My dream is having all this map painted in red

Sunday, 19 May 2013

Istambul: Mesquita Azul

A Mesquita Azul é uma mesquita otomana de Istambul, foi construída entre 1609 e 1616 sendo a única mesquita de Istambul que possui 6 minaretes, sendo mais um dos pontos de visita obrigatória para quem vem conhecer a capital turca.

A Mesquita Azul é um triunfo em harmonia, proporção e elegância. Construída em um estilo clássico otomano, o seu magnífico exterior não faz sombra a seu suntuoso interior. Uma verdadeira sinfonia de belos mosaicos azuis de Iznik dão a este espaço uma atmosfera muito especial. Os imperadores Bizantinos construíram um grande palácio onde se encontra hoje a Mesquita Azul. Em 1606 o sultão Ahmed I quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Igreja de Santa Sofia.

As mesquitas geralmente eram construídas com um intuito de serviço público. Existiam diversos prédios ao lado da Mesquita Azul que incluem: escola de teologia, uma sauna turca, uma cozinha que fornecia sopa aos pobres, e lojas (o Bazar Arasta), cujas rendas se destinavam a financiar o complexo.

A mesquita foi revestida com azulejos azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Não há figuras no interior da Mesquita pois os muçulmanos não cultuam imagens. Ao entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos. Shortes, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Funcionários da mesquita fornecem uma espécie de canga para cobrir as partes do corpo que desrespeitam a religião muçulmana.

Sua beleza exterior é fenomenal, é fácil ficar hipnotizado a contemplá-la. Para mim era inevitável sentar em um dos muitos bancos do jardim que envolve esta mesquita, e observar cada detalhe desta magnífica construção enquanto saboreava um kebab. A noite, iluminada, sua beleza e opulência é ainda mais evidente, fazendo de Istambul uma das cidades mais bonitas que já visitei.

Saturday, 18 May 2013

Istambul: Basílica de Santa Sofia

Santa Sofia - Istambul - Turquia

A Basílica de Santa Sofia, também conhecida por Hagia Sophia é um edifício imponente construído entre 532 e 537 durante o Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul na Turquia) e faz parte dos pontos a serem visitados por qualquer pessoa que venha a Istambul. O edifício já teve várias funções na sua milenar história, já foi uma catedral católica, uma mesquita e atualmente funciona como museu. O edifício é famoso pela sua enorme cúpula e é tido como tendo mudado a história da arquitetura. Esta catedral foi considerada a maior do mundo até 1520, quando foi construída a catedral de Sevilha.

Santa Sofia - Istambul - Turquia

Em 1453, Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano sob o sultão Mehmed II, que subsequentemente ordenou que o edifício fosse convertido numa mesquita. Os sinos, o altar, a iconostasis e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por emplastro. Diversas características islâmicas, como o mihrab, o minbar e os quatro minaretes, foram adicionados durante esse período. Ela permaneceu como mesquita até 1931, quando Atatürk ordenou que ela fosse secularizada. Ela permaneceu fechada ao público por quatro anos e reabriu em 1935 já como um museu da recém-criada República da Turquia.

Santa Sofia - Istambul - Turquia

Não obstante, os mosaicos coloridos remanesceram emplastrados na maior parte, e o edifício deteriorou-se. Uma missão da UNESCO em 1993 notou queda do emplastro, revestimentos de mármore sujos, janelas quebradas, pinturas decorativas danificadas pela umidade e falta de manutenção. Desde então a limpeza e a restauração têm sido empreendidas. Os excepcionais mosaicos do assoalho e da parede que estavam cimentados desde 1453 agora são escavados gradualmente.

Santa Sofia - Istambul - Turquia

Por quase 500 anos, a principal mesquita de Istambul, Santa Sofia serviu como modelo para diversas mesquitas otomanas, principalmente a chamada Mesquita Azul, que fica em frente a Santa Sofia, a Mesquita Şehzade, a Mesquita Süleymaniye, a Mesquita de Rüstem Pasha e a Mesquita de Kılıç Ali Paşa.

