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Saturday, 17 December 2011

Meia-noite em Paris


"Paris in the morning is beautiful, Paris in the afternoon is charming, Paris in the evening is enchanting. But Paris after midnight, is magic."

Recentemente tive a oportunidade de ver este filme num voo de Lisboa para São Paulo e simplesmente adorei. Adoro Paris, sou um amante da capital francesa e neste filme além de cenário, ela é quase parte do elenco.

Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams), um casal americano, estão noivos e de visita a Paris. De casamento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar detalhes no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com "síndrome da Idade de Ouro" que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa nos EUA.

Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência.

Dirigido por nada mais nada menos que Woody Allen, que assim como fez em “Vicky Cristina Barcelona”, tira partido da beleza das locações, mostrando uma Paris de filme publicitário de turismo, para deleite dos espectadores, que se deslumbram com os ângulos mais espetaculares da capital francesa.

O filme definitivamente entrou para a minha lista de favoritos, sem dúvida um filme para se ter em casa e ver e rever várias vezes, afinal, Paris pela manhã e linda, Paris à tarde é charmosa, Paris à noite é encantadora. Mas Paris depois da meia-noite, é mágica.

Wednesday, 23 December 2009

A minha Paris

Torre Eiffel

 

Sempre única, sempre linda, esta capital da Europa se cuida e se renova para continuar sendo o berço de todas as tendências, o cenário de todos os romances e o argumento de todos os poetas.

 

 

Ao começar a tentar escrever um post com minhas percepções sobre Paris cai num dilema. Se você está prestes a escrever qualquer coisa sobre esta cidade saiba que Paris é, de longe, a capital mais escarafunchada por autores de todo o planeta, por meio de textos, fotos, ilustrações, filmes, quadros ou qualquer outra base de registro. Ou seja, pretender mostrá-la por um ângulo novo é uma presunção difícil de alcançar.

 

 

O que parece claro, porém, é que existem tantas Parises quantos seres que tiveram a sorte de visitá-la. Faça o seu próprio teste. Informe aos amigos que você está de partida para a capital da França e peça algumas dicas sobre a cidade. Provavelmente você vai receber diversas listas sem nenhum ponto de intersecção. Cada pessoa que já esteve por lá tem uma Paris diferente na cabeça. Um bairro preferido, uma relação de lugares imperdíveis que ninguém conhece, uma recomendação gastronômica, um endereço para comprar perfumes, um cantinho para ouvir velhas canções de Edith Piaf e assim por diante.

 

 

Por esta razão, o que se lerá, a seguir, é um perfil nada isento de uma cidade nada comum. Um relato onde se verá, uma Paris pessoal, minha, possivelmente pouco em comum com a dos outros. A começar pelos registros históricos. Embora os livros de História, as bibliotecas e as centenas de museus espalhados pelos dois lados do Rio Sena afirmem o contrário, a Paris que trago na cabeça não tem nada a ver com os parisii, que é como se chamavam os membros da tribo celta que se instalou na Île de la Cité por volta de três séculos antes de Cristo. Não resta dúvida de que foi em torno deles que se desenvolveu o vilarejo mais tarde invadido pelos romanos, batizado Lutécia e rebatizado Paris no ano 360 de nossa era.

 

Paris

 

Mas nem isso me convence de que estamos falando da mesma cidade. A que conheço, de livros e pensadores que tanto fizeram a cabeça do Ocidente num passado mais próximo, está mais para o olhar cheio de glamour das bailarinas de cabaré da belle époque do que para o furor guerreiro de reis e imperadores com nomes estranhos. Está mais para o delírio art nouveau de algumas de suas construções do que para a arquitetura tipicamente romana que ainda se vê nas ruínas das Termas de Cluny, no Quartier Latin, de valor histórico muito maior.

 

Gárgula - Notre Dame

 

É de uma clareza tão transparente quanto os espelhos d´água dos jardins de Luxemburgo que a Paris que realço deriva da Paris que prefiro ignorar. Não abdico do direito de fantasiar que Paris tenha sido descoberta, de fato, no século 19, avistada pela primeira vez por uma expedição de pintores impressionistas. Pourquoi pas?

 

 


Afinal foram Monet, Toulouse Lautrec e Degas, entre outros, os primeiros a levar os cavaletes para a rua e captar "ajoie de vivre" (alegria de viver) de Paris. Antes disso, a capital da França era apenas uma grande cidade européia, com algumas construções interessantes e milhares de miseráveis (lembram-se de Victor Hugo? e os "Les Miserables") nas ruelas estreitas e mal-cheirosas próximas ao Sena. Foi o autoproclamado imperador Napoleão III, sobrinho de Bonaparte, o responsável pela grande metamorfose de Paris, a partir de 1852.

