Nas Argo-Sarónicas, as ilhas Hidra, Egina e Poros são as mais famosas. No grupo das Esporades e Eubeia, as águas cristalinas e vilarejos coloridos são mais doces em Skiáthos e Skópelos. Já Ciro é um destino artístico e cultural. As ilhas do Nordeste do Mar Egeu estão surpreendentemente protegidas do turismo mesmo com deslumbrantes praias semi-desertas, lugares arqueológicos a pontapés e um charme oriental que se faz sentir sobretudo na ilha de Lesbos. O Dodecaneso é o grupo mais quente de todos e o mais próximo da Turquia. Rhodes é a ilha mais famosa, não só pela sua muito bem preservada cidadela medieval, como pelas praias que lhe enfeitam a costa. Além de Rhodes, merecem visita Patmos, “a Jerusálem do Egeu” e as pequenas Lipsi, Syme e Telos. Quem já ouvi falar de Mykonos e Santorini sabe o que são as Cíclades: o arquipélago mais famoso das ilhas gregas, cantado pela poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner, em O Nome das Coisas. Casarios alvos como a cal, praias para todos os gostos e feitios e animação noturna ao melhor estilo do mediterrâneo contrabalançam com ruínas históricas de grande riqueza e trilhos pedestres por verdadeiros prodígios da natureza. Por fim, há Creta, onde ficam os palácios minóicos de Cnossos e Festos.

Tanta história e beleza, faz deste país um ponto de partida da nossa cultura ocidental, um ponto de partida onde é preciso justamente regressar para entender o mundo atual.

Tuesday, 2 October 2012

Atenas – A cidade dos Deuses

Três milênios de idade e um povo preocupado com o seu legado fazem da herança histórica de Atenas uma maravilha difícil de superar. A cidade é um espetáculo ao ar livre, estrelado principalmente pela Acrópole, o Parthenon e outros registros palpáveis do chamado berço da civilização Ocidental e da democracia. A riqueza do passado se encaixa em uma metrópole europeia moderna que, se observada na sua aparente confusão de carros e poluição, é prontamente radiografada como boêmia, cosmopolita e eclética.

Quem caminha por suas ruas sente logo os aromas de cordeiro, iogurte, alho, limão e outros itens da deliciosa culinária grega. Andar em Atenas é também viajar no tempo, flagrando sacerdotes ortodoxos a se misturar com a multidão na Praça de Syntagma, ou vendo automóveis passar em frente ao Arco de Adriano. Paradoxos estimulantes a se contemplar entre belos restaurantes, uma vida noturna agitadíssima, sim, é verdade, muitas noitadas gregas acabam com gente dançando em cima da mesa, e uma boa dose de infraestrutura moderna, o metrô, por exemplo e muitas outras obras alavancada pelas Olimpíadas de 2004.

A primeira vista Atenas pode parecer uma cidade a precisar muito de uma mão de tinta, é preciso se abstrair disso para poder contemplá-la, entendê-la e apreciá-la. Uma boa maneira para começar a conhecer Atenas é visitar o labiríntico bairro da Plaka. Quando a Grécia se tornou independente da ocupação turca, em 1833, Atenas era um pequeno povoado concentrado no bairro da Plaka. A cidade cresceu, mas o bairro histórico situado aos pés da Acrópole continua com as mesmas características. Há quem diga que a região foi batizada pelos soldados albaneses que trabalhavam para os turcos no século XVI. Plaka quer dizer "velha", este bairro de Atenas possui uma urbanização desordenada, é um labirinto de ruas estreitas e pracinhas tomadas de lojas de roupas, calçados, artesanato e antiguidades, além de restaurantes e tavernas com mesas ao ar livre. Na maioria das ruas, a circulação de carros é proibida.

