My dream is having all this map painted in red

Thursday, 19 April 2007

bah... Porto Alegre é tri legal, tchê!


Nem parece Brasil.
O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil. Até o começo do século 19, espanhóis e portugueses ainda brigavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o estado ficou com um jeito diferente de ser. Começa que diverge no clima, um Brasil onde faz frio, com pinheiros em vez de coqueiros, um estado fora do padrão brasileiro. Depois, ainda tem a mania de tocar sanfona que lá é gaita, e de tomar mate em vez de café. Em lugar do calorzinho das praias, gaúcho tem o vazio e o silêncio dos pampas, que precisou ser conquistado a unha dos espanhóis. Pelo que pude perceber todo gaúcho ama sua terra e está sempre a postos para defendê-la mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta. O estado se envolveu em pelo menos uma guerra, e bem sangrenta, a cada 50 anos, a Guerra Guaranítica no século 18, a Guerra dos Farrapos no começo do século 19, a Revolução Federalista, por volta de 1890 e a Revolução de 1930, que levou o gaúcho Getúlio Vargas ao poder por 17 anos.
Apesar de tantas guerras por baixo do poncho bate um coração capaz de emocionar ao poder apresentar aos visitantes um pouco do folclore gaúcho e tentar preservar os costumes locais. Cantam e dançam declamando músicas e versos em honra da erva-mate e outros gauchismos.

Entendendo Porto Alegre:
Esta cidade vive a beira de alguns mal-entendidos. Para começar, vive a beira de um rio que não é rio. O Guaíba é um estuário, ou como quer que se chame essa espécie de ante-sala onde cinco rios se reúnem para entrar juntos na Lagoa dos Patos. Mas todos o chamam de Rio Guaíba. Nele acontece o famoso pôr-do-sol de Porto Alegre, mas saber se colocar para assisti-lo é uma das artes da cidade. No Café Concerto, uma cúpula que fica na Casa de Cultura Mario Quintana, tem uma vista desimpedida do "rio" que já conta com adeptos todos os fins de tarde.
Existe uma grande rivalidade entre colorados e gremistas, nos dias de grenal toda a cidade se mobiliza em torno dos dois grandes times da capital gaúcha.
O aeroporto de Porto Alegre é muito moderno, um dos melhores do Brasil, construído para ser mais do que uma área de embarque e desembarque de passageiros o Salgado Filho é um shopping, tem lojas, cinemas e fica praticamente no perímetro urbano.
O centro de Porto Alegre é muito bonito, conta com inúmeros prédios históricos belíssimos e duas praças, uma é a Praça da Alfândega, onde acontece anualmente a mais agitada feira de livros da América Latina, ao redor da praça há prédios muito legais de arquitetura fascinantes.
A Casa de Cultura Mario Quintana fica instalada no antigo hotel Majestic onde o poeta morou. A outra praça obrigatória é a da Matriz, onde fica a Catedral Metropolitana, o Palácio do Governo, a Assembléia Legislativa e o prédio do poder judiciário.
O Parque Redenção, o maior parque da cidade é localizado no bairro judeu, os Porto Alegrenses dizem que o parque é a Amsterdã deles, respira-se ar puro, muito verde e liberdade. Dentro do parque na rua Santa Terezinha todos os domingos acontece o famoso brique da Redenção, uma feira de antiguidades onde a população da cidade se encontra para vender, comprar, trocar, tomar chimarrão e se apresentar.
Mas se estiver muito calor (sim, Porto Alegre pode ser muito quente no verão) que tal ir a praia??? Sim, praia, areia, calçadão, chope. Porto Alegre tem sua própria Ipanema, como se sabe a cidade é banhada pelo Rio Guaíba onde também fica um centro cultura muito legal chamado Usina do Gasômetro, antiga termoeletrica que foi desativada mas preservaram o prédio e hoje em dia é um grande centro de cultura da capital.
Porto Alegre é isso, um Brasil com sotaque estrangeiro, uma mistura de culturas européias, uma grande metrópole, porém aconchegante e fácil como se fosse uma cidade pequena, a mais meridional das nossas capitais e entre seus títulos está o de metropole número 1 em qualidade de vida do Brasil segundo a ONU.
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