Santa Sofia - Istambul - Turquia

Santa Sofia é um dos grandes exemplos ainda existentes da arquitetura bizantina. Seu interior, decorado com pilares de mármore e mosaicos é de grande valor artístico. O próprio imperador Justiniano supervisionou a finalização da maior catedral já construída na época. Ela foi a maior conquista arquitetônica da antiguidade tardia e sua influência se espalhou pelo mundo ortodoxo, católico e islâmico. As maiores colunas são de granito, com entre 19 e 20 metros de altura e pelo menos 1,5 metros de diâmetro, tendo a maior mais de 70 toneladas. Por ordens do imperador, oito colunas coríntias foram desmontadas em Baalbek, no Líbano, e enviadas para Constantinopla para a construção de Santa Sofia. Impressionante, não???

Santa Sofia - Istambul - Turquia

Turquia: Hamams (Banhos Turcos)

Hamam - Istambul - Turquia

Uma visita a um hamam é definitivamente uma grande maneira de ter uma experiência genuinamente turca. De maneira geral os hamams estão localizados em belos prédios históricos, que oferecem salas separadas para homens e mulheres e que combinam elementos dos banhos romanos e bizantinos .

Os hamams também são conhecidos como Banhos Turcos, um termo entretanto cunhado pelos europeus, que em certo momento foram introduzidos aos prazeres do vapor pelos Otomanos.

Ao entrar num destes estabelecimentos o visitante é encaminhado para uma cabine privativa onde deverá se despir e enrolar uma toalha na cintura. Em seguida será encaminhado para uma sala onde haverá uma grande pedra de mármore quente suspensa, onde você deverá se deitar e relaxar, junto de muitas outras pessoas. A ideia aqui é transpirar e eliminar as impurezas do corpo enquanto socializa com os outros visitantes, há pessoas a falarem sobre o último jogo do Galatasaray ou das últimas medidas tomas pelo governo turco.

Hamam - Istambul - Turquia

O próximo passo, a esfoliação, é o mais constrangedor para um ocidental não habituado a este tipo de experiência. Um homem (clientes do sexo feminino recebem tratamento por mulheres), também vestindo somente uma toalha (as vezes nem isso), irá te ensaboar, em seguida, ele vestirá uma luva áspera e esfregará todo o seu corpo de forma nada delicada.

A última etapa é uma massagem, deitado também numa pedra de mármore, o seu massagista irá dobrar o seu corpo em posições que você imaginou conseguir estar. No final de todo o processo, o mundo e o seu corpo nunca mais serão os mesmos, e você terá tido uma experiência secular turca.

Os preços variam de hamam para hamam, mas em geral o tratamento de esfoliação e massagem gira em torno de 40 a 50 liras turcas. Prefira os hamams que são usados pelos turcos no seu dia-a-dia e evite os estabelecimentos criados essencialmente para atender turistas, mais caros e que não oferecem uma experiência tão tradicional.

Turquia: Islã

Regras para vista a uma mesquita em Istambul

De maneira geral o Islã possui uma presença moderada na Turquia. Em Istambul e na parte mais ocidental do país há tantas mesquitas quanto bares e por vezes é fácil esquecer que estamos visitando um país muçulmano.

É entretanto preciso tomar cuidado com alguns comportamentos durante o Ramadã, o mês sagrado, onde os muçulmanos jejuam entre o amanhecer e o entardecer. O Ramadã a cada ano acontece num mês diferente. Nesta ocasião convém o visitante não comer, beber ou fumar em público, além disso, não se vista de maneira provocativa já que eles também precisam abdicar-se de sexo neste período.

Para muitos viajantes a Turquia pode ser a primeira experiência num país muçulmano. Na verdade o Islã possui muitas coisas em comum com o Cristianismo e Judaísmo. Assim como os cristãos, muçulmanos acreditam que Alá (Deus) criou o mundo e tudo mais, de acordo com os contos bíblicos. Eles também reverenciam Noé, Abraão, Moisés e Jesus como profetas embora eles não acreditem que Jesus era divino.

