Vídeo incrível mostrando vários pousos e decolagens no aeroporto de Düsseldorf na Alemanha sobe ventos cruzados, situação que exige muita experiência dos pilotos. Parece que os aviões adquirem vontade própria e se recusam a pousar. Vale a pena ver!
Neimar - Backpacker
Minha maior paixão é viajar, adoro colocar uma mochila nas costas e sair explorando o mundo, sem saber as pessoas que irão passar pelo meu caminho deixando o acaso me levar.
Um blog sobre viagens que se preze deve ter a capacidade de transportar seus leitores até os lugares falados aqui, não sei se consigo tanto mas espero um dia poder chegar lá.
Monday, 30 January 2012
Friday, 13 January 2012
Tuesday, 10 January 2012
Mariana – A primeira capital mineira
Apesar de hoje turisticamente Ouro Preto ser mais atraente, a primeira cidade e capital mineira não foi Vila Rica (antiga Ouro Preto), mas sim a vizinha Mariana. No finalzinho do século 17, foi lá que os bandeirantes paulistas acharam um solo plano para montar o primeiro arraial da região.
Em 1711, Mariana foi elevada à categoria de vila e, mais tarde, virou sede do bispado, o que permanece até hoje. O seu nome foi escolhido pelo rei de Portugal D. João V que nomeou a cidade em homenagem a sua esposa, Maria Ana de Áustria e chegou a ficar conhecida como "eldorado mineiro".
A Igreja da Sé de Mariana, com uma fachada de inusitadas linhas orientais e telhado imitando um pagode chinês (influência da conquista de Macau pelos portugueses na época), só perde em riqueza e ostentação para a matriz do Pilar de Ouro Preto. No interior da Sé, um raro órgão alemão de 1701 ainda pode ser apreciado em concertos as sextas e domingos.
Geralmente Ouro Preto e Mariana são cidades visitadas em conjunto e a melhor forma de se chegar até Mariana é através da Maria-Fumaça que liga ambas as cidades. Se for fazer o trajeto Ouro Preto - Mariana o melhor é sentar-se do lado direito para ver as cachoeiras, montanhas, cânions e o Ribeirão do Carmo. O bilhete de ida e volta em vagão comum custa R$35,00 e só ida custa R$22,00. Há também um vagão panorâmico e neste caso o bilhete de ida e volta custa R$60,00 e R$35,00 só de ida. As saídas são de sexta a domingo às 10:00hs e 15:30hs e o retorno de Mariana às 08:30hs e 14:00hs.
A construção deste ramal ferroviário foi iniciada em 1883, tendo seu prolongamento até Mariana sido concluído em 1914. Foi um sonho acalentado durante muito tempo já que a locomotiva naquele tempo era um sinal de prosperidade, um marco do progresso. Tudo isso quando o ouro já não vertia mais. Era preciso substituir o sonho do ouro por outro. E o trem permitia isso. Também serviu para selar ainda mais o destino destas duas cidades, irmãs na história. Restaurada em 2006 a estrada de ferro com seus 18 quilômetros, recebe agora os turistas, que tem agora mais um motivo para conhecer e penetrar nos segredos de Minas Gerais.
Tuesday, 27 December 2011
Capitólio - Cidade Rainha dos Lagos
Capitólio hoje comemora 63 anos, no dia 27 de Dezembro de 1948 conseguiu sua independência político-administrativa, tornando-se município.
Para comemorar esta data especial coloco aqui neste blog este belo vídeo contando um pouco mais desta cidade onde cresci e que faz parte da minha vida.
Parabéns Capitólio por seus 63 anos!!!
Sunday, 25 December 2011
Ouro Preto – Uma cidade folheada a ouro
Ouro Preto é uma cidade encravada nas encostas das montanhas da região serrana de Minas Gerais. Mas Ouro Preto é bem mais do que isso. É também sinônimo de amantes, como a brasileira Maria Dorotéia Joaquina de Seixas e o poeta português Tomás Antonio Gonzaga, que acabaram famosos no poema escrito por ele, Marília de Dirceu. E, por fim, pertence a um grupo de inconfidentes mineiros, como Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, que teve pedaços de seu corpo expostos nos postes da cidade a mando da coroa portuguesa.