Mas para conhecer Atenas é preciso visitar o seu grande cartão postal, a Acrópole (ou "cidade alta", do grego), este monumento é um marco histórico tão importante que, na cidade, os prédios no centro histórico são proibidos de ter mais que quatro andares. Nos outros locais, oito andares é o limite e, assim, em qualquer lugar, a vista chega longe. Mas, voltando à Acrópole, ela é uma colina rochosa onde está preservado o Parthenon, templo construído em homenagem à deusa Atena, "padroeira" da cidade.

Grandiosa, essa construção vive em reformas, o chato é que os andaimes ao redor do monumento atrapalhem o viajante mais observador e dificulte uma impressão de viagem ao passado que o local sugere. As obras de restauração na Acrópole, ainda que necessárias, estão em andamento desde 1983. E é pena que, ao restaurar seu aspecto original, tenham deixado a Acrópole "nova" demais. Recomendo que a visita a Acrópole seja feita logo pela manhã, o mais cedo possível, primeiro porque evita-se os grandes grupos de turistas e segundo por causa do calor que faz naquela parte da cidade, não há sombras, e no verão grego estar ali debaixo do forte sol pode ser uma tortura, não esqueça de levar uma garrafa d’água contigo.

Ao cair da noite não deixe de visitar Monastiraki, é lá onde todos se encontram para tomar uns copos, pôr a conversa em dia com os amigos, jantar e claro, flertar. Jovens, velhos, estudantes, trabalhadores, gays, lésbicas, homens, mulheres, patricinhas, mauricinhos, turistas. Todos se encontram ali. Numa comparação com Lisboa, Monastiraki é o Bairro Alto dos atenienses.

Caminhar por Atenas é reviver a história e desse modo, resumir a história da Grécia e de sua capital Atenas é tarefa tão difícil quanto tirá-la da crise econômica em que se encontra. Demorei imenso tempo para escrever este post pois havia tanto para falar sobre Atenas que fiquei sem saber como condensar tanta informação em algumas linhas e claro que deixei de escrever sobre várias coisas, mas não há problema, vá ao baú e procure os seus livros escolares da primeira classe até à faculdade, a Grécia forneceu matéria a todos.

Thursday, 27 September 2012

Santorini – A Ilha Mágica

Há certos lugares que combinam beleza natural e charme arquitetônico em doses tão precisas e surpreendentes que é difícil acreditar que realmente existam. Santorini, a mais célebre das ilhas gregas, é assim. Curiosamente, a “culpa” dessa beleza geográfica sem igual é o ativíssimo histórico sísmico da região. No centro da ilha recortada em meia-lua está uma cratera que na verdade é a caldeira submersa de um vulcão, criada por uma série de erupções ocorridas no ano 1650 a.C.

E é justamente aí que entra a capacidade do homem de aproveitar com bom gosto o que a natureza lhe deu, no cume do penhasco que beira a cratera foram erguidas as famosas casinhas caiadas de branco, praticamente debruçadas no mar e enfileiradas em vielas estreitas. O cenário, completo por impecáveis cafés e hotéis, é irresistível, bem como o pôr do sol deslumbrante.

Muito antigamente, a ilha era redonda como uma bolacha até que algures em 1650 a.C. uma violenta erupção atirou para os confins do mar boa parte dela, alterando radicalmente a sua geografia. Este é um dos (muitos) lugares onde se julga poder estar submersa a Atlântida, a velha civilização descrita nas obras de Platão. Hoje, Santorini é uma meia-lua que abraça a caldeira e a cratera do vulcão (ao centro) que originou tudo isto. A vista que se alcança a partir de Fira, a capital, arrebata até o mais calejado viajante. A cidade serpenteia pela encosta vertiginosa que acaba no mar e as cúpulas azuis das muitas igrejas fazem parte da imagem de marca da ilha, tal como o casario caiado de branco encavalitado na escarpa.