Onde o Islã se difere do Cristianismo e Judaísmo é na crença que o Islã é a “perfeição” das antigas tradições. Embora Moisés e Jesus terem sido profetas, Mohamed foi o mais importante e a quem Alá comunicou a sua última revelação.

O Islã diversificou-se em muitas versões desde o tempo de Mohamed, entretanto, os cinco pilares do Islã: a profecia da fé, preces diárias, generosidade, o jejum no mês do Ramadã e peregrinar a Meca são partilhados por todo o mundo muçulmano.

O Islã é a religião mais seguida na Turquia, embora muitos turcos tenham uma postura relaxada em relação as práticas de sua religião. O fato de jejuarem durante o Ramadã é em geral seguido e os dias santos do Islã são tratados com muito respeito, mas para muitos o dia sagrado, que para eles é a sexta-feira, são as únicas vezes em que visitam as mesquitas.

Caso você já tenha passado por outros países muçulmanos com regras mais restritas você achará as práticas do Islã na Turquia bastante diferentes e moderadas.

Como visitante, recomendo que tenha atenção com as roupas que veste. As mulheres em especial, devem observar o que as locais costumam usar. Pelas ruas de Istambul você verá tops e jeans ajustados ao corpo, mas decotes e saias curtas só são naturalmente aceites em clubes noturnos. As mulheres devem ainda trazer um xale para cobrir a cabeça durante as visitas as mesquitas. Nas ruas não é necessário usar um lenço na cabeça mas caso for visitar a parte mais oriental do Turquia, como a região da Anatólia, mangas longas e calças folgadas irão chamar menos atenção. Nestas regiões é importante lembrar que as mulheres tem uma vida muito restrita as suas casas, assim sendo, ali não é o lugar ideal para que você pratique o seus conhecimentos em idioma turco, mesmo um sorriso ou uma rápida troca de olhares com um homem, pode soar-lhes como um convite. Ao lidar com homens nestas regiões as mulheres devem ter uma postura formal e educada, não seja amigável.

Também há um dresscode para os homens, de maneira geral shorts, camisetas justas ou sem mangas não são bem vistas. A regra para os homens é serem discretos, eu sei que você pode se matar na academia para conseguir um corpo malhado, mas na Turquia contenha-se na sua necessidade de exibir a sua boa forma física em público.

Sunday, 12 May 2013

Turquia: Salve Jorge

É fato. Uma novela ou filme pode trazer muitas divisas para uma cidade ou país, que o diga a Turquia, que juntamente com o Morro do Alemão no Rio de Janeiro serve de cenário para a mais recente trama da Rede Globo.

No hostel onde estava hospedado em Istambul em conversa com uma das recepcionistas, esta comentava do aumento do número de brasileiros a visitar a cidade, até que eu lhe expliquei o motivo: Salve Jorge.

Várias cidades usam deste artefato para se promover, Paris e Roma apostaram em produções de Woody Allen, Lisboa já se promoveu de forma modesta no Brasil através de uma novela onde alguns personagens vinham até a capital portuguesa participar de um desfile de moda, e agora é a vez da Turquia a se promover no Brasil, e parece que a aposta tem dado resultado.

Na minha visita recente a Turquia era notável o número de brasileiros nas ruas, ouvia-se português facilmente pelas ruas de Istambul, alguns lugares já possuíam informações de passeios e até cardápios de restaurantes traduzidos para o português brasileiro. Conheci uma guia na Capadócia que estava interessada em aprender português para poder atender a demanda de turistas brasileiros.

É notável que as condições econômicas favoráveis no Brasil levem os brasileiros a viajarem mais, por norma somos vistos como turistas que gastam muito nos destinos visitados e é normal que cada vez mais países e cidades queiram se promover no Brasil. Numa reportagem recente vi que Turkish Airlines, a única empresa área que oferece uma ligação direta entre a Turquia (Istambul) e o Brasil (São Paulo) ia aumentar suas frequências nesta rota devido ao aumento do número de brasileiros interessados em visitar o país.