 

Paris

 

Ele investiu seus quase vinte anos de poder na transformação de Paris em mais bela e imponente capital da Europa, nomeando o Barão Haussmann para redesenhar a cidade. Missão aliás executada com grande competência pelo austero aristocrata, que se cercou de grandes arquitetos para demolir vielas sujas e, sobre seus despojos, erguer os amplos bulevares e os espaços geometricamente ordenados que se vê na Paris de hoje.

 

Paris

 

Esses espaços, com fartura de horizontes incomum em grandes cidades, são itens primordiais de minha lista. Eles estão dos dois lados do Sena. A esquerda, onde fica o Champ de Mars, local de exposição mundial de 1889, da qual sobrou para a cidade a então controvertida Torre Eiffel. Com um pouco de imaginação pode-se ver o brasileiro Santos Dumont desafiando a gravidade num equipamento desajeitado e a multidão de parisienses a observar.

 

Torre Eiffel

 

Já na rive droite, todas as paisagens começam na Place de l´Étoile (Praça da Estrela), assim chamada porque dela saem doze avenidas formando uma espécie de núcleo da teia de ruas e bairros que se teceu ao redor. O eixo monumental da cidade. Aquele que começa no Louvre, passa pelas pirâmides na Place du Carousel, pelo pequeno e belo Arco do Carousel, cruza o obelisco egípcio da Place de la Concorde, sobe a Champs Elysées (que ainda mantém o título de avenida mais imponente da Terra), atinge o Arco do Triunfo e avança para noroeste até o impressionante Grande Arco de la Défense, sob cujo gigantesco vão poderia passar uma Notre Dame inteira.

 

Paris

 

Mas o melhor da Étoile é a deliciosa confusão que se observa quando carros vindos de doze direções diferentes se encontram, os motoristas xingando e bufando em busca de uma saída diferente, rumo a outros bairros da cidade. Solene, no meio da bagunça, o Arco do Triunfo é testemunha dessa confusão diária. O Arco, que foi prometido por Napoleão aos seus soldados depois da vitória na Batalha de Austerlitz, e que só ficou pronto em 1836, já teve dias mais gloriosos, durante os desfiles das tropas que venceram as duas guerras mundiais. Mas também já testemunhou a euforia de invasores, como Hitler, que, entre setembro de 1941 e agosto de 1944, ocupou a cidade, num episódio do qual os franceses não gostam de falar, visto que não é fácil distinguir, até hoje, quem resistiu e quem colaborou com o Exército nazista.

 

Louvre

 

Voltando à Haussmann, agora merecido nome de um bulevar, seu projeto deu viabilidade à estrutura da cidade, baseada em vinte arrondissements (bairros), até hoje com administração independente, sob a supervisão de um prefeito geral. Eles formam uma espécie de círculo, facilmente identificável num mapa, mas dificilmente compreensível para quem não viva por lá. Ao contrário de outras grandes capitais Européias, onde ninguém fica desorientado, Paris é um ótimo lugar para você se perder. As diagonais afastam-se do eixo assustadoramente. E, apesar da clara vocação para a simetria que se percebe nas construções e nos jardins, do ponto de vista urbanístico, a cidade é um grande quebra-cabeças. Eis por que o melhor é sempre ter um mapa ao alcance da mão e uma clara noção do que se quer fazer.

 

La Défense

 


Outra informação indispensável sobre os arrondissements é que sua numeração segue uma espécie de cronologia histórica. Assim, o primeiro é onde fica a Île de la Cité, avançando pelo Louvre e o Jardim das Tulherias, todos partes da história distante da cidade. O segundo é o prolongamento do primeiro na mesma direção que os antepassados um dia escolheram para expandir o núcleo inicial de ocupação. E assim por diante, até o vigésimo, sendo que os de numeração mais alta foram, um dia, povoados afastados, muitos dos quais ainda conservam um certo ar provinciano, o que não deixa de lhes conferir um charme especial.