O orgulho marcado no rosto de cada ouro-pretano tem um pouco a ver com essa mistura de fatos e personagens muito diferentes entre si, que acabaram levando a cidade a ser uma das preferidas de quem gosta de cultura, história e noitadas regadas a cerveja e pinga nos bares locais. Os moradores fazem homenagens aos heróis da cidade em forma de placas de lojas, Drogaria Tiradentes, Joalheria Tiradentes ou ainda Sapataria Marília de Dirceu.
Apesar de a cultura mineira ser tradicionalíssima e conservadora, todo esse acervo, hoje, não pertence mais aos ouro-pretanos, muito menos aos mineiros. As igrejas e o casario histórico são Patrimônio da Humanidade, título dado pela Unesco em 1980 para proteger a cidade. Isso explica os bandos de turistas franceses, alemães e italianos que chegam ali todas as semanas para permanências curtas, as vezes de menos de 24 horas.
Mas a cidade tem outro tipo de público flutuante, os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. É gente que chega de todo o Brasil para estudar ali, beber ali e, mais do que tudo, levar novos hábitos e modismos à moçada da região. O povo local parece não gostar muito. Considera a rapaziada intrusa, pois ocupa as melhores casas, coloniais, cedidas pelo governo mineiro, as conhecidas repúblicas de Ouro Preto. Os estudantes, porém, são a alma da cidade que, sem eles, é um amontoado de construções históricas sem sentido.
Para conhecer a cidade escolha tênis confortáveis, pois ladeiras e igrejas são coisas que não faltam em Ouro preto. Não é preciso conhecer todas, a não ser que haja algum interesse específico na arquitetura religiosa ou nos estilos que variam do barroco ao rococó. São fundamentais a igreja Nossa Senhora do Pilar, e seus 300 quilos de ouro, a Matriz Nossa Senhora da Conceição e a de São Francisco de Assis, que levam as marcas de Aleijadinho e do pintor Manoel Athaide.
Para encontrar esses e outros pontos turísticos basta uma caminhada pelas ladeiras da cidade. É preciso ter preparo físico ou paciência para andar bem devagar. Uma segunda opção é usar o serviço dos guias turísticos, credenciados pela prefeitura local. Um cuidado que os turistas devem tomar em Ouro Preto é com uma mania dos mineiros de uma forma geral, com pedidos de informações sobre distâncias. Uma caminhada de dez quilômetros é transformada em um simplíssimo "é logo ali".
Apesar do título dado pela Unesco, Ouro Preto mantém-se com características basicamente mineiras. É como se as pessoas ali não quisessem dividir o lugar que moram com o mundo. Misteriosa, com os seus becos e ruelas, a cidade tem o charme que encanta o turista na primeira caminhada, levando-o a imaginar cenas famosas. É quase possível ver, em uma das pontes sobre os riachos que cruzam a rua São José, Dirceu enamorado da jovem Marília, escrevendo o seu poema de amor eterno. É também quase possível ouvir os gritos de indignação dos inconfidentes contra a Coroa Portuguesa. E, na igreja de São Francisco de Assis, é quase possível ver o Aleijadinho, pendurado no teto, fazendo a sua obra.
No século 18, quando Nova York não passava de uma pequena cidade com 20 mil gatos-pingados e sofria com incêndios e epidemias de febre amarela, a cidade de Vila Rica, futura Ouro Preto, em Minas Gerais, era uma das mais promissoras do mundo. Com 120 mil habitantes e minas de ouro que pareciam inesgotáveis, Vila Rica não parava de erguer igrejas e casarões suntuosos, decorados pela melhor arte barroca da época. O lugar reluzia. Seu único problema era que a maior parte da riqueza extraída do solo generoso da província ia parar na Corte Portuguesa. Enquanto isso, a modesta cidade norte-americana ia recebendo imigrantes, inchando, enriquecendo. O resultado todo mundo conhece, Nova York virou uma metrópole e Ouro Preto ficou parada no tempo, vivendo do passado.