Mas nem tudo é como na novela e alguns brasileiros podem se decepcionar em alguns pontos. A novela da Globo usa a Turquia como cenário para uma história e não tem a ambição de ser fiel a realidade turca e até explora alguns estereótipos daquele país.

Salve Jorge é uma visão exagerada da realidade, como quase todas as cidades retratadas pela ficção. A maioria dos brasileiros querem ver de perto cenários como a boate das mulheres traficadas (que não existe), pelas cenas em que Morena (Nanda Costa) aparece fugindo pelas ruas, o lugar fica no bairro boêmio de Tarlabasi. Na novela os personagens se movimentam com facilidade entre a Capadócia e Istambul, na realidade ambos os lugares estão a várias horas de viagem.

Outros personagens trabalham no Grand Bazaar, parada obrigatória de todos os turistas em Istambul. Já a rua onde eles costumam se encontrar é inspirada na Istiklal, a mais movimenta artéria comercial de Istambul, mas também se situa nos estúdios da Globo.

Ela não corresponde exatamente a nenhum lugar real mas a precisão dos detalhes até que impressiona. A diretora de arte da novela, Fernanda Bedran, esteve na Turquia em 2012 e coletou centenas de objetos, de garrafas de água a sacolas de supermercado para depois reproduzí-los no Brasil com perfeição absoluta.

E há ainda a Basílica de Santa Sofia, onde o casal de protagonistas levou um sermão de uma das curadoras por causa de uma ardente cena de beijo. É praticamente impossível para um brasileiro contemplar o belíssimo mosaico do Cristo Pantocrator, que aparece na abertura da novela sem cantar mentalmente: Salve Jorge!

Turquia: Basílica Cisterna

Basílica Cisterna - Istambul - Turquia

Um dos lugares mais interessantes para se visitar em Istambul é a Basílica Cisterna que é a maior das dezenas de cisternas construídas na capital turca durante o período bizantino, tendo sido construída em poucos meses no ano 532 utilizando 336 colunas romanas procedentes de templos pagãos da região da Anatólia.

Basílica Cisterna - Istambul - Turquia

Especialmente nos meses de verão quando a temperatura da cidade pode ser sufocante, visitar este lugar é sem dúvida uma ótima opção pois no seu interior o clima é sempre agradável, fresco. A cisterna era usada para armazenar água para o Grande Palácio e para outros edifícios ao reder como a Igreja de Santa Sofia e a Mesquita Azul.

Basílica Cisterna - Istambul - Turquia

Eventualmente fechada, parecia ter sido esquecida pelas autoridades da cidade até que Petrus Gyllius estava pesquisando antiguidades bizantinas em 1545 e foi informado por locais de que se podia obter água descendo baldes no subterrâneo. Intrigado, Gyllius explorou as redondezas e descobriu uma casa por onde a cisterna podia ser acedida. Mesmo após a descoberta, os Otomanos não deram o devido valor ao local tornando-o um depósito de lixo e até mesmo corpos.

Basílica Cisterna - Istambul - Turquia

A grandeza da sua concepção é totalmente extraordinária e recomendo a quem a visitá-la não deixar de observar as duas colunas suportadas por estruturas de pedra com a representação de cabeça para baixo de Medusa ou a coluna central em formato estalactítica.

Basílica Cisterna - Istambul - Turquia

A visita é feita através de uma plataforma de madeira construída para os visitantes, haverá sempre algumas gotas de água a caírem do teto e algumas carpas a nadarem na água da cisterna. Não há muita luz no interior da cisterna, trazendo um lugar um clima sombrio. Há também um pequeno café próximo a saída o que é certamente um lugar nada habitual para tomar uma xícara de chá.

Saturday, 4 May 2013

Atatürk

 

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É impossível viajar pela Turquia e não ver e ouvir este nome, o principal aeroporto do país leva o seu nome, você irá ver fotos, estátuas, bandeiras, adesivos e nomes de rua com seu nome. Mas afinal, quem é Atatürk? O que ele significa para os turcos?