As ilhas vulcânicas de Santorini são um dos destinos mais famosos da Grécia. Quem chega às ilhas de navio logo se encanta com a paisagem do montanhoso município de Fira debruçado sobre o mar. Lá no alto, é divertido circular por suas estreitas ruelas, envolvido por brancas construções arredondadas. Parece um mundo à parte, flutuante e fantasioso.

Perto dali, o povoado de Oia (lê-se Ia) pode ser alcançado de ônibus. Outra alternativa de passeio é conhecer um vulcão local, na pequena ilha deserta de Nea Kameni. A capital de Santorini chama-se Fira e tem vista para a cratera. Está distante 11 km do porto e a 300 metros do nível do mar, no alto do penhasco. Quando se chega a Santorini de navio, no porto, ônibus e táxis disputam a preferência do turista.

Há um outro cais, mais perto da capital Fira, muito usado por navios de cruzeiro, mas com uma imensa escadaria para subir todo o penhasco e chegar até a centro da cidade, há também um teleférico que cobra 4,00€ por trajeto. Quem prioriza economia ou aventura tem que superar quase 600 degraus. Haja fôlego e força nas pernas. Muitos desistem no caminho e são socorridos por mulas. Isso mesmo. Dezenas delas ficam à disposição para alçar os turistas ao topo de forma primitiva e ao meu ver um abuso aos animais, pois claro que os donos dos bichos cobram módicas quantias pelo transporte.

A vila de Fira tem pouco mais de 1.500 habitantes, e a maioria trabalha no comércio do artesanato. A especialidade são peças esculpidas em pedra. O passeio pelas estreitas vielas do penhasco vulcânico reserva surpresas. Pequenas casas de linhas curvas, com fachadas arcadas e muitas flores, despontam praticamente encravadas nas rochas. Os terraços avançam sobre o penhasco, garantindo boa vista para o mar. Muitos deles abrigam bares e restaurantes.

Chega o final de tarde, e os ônibus que vão para a vilarejo de Oia, a 10 km da capital, estão cheios de turistas. Objetivo, assistir ao espetáculo do pôr-do-sol, que, lentamente, ocorre atrás das dezenas de restaurantes na beira do penhasco. A partir do centro de Oia, é preciso caminhar 15 minutos por estreita ruas. No ziguezague das vielas no penhasco, o corpo e a mente se voltam para o mar e para o cenário de casas brancas com flores na janela. São casarões que se misturam a igrejas. Com o domo pintado em azul, destaca-se a igreja de Ayios Sóson, de 1680.

Mas Santorini não é só casinhas caiadas de branco e belas vistas, entre um passeio e outro, nada melhor do que uma parada numa das praias da ilha. Karteados, a 2 km do centro, é a mais próxima de Fira, mas as mais procuradas são Kamari, balneário turístico distante 10 km do centro, e Perissa, a 8 km da capital. As duas são bem parecidas. Ambas são forradas por uma mistura de areia e pedra vulcânica e quase não têm ondas. Dezenas de bares, restaurantes e pousadas se espalham pela orla.

Uma viagem a Santorini precisa ser apreciada lentamente, desse modo, perca o seu tempo a perder-se nas ruas de Fira. Passe depois por Imerovigli e siga para Oia que apregoa ter o melhor pôr-do-sol de Santorini. Se é o melhor, não posso garantir, mas lá que é um assombro, é. A meu ver, o pote de ouro de Oia é o pequeno e castiço porto de Ammoudi, no sopé da escarpa. Do outro lado da ilha, ficam as praias, umas mais desertas que outras, todas de areia preta. Se quer paz e sossego sugerimos Koloumbo. Se a sua onda é agitação, siga para Perivolos. Outros areais como Red Beach ou Paradise também lhe vão tirar o fôlego.

E, como estamos na Grécia, onde não há quilómetro quadrado livre de vestígios arqueológicos, em Ancient Thira é garantido: vai ter uma lição de história. À medida que for conhecendo a ilha vai perceber que alguns dos seus tesouros não estão em terra, por isso, faça-se ao mar e atraque em Nea Kameni, o vulcão. Dê um passeio à volta da cratera, mergulhe nas nascentes de águas quentes e zarpe novamente.