Melhor assim. Se o ouro ainda estivesse jorrando em Ouro Preto, muito provavelmente o progresso teria agraciado essa cidade com ruas largas e asfaltadas, fazendo surgir uma arquitetura banal e indefinida, como a de tantos outros lugares. E não se poderia fazer a fascinante viagem no tempo que se faz hoje ao percorrer Ouro Preto. Antes disso, era apenas um monumento nacional. E com justiça. O lugar é um dos melhores exemplos de arquitetura barroca do mundo inteiro. Vista do alto, a cidade impressiona pelas ruelas tortuosas repletas de casarões coloniais geminados, pelo mar de telhados cor de abóbora que descem e sobem ladeiras e pelas treze igrejas e sete capelas que despontam no alto das colinas. Para completar o cenário, Ouro Preto vive coberta por uma bruma que lhe dá um ar misterioso.
Ouro Preto fica no Vale do Tripuí, a 96 quilômetros de Belo Horizonte. Foi nessa região que os colonizadores portugueses encontraram o ouro mais puro em terras brasileiras, podia chegar a 23 quilates que ainda tinha a característica de vir sempre coberto com uma camada de óxido de ferro. É da cor escura do ferro que vem o nome Ouro Preto que rebatizou Vila Rica.
Na vida real, porém, Ouro Preto, então Vila Rica, também protagonizou uma história de amor shakespeariana: o romance entre Marília e Dirceu. O poeta português Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu, costumava encontrar-se com Maria Dorotéia Seixas, a Marília, num chafariz ao lado da Ponte dos Suspiros, um lugar acolhedor para os namorados até hoje. Ele era um dos inconfidentes e acabou exilado em Moçambique, onde se casou. Marília, porém, permaneceu solteira e esperou pelo noivo até os 91 anos de idade. Foi quando ficou sabendo por carta que ele havia se casado com outra, e morreu de desgosto.
Já a Praça Tiradentes, o centro nervoso de Ouro Preto, foi palco de uma história ainda mais trágica. Foi ali, no poste central, que ficou exposta a cabeça do líder da Inconfidência Mineira, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, enforcado no Rio de Janeiro, em 1792, pondo fim ao movimento da elite mineira contra os pesados impostos recolhidos pela Coroa Portuguesa. Desde 1750 a extração do ouro já estava mal das pernas, mas Portugal continuava taxando a quantia fixa de 1500 quilos de ouro anuais, sem considerar qual era a produção. Os conspiradores começam a se reunir em 1789, quando foi anunciada a derrama, a cobrança de impostos atrasados.
Onde a cabeça de Tiradentes foi exposta, hoje repousa sua estátua, sempre cercada por estudantes e guias de turismo de plantão esperando fregueses. E é ao redor da praça que ficam as maiores atrações da cidade. Numa das extremidades, há o belo prédio do Museu da Inconfidência, que abriga os túmulos dos inconfidentes. Ao lado do museu fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo, projetada por Manuel Francisco Lisboa, o pai do Aleijadinho. No lado oposto da praça, o Museu de Mineralogia. Descendo a Rua Cláudio Manuel, chega-se à casa de Tomás Antônio Gonzaga. Mais à frente, a linda igreja de São Francisco de Assis, projetada por Aleijadinho e com o teto magnificamente pintado por Manuel da Costa Athayde. Na frente da igreja funciona uma feirinha permanente de artesanato com pecinhas de pedra-sabão.
Do lado oposto da praça fica a ladeira mais animada de Ouro Preto, a Rua Direita, onde ficam os bares frequentados pelos 3000 estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. São eles os responsáveis por um aspecto da cidade que de sacra não tem nada. A antiga Vila Rica está repleta de repúblicas estudantis de nomes curiosos, como Hospício Loucos por Saia, Purgatório ou ainda Mina das Minas. A noite rola não só nos bares, mas também nas festas que acontecem nas repúblicas. Existe até um tabloide informal com a programação da noite. No Carnaval, por exemplo, a onda é a "janela erótica", uma produção que inclui lençóis nas janelas de algumas repúblicas, canhões de luz estrategicamente posicionados atrás e estudantes dançando, às vezes nus, dentro da casa. A silhueta basta para animar a galera que passa na rua. Apesar de tudo, Ouro Preto já aprendeu a ser condescendente com a estudantada.