 

Arco do Triunfo

 


A área completa de Paris tem 1.200 quilômetros quadrados, onde dormem mais de 2 milhões de pessoas. Durante o dia, porém, outros 10 milhões de moradores da região circunvizinha, chamada Île de France, invadem a capital para ocupar seus postos de trabalho. E essa movimentação só ocorre com certa ordem porque o metrô de Paris é um dos melhores do mundo, com 200 quilômetros de trilhos subterrâneos, 14 linhas e 370 estações, muitas delas tão emaranhadamente interligadas que formam verdadeiras cidades underground. Isso sem contar as composições do RER, linhas mais longas de trens de subúrbio, que na prática invadem a cidade e conectam-se às outras estações, funcionando exatamente como o metrô.

 

 

De toda maneira, se você quer fazer um roteiro para capturar o espírito de Paris, o melhor é andar a pé. Use o metrô para trocar de arrondissement, mas explore cada um deles com o vagar adequado que só as caminhadas proporcionam. É o melhor jeito de descobrir que, além de ícones de identificação imediata, como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a Notre Dame e o Louvre, só para citar alguns, Paris tem uma alma que nem as mais poderosas lentes das máquinas fotográficas conseguem captar.

 

Louvre

 

Um charme surpreendentemente discreto numa cidade com vocação exibicionista. São pequenos detalhes nas ruas, calçadas, janelas, portas e telhados onde você pode se encantar permanentemente. Seja com a vitrine de uma confeitaria, onde há sempre um desfile de tortas e doces bem ornados, seja com o detalhe de uma fachada neoclássica ou com a bicicleta amarrada a um poste na porta de um bistrô. Tudo aqui foi feito para ser visto, não apenas usado.

 

 

Os parisienses usam trajes elegantes, como se tivessem despencado de uma passarela para as calçadas bem pavimentadas da cidade. Os cafés, com suas cadeiras sempre de frente para a rua, são como vitrines de gente. A diferença é que os itens do mostruário não estão ali apenas para serem vistos, mas também para verem, de modo que, mesmo tomando um capuccino ou comendo um croissant, o cidadão não perde nada do que acontece na cidade.

 

Louvre

 

A essa altura você já sabe que o parisiense é elegante e exibido. Mas certamente já ouviu falar, também, que ele é muito antipático, sobretudo com os turistas. Eis uma afirmação falsa na minha opinião, e mesmo que fosse verdade só o forte carisma desta cidade já justificaria que os mais de 20 milhões de turistas voltem a visitá-la ano após ano. Talvez a antipatia com os franceses tenha relação com o Savoir-faire, que significa, literalmente, saber fazer. E os parisienses de fato sabem como se vestir, como andar, como comer, como escolher o vinho ou em que ponto cortar o queijo. O problema é apenas que agem como se ninguém mais soubesse.

 

 

Mas esqueça isso e tente reviver o período do apogeu da cidade, os anos dourados em que Paris foi a capital de todas as idéias, a meca de todos os exilados, o argumento de todos os escritores e o cenário de todos os artistas. Você provavelmente só conheceu o mundo sob a dominação dos norte-americanos, mas em Paris certamente reencontrará a vocação francesa para ditar regras e estabelecer tendências. Nos seios rigorosamente perfeitos e iguais, como se forjados por um mesmo molde, das dançarinas do Moulin Rouge, numa época em que pernas à mostra revolucionavam os costumes.

 

Moulin Rouge

 

Esse é o grand-monde de Paris, hoje menos pluralista, menos influente, mas ainda magnético que reforçam-me a tese de que Paris vai lutar até o fim para continuar sendo o nascedouro das tendências do Ocidente, ainda mais sendo Paris uma cidade com vocação etílica, onde o vinho é sempre bom e barato.

 

 

Entretanto, comer em Paris é, enfim, um delírio e, nesse ponto em particular, os franceses mantêm-se vários corpos à frente do resto dos seres civilizados. A culinária francesa só encontra rivais, em prestígio, no ramo da perfumaria. Falando em perfumes, há milhares de aromas engarrafados por lá mas nenhum deles é tão irresistível quanto o aroma de Paris.

Sunday, 20 December 2009

Torre Eiffel

Torre Eiffel

 

Construída para deslumbrar os visitantes da Exposição Universal de 1889, a Torre Eiffel foi prevista apenas como uma estrutura temporária. Projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel, acabou por ser objeto de severas críticas pelos principais estetas do século XIX. Guy de Maupassant afirmava mudar de caminho para não a ver.

 

Torre Eiffel

 

A construção mais alta do mundo até 1931, data em que foi erguido o Empire State Building em Nova York, é hoje um dos símbolos mais emblemáticos de Paris. O restauro recente e um sofisticado sistema de iluminação conferiram-lhe um novo brilho.