Friday, 7 September 2012

Oia – O mais bonito pôr-do-sol do mundo

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

Um dos pontos altos de qualquer viagem a Santorini é apreciar o pôr-do-sol de Oia (lê-se “Ia”), que é considerado o mais bonito do mundo. Se é mesmo o mais bonito do mundo não lhe posso dizer mas que é um assombro isto é.

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

Todo nós temos hoje em dia uma vida agitada e basicamente já não temos tempo de perceber as simples, mas belas coisas que nos cercam diariamente, uma noite de lua cheia, um noite de céu estrelado, o nascer do sol e enfim o pôr-do-sol.

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

Estar em Oia nos faz parar para vermos o espetáculo que ocorre diariamente e que na pressa do dia-a-dia deixamos de notar. Em Oia, todos os dias, centenas (no verão não seria mentira dizer milhares) de pessoas aglomeram-se por suas encostas a procura do melhor lugar para apreciar este espetáculo da natureza, e que espetáculo.

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

Todos estão ali, a espera do momento em que o sol desaparece no horizonte dando espaço para a noite que vem. Ali a contemplar, todos saúdam o momento com uma salva de palmas, ouvem-se gritos, alguns aproveitam para brindar o momento com um cálice de vinho, casais apaixonados selam o amor com beijos de tirar o fôlego, ouve-se “eu te amo” em diferentes línguas.

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

I love you.
Je t’aime.
S’agapau.
Aishiteru Ya tebya liubliu.
Te quiero.
Eu te amo.

Pôr-do-sol - Oia - Santorini

E assim, o ritual se repete todos os dias, deixando todos os visitantes extasiados com a beleza daquela luz que desaparece no horizonte.

Wednesday, 22 August 2012

Santorini – Como Chegar?

Avião:

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Ambas as companhias gregas, Olympic e Aegean Airlines oferecem voos entre a capital grega, Atenas, e a ilha de Santorini. Os voos tem a duração de 50 minutos aproximadamente. Comparados com os ferries, estas possuem preços bastante elevados, principalmente em Agosto, no auge do verão na Europa. Entretanto se você possui pouco tempo na Grécia pode ser uma boa opção.

Ferry:

A opção mais em conta entretanto são os ferries, que são amplamente usados pelos gregos. A viagem é bem mais demorada, se comparada com a viagem de avião. Os ferries costumam ser bastante confortáveis e oferecem diferentes tipos de bilhetes, dos mais econômicos com menos regalias até a classe executiva. A maioria dos ferries partem do porto de Piraeus.

Bilhete de ferry - Atenas/Santorini

Para chegar ao porto de Piraeus é muito simples, existe uma estação de metrô de mesmo nome bem próxima do cais de embarque de passageiros. Para quem vem direto do aeroporto basta apanhar o ônibus X96 que faz o trajeto até o porto.
O bilhete de metro custa 1,40€ e a viagem dura cerca de 40 minutos desde o centro de Atenas e o bilhete do ônibus custa 5,00€ e a viagem dura cerca de 1 hora e meia desde o aeroporto.

Bilhete de metrô em Atenas

Há várias empresas de ferries que efetuam ligações entre Atenas (Piraeus) e as ilhas gregas. No meu caso posso falar dos serviços prestados pela Blue Star Ferries, que foi a empresa que escolhi para fazer o trajeto entre Atenas (Piraeus) e Santorini.
A meu ver esta empresa presta um excelente serviço, o ferry usado na viagem estava em ótimo estado de conservação, era bem grande, espaçoso, levando centenas de pessoas, além de carros, motos e caminhões.