COMO CHEGAR:
Sem aeroporto, Ouro Preto é acessível apenas por terra para quem sai de Belo Horizonte (96 quilômetros de distância). Há partidas diárias de ônibus da capital mineira, do Rio e de São Paulo. Para quem viaja de carro a partir dessas cidades, pegue a BR-040.
SER MINEIRO É…
...Comer pão de queijo de manhã, de tarde e à noite
...Falar tudo no diminutivo
...Ter sempre um causo para contar
...Fingir que não sabe aquilo que conhece bem
...Ser simpático, mas desconfiado
...Dizer um "uai" a cada dois minutos
...Ser raposa na política
...Ouvir muito e falar pouco
...Só acreditar na fumaça quando vê o fogo
...Responder sempre "é logo ali"
...Por via das dúvidas, fazer promessa a dois santos
...Não gostar de gastar dinheiro
Saturday, 24 December 2011
Museu da Língua Portuguesa – São Paulo
Seja você brasileiro, angolano, cabo verdiano, moçambicano, timorense, guineense, santomense ou português e está de passagem por São Paulo não deve deixar de visitar este museu, o Museu da Língua Portuguesa.
A escolha de São Paulo para receber este museu no Brasil não poderia ter sido mais acertada, afinal, esta é a cidade do mundo com a maior população de falantes deste idioma. O museu proporciona uma viagem sensorial, subjetiva e interativa pela língua portuguesa, guiada por palavras e citações de autores e escritores consagrados.
O português nasceu em Portugal e descende de povos ancestrais, atualmente esta língua é falada por mais de 200 milhões de pessoas em todos os continentes do planeta. Entre os séculos XV e XVI os portugueses se lançaram numa grande aventura marítima e ancoraram em diferentes terras, levando a sua cultura e a sua língua, sendo uma destas terras o Brasil.
No Brasil, o português sofreu influências de línguas indígenas, africanas e também das línguas dos imigrantes. O encontro e desencontro entre estas culturas e falares criaram uma língua única, original e que continua a se reinventar todos os dias pelas ruas e praças do Brasil, nos seus ritmos e ritos, nos poemas e nas canções.
Pensamos em português, sentimos em português, criamos em português, é esta língua que nos faz ser quem somos, é com ela que afirmamos e expressamos a nossa identidade. Nossa língua é o nosso melhor retrato, a nossa pátria mais profunda.
No Brasil a língua portuguesa atingiu um alto grau de mistura e invenção, no Brasil vive a grande maioria dos seus falantes, gente que ajuda a conduzir pelo planeta o destino desse nosso antigo e belo idioma materno.
O Museu da Língua Portuguesa está localizado no histórico edifício da Estação da Luz em São Paulo, para chegar até lá, a maneira mais fácil é utilizar o metrô e descer na estação da Luz que fica na linha azul, ao chegar a esta estação basta seguir as placas que o levarão até o museu. A entrada custa R$6,00 (Novembro/2011).
Saturday, 17 December 2011
Meia-noite em Paris
"Paris in the morning is beautiful, Paris in the afternoon is charming, Paris in the evening is enchanting. But Paris after midnight, is magic."
Recentemente tive a oportunidade de ver este filme num voo de Lisboa para São Paulo e simplesmente adorei. Adoro Paris, sou um amante da capital francesa e neste filme além de cenário, ela é quase parte do elenco.
Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams), um casal americano, estão noivos e de visita a Paris. De casamento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar detalhes no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com "síndrome da Idade de Ouro" que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa nos EUA.
Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência.
Dirigido por nada mais nada menos que Woody Allen, que assim como fez em “Vicky Cristina Barcelona”, tira partido da beleza das locações, mostrando uma Paris de filme publicitário de turismo, para deleite dos espectadores, que se deslumbram com os ângulos mais espetaculares da capital francesa.
O filme definitivamente entrou para a minha lista de favoritos, sem dúvida um filme para se ter em casa e ver e rever várias vezes, afinal, Paris pela manhã e linda, Paris à tarde é charmosa, Paris à noite é encantadora. Mas Paris depois da meia-noite, é mágica.