Atatürk foi o primeiro presidente e fundador da República da Turquia. Antes dele a Turquia era um país que ainda trazia a base do império otomano-muçulmano nas leis e tudo mais. Era praticamente um estado teocrático assim como a maioria dos países árabes hoje, uma combinação que a meu ver tem tudo para dar errado, religião e política, e ainda haviam os sultões e califas que tinham poder ilimitado.

Atatürk simplesmente acabou com o poder dos califas e sultões, criou o novo Estado da Turquia e as novas leis baseadas em leis modernas. Ele separou o estado da religião, fazendo da Turquia o único país muçulmano em que as leis que regem o país não são inspiradas no Islam. O sistema legal da Turquia é baseado no direito romano graças a ele. Graças a ele também as mulheres turcas não precisam obrigatoriamente usar véus, podem ir à universidade e tem na teoria os mesmos direitos dos homens, na prática não é bem assim, mas tal acontece mais por razões culturais.

O cara se meteu até nas letras e resolveu abolir o alfabeto árabe e fez com que a população passasse a usar o alfabeto latino, mas moderno, principalmente aos olhos do mundo ocidental, um ato controverso a meu ver, pois isso fez com que o passado da Turquia ficasse inacessível ao cidadão comum, pois poucos tinham a oportunidade de aprender a antiga escrita.

Atatürk na verdade é o seu sobrenome, o seu nome era Mustafá Kemal, mas Kemal foi um nome dado pelo seu professor e significa “perfeição”, os turcos tem as vezes por hábito depois de uma certa idade mudar de nome. Antes de Atatürk para vocês terem uma ideia, os turcos não tinham sobrenome.

Atatürk mudou tudo, o sistema penal, a organização militar, o sistema educacional e fez com que os turcos criassem sobrenomes para suas famílias. Isso por volta de 1930, e ele mesmo resolveu que seu sobrenome seria Atatürk, que significa Pai dos Turcos. Ok, o cara não era nada modesto, mas temos que admitir que ele fez muita coisa para um homem só, mudar um país tão drasticamente como ele fez não deve ter sido tarefa fácil e é por isso que acabei por me interessar e por saber cada vez mais a respeito deste turco.

Pode ter faltado humildade da parte dele na criação do seu sobrenome mas a realidade é que ele é realmente considerado o pai da nação turca, os turcos o idolatram, e não é por menos, sem ele a Turquia seria dividida em um monte de pequenos países teocráticos, pobres e injustos.

Istambul: Aeroporto Atatürk

Aeroporto Ataturk - Istambul - Turquia

A maioria dos voos chegam a Turquia através do Aeroporto Atatürk, localizado 20 km a oeste do centro de Istambul. A partir do aeroporto há várias maneiras de chegar ao centro da cidade, você pode apanhar um taxi que te custará em torno de 40 a 50 liras turcas (dependendo do trânsito) até a Praça Taksim, esta é a maneira mais cômoda, mas também a mais cara, com o benefício de poder te deixar na porta do seu hostel/hotel.

Outra opção e pela qual pessoalmente optei são os ônibus/autocarros expressos da empresa Havatas que partem a cada meia hora entre as 04:00hs e 00:00hs para a Praça Taksim com o custo de 10 liras turcas. Esta opção é especialmente interessante se seu hotel/hostel está próximo desta praça.

Bilhete de ônibus Havatas

Há ainda o metrô, que funciona das 06:00hs até 00:00hs, na verdade a estação fica a 10 minutos de caminhada do aeroporto e te levará diretamente até ao Terminal Rodoviário (Otogar), com possibilidade de transferência para outros meios de transporte como o bonde/elétrico e outras inúmeras áreas de Istambul. Esta opção é especialmente atraente se seu hotel/hostel fica na parte antiga da cidade, chamada Sultanahmet. O custo da viagem é de 3 liras turcas.

Cidadãos brasileiros que pretendem visitar a Turquia à turismo, graças a um acordo bilateral entre os governos, ficam isentos de obter visto, e poderão permanecer por um período de até 90 dias, renováveis desde que a permanência total não exceda a 180 dias por ano.