 

A Torre Eiffel em números

 

Torre Eiffel

 

O topo (incluindo antenas) fica a 324 metros de altura.

A dilatação provocada pelo calor pode mover o topo num raio de 18cm.

A escadaria até ao tereiro andar conta 1665 degraus.

A estrutura é unida por 2,5 milhões de rebites.

A torre nunca oscila mais de 7 cm.

Pesa 10.100 toneladas.

São necessárias 60 toneladas de tinta para a pintar.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

 

Após a sua grande vitória na batalha de Austerlitz em 1805, Napoleão prometeu aos seus soldados: "Vocês serão recebidos sob arcos triunfais", e a primeira pedra do que viria a ser o mais famoso arco do triunfo do mundo foi lançada logo no ano seguinte. No entanto, os problemas surgidos com o projeto do arquiteto Jean Chalgrin e a deposição de Napoleão adiaram a conclusão desta obra até 1836. O arco, com 50m de altura tornou-se então o ponto de partida das mais importantes paradas militares da França.

 

Place Charles de Gaulle (l'Étoile)

 

Place Charles de Gaulle

 

Esta praça foi construída com base no projeto do barão Haussmann em 1854 e chamada Place de l'Étoile até a morte de Charles de Gaulle em 1969 (ano em que recebeu o nome deste grande estadista), esta praça monumental continua a ser simplesmente chamda l'Étoile (A Estrela) pelo parisienses. São doze as avenidas que irradiam desta praça com o Arco do Triunfo no seu centro.

 

Arco do Triunfo

 

É engraçado ver como os carros conseguem entrar e sair desta rotatória (rotunda) gigante onde 12 avenidas terminam numa bagunça organizada.


 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Charles de Gaulle Étoile (linha 1 - amarela)

Musée du Louvre

Museu do Louvre

 

O Museu do Louvre, além de possuir uma das mais importantes coleções de arte do mundo, tem uma história que remonta à Idade Média. Construído em 1190 como fortaleza do rei Filipe Augusto para proteger Paris dos ataques dos Vikings, perdeu o seu torreão no reinado de Francisco I, que ergueu em seu lugar um palácio renascentista. Depois dele, quatro séculos de reis e imperadores reformaram e ampliaram a estrutura original. Um acréscimo recente é a pirâmide de vidro que dá acesso a todas as galerias do museu.

 

Museu do Louvre

 

Os tesouros expostos no Louvre remontam à coleção iniciado por Francisco I (1515-1547), mecenas de vários artistas, entre os quais Leonardo da Vinci, ao qual comprou a Mona Lisa. No reinado de Luís XIV (1643-1715), a coleção contava apenas com 200 obras, mas as doações aceites para pagamento de dívidas foram aumentando o acervo. O Louvre foi aberto ao público em 1793, após a Revolução Francesa, e o seu patrimônio não parou de aumentar desde então.

 

Museu do Louvre

 

O principal a ter em conta é não subestimar a dimensão do Museu do Louvre e tentar selecionar previamente algumas visitas prioritárias. Um visitante que gastasse 30 segundos em frente de cada obra deste museu levaria 3 meses para conhecer todas as peças. A coleção de pintura europeia é bastante completa, e quase metada das obras são de artistas franceses. A seleção de esculturas não é tão vasta. As antiguidades do museu orientais, egípcias, gregas, etruscas e romanas têm prestígio mundial e oferecem ao visitante uma grande variedade de trabalhos. Entre os objetos de arte em exibição, destacam-se o mobiliário e a joalheria.

 

 

A pirâmide de vidro

 

Museu do Louvre

 

Museu do Louvre

 

Os primeiros planos para a modernização e expansão do Louvre datam de 1981. Incluíam a transferência do Ministério das Finanças da Ala Richelieu para um outro local, e uma nova entrada principal para o museu. O arquiteto sino-americano I.M. Pei foi escolhido para dirigir a arrojada intervenção. O seu projeto centrou-se numa pirâmide que serviria tanto como ponto de referência como nova entrada do Louvre. É feita de vidro, permitindo aos visitantes contemplar os edifícios históricos que a cercam e, simultaneamente, assegurar a iluminação da recepção, no subsolo.

 

 

Mona Lisa

 

Mona Lisa

 

Leonardo da Vinci pintou este retrato de uma nobre florentina conhecida como La Gioconda em cerca de 1504. Quase de imediato, foi considerado como uma das mais exemplares obras de retrato renascentistas. O misterioso sorriso de Mona Lisa foi sempre alvo de todo o tipo de especulações. Atualmente está exposto num local próprio na Salle des États (Ala Denon) no Museu do Louvre.