Blue Star Ferries

No interior do ferry existem alguns cafés, restaurantes, televisões em canais gregos. Para quem precisar tomar banho há chuveiros a disposição e para os mais antenados há wifi com o custo de 3,00€ por cada duas horas de acesso, como a conexão é por satélite não espere velocidades elevadas. Para aqueles que costumam enjoar, posso dizer que o ferry possui excelente estabilidade e não balança muito.

Há bilhetes de diferentes preços e que oferecem menos ou mais conforto. Para a viagem entre Atenas e Santorini os preços variavam entre 37,50€ e 56,50€ por pessoa. No meu caso, como a viagem até Santorini demoraria muitas horas, resolvi não poupar muito neste bilhete, até porque não achei a diferença entre eles muito grande, comprei um bilhete para a classe executiva do ferry. Esta classe oferece uma área reservada na proa do navio, com uma visão privilegiada da viagem pelo Mar Egeu, um serviço de bar exclusivo, além de cadeiras e mesas bastante confortáveis. Espalhados por esta área há também diversos sofás, bastante confortáveis, estes são concorridos, todos os viajantes os querem para poderem esticar e até mesmo tirar uma soneca.

Para quem precisa mesmo descansar há ainda algumas cabines que são pequenos quartos com cama, banheiros privados e televisão onde se pode desfrutar de boas horas de sono e privacidade total durante a viagem.

A viagem entre Atenas (Piraeus) e Santorini leva 8 horas, o ferry faz paradas para desembarque e embarque de passageiros nas ilhas de Paros, Naxos, Ios e finalmente Santorini. Passeando pelo ferry tive oportunidade de conhecer as outras áreas e posso afirmar que não são nada más, em algumas áreas denominados “airseats”, os assentos são similares as poltronas de aviões com espaços um pouco mais generosos, na área mais barata há cadeiras e mesas simples, ainda assim confortáveis, nesta área encontram-se a maioria dos mochileiros, que muitas vezes se espalham pelo chão, usam as mochilas como travesseiro e aproveitam a longa viagem para repor as energias com uma bela soneca.

Obs: Os valores mencionados são referentes a Agosto de 2012.

Tuesday, 14 August 2012

Grécia – Mamma Mia!!!

É impossível ver este filme e não se encantar com as imagens da Grécia. O filme possui uma fórmula infalível, canções do Abba, a Grécia como cenário e conta com atores talentosos como Meryl Streep e Pierce Brosnan.

É uma prova que o cinema pode ser uma ótima maneira de promover um destino turístico.

Sunday, 12 August 2012

Grécia – Como Chegar?

Partindo do Brasil:
Atualmente não há voos diretos entre o Brasil e a Grécia, os brasileiros que queiram visitar Atenas terão inevitavelmente que fazer uma conexão em alguma capital europeia com o qual país possui ligações. Algumas opções são: Ibéria via Madri, Air France via Paris, Lufthansa via Frankfurt, British Airways via Londres, KLM via Amsterdam ou Turkish Airlines via Istambul.

Assim como acontece nos outros países que assinaram o Tratado de Schengen, os brasileiros não precisam de visto para visitar a Grécia a turismo, desde que a visita não exceda os 90 dias. Basta possuir um passaporte válido por no mínimo 6 meses e um seguro de viagem.

Partindo de Portugal:
A TAP assegura ligações diretas entre Lisboa e Atenas, entretanto alguns blogs especializados em aviação anunciaram que esta ligação será abandonada a partir de outubro de 2012.
Pode-se optar por companhias europeias de outros países que operem em Portugal e que possuam ligações com a Grécia. No meu caso optei por um voo da Ibéria com conexão em Madri, na época era a companhia aérea que oferecia o melhor custo/benefício.
As companhias low-cost apesar de não possuírem ligações diretas entre Portugal e a Grécia, tem se expandido muito naquele país e com algumas conexões pode-se chegar a Grécia gastando muito pouco se a viagem for planejada com antecedência.