Aeroporto Ataturk - Istambul - Turquia

Cidadãos portugueses necessitam de visto para entrar na Turquia, entretanto o visto pode ser obtido no próprio aeroporto, apresentando passaporte válido por no mínimo 6 meses e pagando uma taxa de 15€.

Obs: Os valores mencionados neste post são referente a Fevereiro/2013.

Sunday, 31 March 2013

Turquia: Moeda – Lira Turca

Frente de uma nota de 5 Liras Turcas

A moeda usada na Turquia é a Lira Turca (Turkish Lira), sendo que a abreviatura utilizada para a moeda é TL.

Em 2005 a Turquia cortou 6 zeros da sua moeda, durante o período de transição entre 2005 e 2009 a moeda foi chamada de nova lira (yeni lira) oficialmente.

Entretanto desde 01 de Janeiro de 2009 uma nova série de notas e moedas foram introduzidas no país e desde então a moeda voltou a ser chamada simplesmente de lira.

Cada lira é dividia em 100 kurus (abreviatura kr) e as denominações das notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 liras turcas. As moedas possuem as denominações de 1 (muito raras), 5, 10, 25, 50 kuruses e 1 lira.

Durante a minha viagem que ocorreu em Fevereiro de 2013 estas eram as cotações para a lira turca:
€ 1,00 = 2,32TL
US$ 1,00 = 1,80TL
R$ 1,00 = 0,90TL

Verso de uma nota de 5 Liras Turcas

Turquia – Como Chegar?

Partindo do Brasil:
A Turkish Airlines oferece ligações diretas entre São Paulo e Istanbul, além disso é possível aos brasileiros chegarem a Istanbul através de outras companhias aéreas europeias como Air France (via Paris), KLM (via Amsterdam), Iberia (via Madri), British Airways (via Londres) e Lufthansa (via Frankfurt).

O governo turco não exige visto para turistas brasileiros por um período de 90 dias prorrogáveis por mais 90 dias (total de 180 dias por ano). É necessário entretanto possuir um passaporte válido por no mínimo 6 meses no momento de entrada no país.

Partindo de Portugal:
A Turkish Airlines oferece ligações diretas entre Lisboa e Istanbul, outras opções interessantes são com a Air France (via Paris) ou com a Iberia (via Madri).

Os portugueses necessitam de visto e passaporte válido para entrar na Turquia. Pode obter-se o visto à entrada no aeroporto, na Turquia, apresentando para tal o passaporte válido (validade mínima de 6 meses para frente a contar da data de viagem, em caso de validade inferior é aconselhável renovar o passaporte). O custo do visto na fronteira é de 15,00€ podendo permanecer-se na Turquia durante um período de até 90 dias.

Recomendação de leitura: Café Turco

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Através da recomendação de um amigo que sabia que eu estava a andar por terras turcas tomei conhecimento deste livro escrito por Guto Castro, uma história que se passa majoritariamente na Turquia e que além de muito bem escrita nos faz entender um pouco mais das tradições e cultura turca.

O livro caiu-me como uma luva durante a viagem já que estava justamente a conhecer alguns dos lugares onde se passava a história. Se esteve ou vai visitar a Turquia em breve recomendo vivamente esta leitura, o livro pode ser adquirido através do site da Amazon no seguinte link: Café Turco.

Deixo abaixo um dos trechos de que mais gostei no livro:

Ela contava que quando era ainda criança, ela estava brincando aqui perto – pois haviam vindo ao palácio para uma peregrinação, e sentiu algo escorrendo entre as pernas. Foi correndo ao banheiro e descobriu que sua primeira menstruação havia chegado. Ela sabia que isso viria cedo ou tarde e saindo do banheiro falou com a avó dela o que havia ocorrido.

Minha bisavó ficou animadíssima e já retirou um véu extra que trazia na bolsa, entregando para que minha mãe o usasse sobre a cabeça e o rosto. Minha mãe desde criança achava aquilo um absurdo e uma forma de submissão feminina. Ela pegou o véu e saiu correndo em direção à essa igreja aqui mesmo, que já era abandonada na época.