 

Estar diante desta obra foi para mim um marco da minha visita a Paris, sempre tive imensa curiosidade de ver esta obra do meu pintor favorito, Leonardo da Vinci. A expressão introspectiva e um pouco tímida é fascinante, o seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador e seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo.

 

Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.

 

Ao lado de Mona Lisa no Museu do Louvre

 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Palais Royal Musée du Louvre (linha 1 - amarela ou linha 7 - rosa)

Catedral de Notre Dame

Catedral de Notre Dame

 

Nenhum outro edifício está tão associado à história de Paris como a catedral de Notre-Dame, que se ergue majestosa na Île de la Cité, o berço da cidade. O papa Alexandre III colocou a primeira pedra em 1163, dando início a 170 anos de trabalhos de milhares de arquitetos góticos e artesãos medievais. Desde então, uma procissão de figuras famosas tem passado pelas três portas que se abrem sob as suas torres maciças.

 

Catedral de Notre Dame

 

Construída sobre um antigo templo romano, a catedral é uma obra-prima gótica. Quando foi finalmente concluída, em 1330, tinha 130m de comprimento e torres que se elevavam a 69m de altura.

 

Catedral de Notre Dame

 

O interior de Notre-Dame é deslumbrante, sobretudo devido à imponente abóbada da nave central, interrompida por um imenso transepto com uma rosácea medieval em cada extremo. A catedral é adornada por obras de grandes escultores, entre elas as talhas de Jean Ravy do antigo jubileu, a Pietá de Nicolas Coustou e a estátua de Luís XIV por Antoine Coysevox.

 

Catedral de Notre Dame

 

Este majestoso cenário foi o local da coroação de reis e imperadores e da benção de cruzados. Mas Notre-Dame também foi palco de violência. Os revolucionários saquearam-na e transformaram-na primeiro num tempo ao culto da Razão e depois numa adega. Napoleão restaurou a religião católica em 1804, e o arquiteto Viollet-le Duc renovou o edifício, recuperou as estátuas, ergueu a torre-agulha e restaurou as gárgulas.

 

Definitivamente é um lugar a não deixar de visitar ao visitar Paris.


 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Cité (linha 4 - lilás)

Saturday, 19 December 2009

Champs-Élysées

Champs Élysées

 

A mais célebre e popular artéria de Paris teve sua origem por volta de 1667, quando o paisagista André le Nôtre decidiu prolongar a perspectiva do Palácio das Tulherias, criando uma alameda que acabou por ser batizada como Champs-Élysées e adquiriu o estatudo de "Via Triunfal" da capital francesa depois do regresso do corpo de Napoleão da ilha de Santa Helena, em 1840. Com a inauguração de numerosos cafés e restaurantes na segunda metade so século XIX, os Champs-Élysées tornaram-se o coração da vida social da cidade.

 

Champs-Élysées

 

História a parte a Avenida Champs-Élysées é um belo lugar para passear, ver os transeuntes, ver as vitrines (montras) das lojas e sentir o ar cosmopolita e fashion de Paris. Assim como diz a letra da música de Joe Dassin seja com sol, seja debaixo de chuva, seja meio-dia ou meia-noite, na Champs Élysées há tudo o que você quiser.

 

Champs-Élysées

 

Champs-Élysées

 

Aux Champs-Elysées, aux Champs-Elysées
Au soleil, sous la pluie, à midi ou à minuit
Il y a tout ce que vous voulez aux Champs-Elysées


 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Charles de Gaulle Étoile (linha 1 - amarela)

Moulin Rouge - O Cabaret Mais Famoso do Mundo

Moulin Rouge

 

Construído em 1885, o Moulin Rouge foi transformado num salão de dança em 1900. Embora o cancã tenha sido inventado nas casas de polca da Rue de la Grande-Chaumière, em Montparnasse, ficará para sempre associado ao Moulin Rouge, cujos espectáculos com divertida e colorida dança foram imortalizados nos cartazes e desenhos de Henri de Toulouse-Lautrec.

 

A dança executada por bailarinas famosas, como Yvette Guilbert e Jane Avril, continua a ser apresentada em exuberantes espetáculos que incluem atuações de magia e sofisticados jogos de luz. Apesar de ser bastante frequentado por mulheres o espetáculo é mais voltado para os homens, toda as lindas bailarinas estão com os seios a mostra e com poquíssima roupa.