A mãe de Jasmim, minha avó, ao ver a filha correndo seguiu-a e esperou uns minutos do lado de fora da igreja. Entrou devagar e encontrou a filha sentada em um canto chorando, com o véu largado à sua frente.

A mãe abraçou a filha que começou a soluçar nos braços da mãe, dizendo quase que engolindo as palavras em meio às lagrimas que não queria ser mulher, que não queria sofrer como as mulheres, que não queria se esconder atrás de um véu.´

Minha avó disse então à minha mãe: Filha, você tem a sorte de ter nascido em uma época de transformações e revoluções. O que eu, minha mãe e a mãe de minha mãe tivemos de passar, você só passará se assim o permitir. Outras mulheres que virão depois de você, dependerão da forma como vocês enfrentarão o mundo. Cabe a você decidir o que quer.

Algumas pessoas vão tentar impor à você um fardo que não lhe pertence, vão tentar fazer com que você haja em conformidade com aquilo que eles crêem. Mas cabe a você aceitar ou não.

E, pegando o véu que estava jogado no chão, continuou: Este véu por exemplo. Você pode usá-lo como uma amarra que a prende ao passado, que esconde seu rosto e sua cabeça como se o fato de ser mulher trouxesse uma culpa maior do que a que qualquer homem traz. Enquanto dizia isso a minha avó enrolava  o véu sobre a cabeça e tampava o rosto de minha mãe.

Ela então continuou: Ou você pode olhar este véu como algo que a embeleza, que a diferencia dos homens e a ajuda a alcançar outros estágios da vida, como um símbolo que você o domina e não é dominada por ele. Colocando-o sobre a cabeça, quando quer, quando precisa se proteger do sol, da chuva, da vida. Retirando-o para se mostrar ao mundo, usando-o como um lenço, um echarpe.

Ao falar isso ela ia desenrolando o véu e o amarrava no pescoço da minha mãe como um adorno.

Enfim, minha filha. Não ligue para o que a vovó disse, não ligue para o que vão dizer. Use o véu quando quiser, quando achar que deve e que precisa. Você controla o véu, não o contrário. Se você não for capaz de controlar um pedaço de pano, como controlará a sua vida?

Turquia

Bandeira da Turquia

Tenho demorado cada vez mais tempo para escrever sobre os meus destinos visitados neste blog, não que os destinos atuais sejam menos interessantes, a cada viagem que faço vejo quão diverso é este nosso mundo e constato que ele está cheio de pessoas amáveis e interessantes para se conhecer.

A Turquia marca um grande momento em minha vida, o meu 25º país visitado foi uma experiência inigualável, tudo o que vivi e vi naquele país ficará para sempre guardado na minha memória. Uma cultura distinta, rica, um povo gentil e hospitaleiro que fizeram desta viagem uma das mas enriquecedoras e divertidas da minha vida.

Geograficamente falando o país é rodeado por vizinhos com os quais a Turquia possui problemas históricos, como a Grécia, Bulgária, Irã, Armênia, Síria, Geórgia, Chipre e Iraque. No mundo político, o país a muitos anos tenta sem sucesso fazer parte da União Europeia mas ainda há muitos obstáculos econômicos e culturais para que seja aceite na união.

O meu primeiro contato com o mundo muçulmano foi no Marrocos, não sou religioso, pelo contrário, mas desde então fiquei fascinado com seus rituais e sua cultura. Na Turquia entretanto, tive a oportunidade de ver um país com uma visão mais soft do islão, os turcos fazem uma interpretação mais liberal do livro sagrado dos muçulmanos e fazem deste país um lugar ainda mais interessante para ser conhecido.

É interessante andar pelas ruas da sua capital Istambul e ver lado a lado mulheres de mini-saia com lindas pernas a mostra lado a lado com mulheres a usarem burca. Há uma dicotomia fascinante a pairar sobre Istambul, o velho e o novo, o tradicional e o moderno, o sagrado e o profano fazem desta cidade e da Turquia como um todo um lugar onde é impossível o visitante ficar indiferente a diversidade humana e a beleza destas diferenças. Na minha opinião talvez seja isso que nos faça humanos.