 

Moulin Rouge

 

O espetáculo é uma mistura de circo com teatro onde há dança, música, apresentações de mágicos e contorcionistas. O auge da noite acontece quando surge uma piscina de acrílico cheia de serpentes em pleno palco e uma mulher entra nesta piscina numa atuação junto as serpentes.

 

O espetáculo é caro mas vale muito a pena, sem dúvida será algo que ficará gravado na sua memória após visitar Paris e você sempre poderá comentar com os amigos que já estiveste no cabaret mais famoso do mundo e que a 120 anos já recebeu milhões de pessoas nos seus espetáculos.


 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Blanche (linha 2 - azul)

Friday, 18 December 2009

Centre Pompidou

Centre Pompidou

 

O Cetre Pompidou é um edifício ao avesso, com suas escadas rolantes, elevadores, condutas de ar, canalizações de água e até as enormes vigas de aço que formam a sua estrutura completamente expostos.

 

Foi essa abordaem que permitiu aos arquitetos Richard Rogers, Renzo Piano e Gianfranco Franchini a criação de um espaço interior amplo e flexível para alojar O Musée Nacional d'Art Moderne e as demais atividades do Centro. Fauvismo, Cubismo e Surrealismo são as principais escolas representadas no museu.

 

Centre Pompidou

 

Lá fora, na praça, reúnem-se grandes multidões para verem os artistas de rua. As exposições temporárias também são motivo de grande interesse.

 

Possuindo uma coleção que ultrapassa as 60.000 obras de mais de 5000 artistas, o Centro Pompidou aborda transversalmente todas as belas-artes. Nos anos mais recentes, as disciplinas clássicas, pintura, escultura, desenho e fotografia têm sido integradas, assim como cinema, arquitetura, design e arquivos audiovisuais.

 

Centre Pompidou

 

A coleção do Centro Pompidou atualmente apresentam uma visão cronológica completa da criação moderna e contemporânea.

 

COMO CHEGAR:

Estações de metrô: Hôtel de Ville (linha 1 - amarela)

Thursday, 17 December 2009

Paris vista do Sena

Passeio de Bateaux Moches pelo Rio Sena em Paris

 

A conhecida cantora francesa de cabaré Mistinguett dizia que o Sena era "uma loira de olhos risonhos". O rio é certamente encantador, mas a sua relação com a cidade vai muito mais para alé de um simples romance.

 

Nenhuma cidade européia é definida tanto pelo seu rio como Paris. O Sena é o ponto de referência essencial da cidade. É a partir dele que se medem as distâncias, se determina a numerção das ruas e se faz a divisão da capital em duas áreas distintas, a margem direita, do lado norte do rio, e a margem esquerda, a sul. São áreas de limites tão precisos com ouma fronteira oficial. A cidade também tem uma divisão histórica, estando a parte oriental intimamente ligada às raízes mas antigas e a ocidental aos acontecimentos dos séculos XIX e XX.

 

Passeio de Bateaux Moches pelo Rio Sena em Paris

 

Quase todos os edifícios emblemáticos de Paris ficam nas margens do rio ou perto dele. Ao longo da marginal erguem-se elegantes blocos de apartamentos, mansões, grandes museus e belos monumentos.

 

Acima de tudo, o rio permanece vivo no quotidiano da vida da cidade. Durante séculos foi sulcado por frotas de pequenas embarcações, mas a chegada do automóvel mudou este cenário. Hoje em dia, a movimentação deve-se sobretudo às barcaças comerciais e aos enormes bâteaux mouches (barcos de passeio) que levam os turistas a passear pelo Sena.

 

 

E por falar em bâteaux mouches, esse é um passeio imperdível em Paris, passear de barco pelo Sena dá ao visitante uma oportunidade única de ver a cidade de um ângulo diferente, inusitado, a partir do seu rio. Os cruzeiros fluviais percorrem os trechos mais turísticos do Sena e passam ao lado de muitos dos monumentos mais famosos de Paris.

 

Passeio de Bateaux Moches pelo Rio Sena em Paris

 

Uma das empresas que organizam estes passeios de hora em hora é a Vedettes de Paris e os barcos partem do cais próximo a Torre Eiffel.

 

Passeio de Bateaux Moches pelo Rio Sena em Paris

 

COMO CHEGAR:

Estação de metrô: Bir Hakeim (linha 6)

RER: Champs de Mars