My dream is having all this map painted in red.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Aeroporto Charles de Gaulle - Paris

Aeroporto Charles de Gaulle - Paris

 

O Charles de Gaulle é o principal aeroporto de Paris, fica localizado a 30 km a norte da cidade, é conhecido por ser confuso e pouco funcional, possui três terminais, Terminal 1, Terminal 2 e Terminal 3.

 

A partir do aeroporto Charles de Gaulle a maneira mais fácil para chegar até o centro de Paris e de trem (comboio), conhecido em Paris por RER.

 

Procure as indicações do "RER B" que o levará até o centro de Paris parando nas estações Gare du Nord, Châtelet-Les Halles, Saint-Michel Notre-Dame, Luxembourg, Port-Royal, Denfert-Rochereau e Cité Universitaire. O bilhete de ida custa 8,50€ e pode ser comprado nas máquinas automáticas ou nas bilheterias. Mantenha o bilhete contigo por toda a viagem pois é comum os fiscais pedirem o bilhete para conferência.

 

Ao retornar ao aeroporto no fim da sua viagem tenha em mente que há duas estações que serverm o aeroporto: Charles de Gaulle 1 que te dará acesso ao Terminal 1 e Terminal 3 e Charles de Gaulle 2 que te dará acesso ao Terminal 2. Confirme no seu bilhete aéreo de que terminal parte seu voo.

 

Obs: Os valores mencionados neste post são referentes a Dezembro de 2009. Para informações atualizadas visite o site RATP.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Le Petit Prince

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Estava eu a andar sem rumo por Paris, perdido na cidade luz, quando passo em frente a uma pequena loja de livros com um velhor senhor a porta. Exposto na sua vitrine estava este livro, um romance de Antoine de Saint-Exupéry de 1943 que desde criança é um dos meus livros favoritos. Não resisti e acabei por comprar a versão em francês deste livro.

 

Teoricamente é um livro para crianças mas tem um grande teor poético e filosófico que me fascinou quando era pequeno. Na verdade o livro pertencia a minha irmã mas o fato é que acabei por ler o livro e me interessei imenso pela estória.

 

"O Pequeno Príncipe" (BR) ou "O Principezinho" (PT) é o livro francês mais vendido no mundo, trata-se também da terceira obra literária mais traduzida no mundo tendo sido publicado em mais de 160 línguas ou dialetos.

 

Pode estar aqui uma ótima sugestão de presente para os muitos amigos-secretos que você irá participar neste fim de ano.

Edith Piaf

La Vie en Rose - Edith Piaf

 

Estou totalmente apaixonado pela França, estes dias de férias na Cidade Luz me fizeram muito bem, para aqueles que como eu gostam do cinema francês outro filme a não perder é o "Piaf - Um Hino ao Amor" (BR)  ou "La Vie en Rose" (PT).

 

Nascida no bairro de Belleville, em Paris, Édith Giovanna Gassion demorou a conquistar prestígio como cantora em seu país. Após anos na estrada, acabou sendo descoberta por um caça-talentos que lhe apelidou de Piaf (passarinho, em francês) e lhe deu a oportunidade de cantar em alguns cabarés bem freqüentados da capital francesa. O nome Edith Piaf passou, então, a ser reconhecido por toda a Europa, e alguns comparavam a voz de Edith Piaf como sendo a alma de Paris e a voz da França.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

 

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

 

Esse é um dos meus filmes prediletos, sou um fã do cinema francês que sempre nos brinda com belas histórias. "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" é sem dúvida um filme que se você ainda não o viu não deve deixar de ver.

 

O filme conta a história de Amélie, uma menina que cresceu isolada das outras crianças. Isso porque seu pai achava que Amélie possuia uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de freqüentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta.

 

Após sua maioridade, mudou-se do subúrbio de Paris no bairro de Montmartre onde começou a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.

 

A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Les Champs-Élysées

Les Champs-Élysées - Joe Dassin

 

Conheci esta música do Joe Dassin a mais ou menos um ano atrás e gostei desde o primeiro momento que a ouvi, desde então sempre fiquei a pensar em caminhar pela "Champs-Élysées", a mais famosa avenida de Paris a ouvir esta música no meu iPod, contemplando tudo a minha volta. Nesta minha semana de férias em Paris consegui fazer isso e com a vantagem adicional de apreciar a Champs-Élysées com sua linda decoração de natal e chego a conclusão que gosto mais de Paris a cada nova esquina que passo.

 

Les Champs-Élysées

Je m'baladais sur l'avenue
Le coeur ouvert à l'inconnu
J'avais envie de dire bonjour
À n'importe qui
N'importe qui ce fut toi
Je t'ai dit n'importe quoi
Il suffisait de te parler
Pour t'apprivoiser


Aux Champs-Élysées
Aux Champs-Élysées
Au soleil, sous la pluie
À midi ou à minuit
Il y a tout ce que vous voulez
Aux Champs-Élysées


Tu m'as dit "J'ai rendez-vous
Dans un sous-sol avec des fous
Qui vivent la guitare à la main
Du soir au matin"
Alors je t'ai accompagnée
On a chanté, on a dansé
Et l'on n'a même pas pensé
À s'embrasser


Aux Champs-Élysées
Aux Champs-Élysées
Au soleil, sous la pluie
À midi ou à minuit
Il y a tout ce que vous voulez
Aux Champs-Élysées


Hier soir deux inconnus
Et ce matin sur l'avenue
Deux amoureux tout étourdis
Par la longue nuit
Et de l'Étoile à la Concorde
Un orchestre à mille cordes
Tous les oiseaux du point du jour
Chantent l'amour

 

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Aux Champs-Élysées
Aux Champs-Élysées
Au soleil, sous la pluie
À midi ou à minuit
Il y a tout ce que vous voulez
Aux Champs-Élysées

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Moulin Rouge

Moulin Rouge

 

Moulin Rouge

 

O cabaré mais famoso do mundo eternizado nos cartazes de Toulouse-Lautrec não podia ficar fora do meu roteiro por Paris.

Além do mais adoro o filme de mesmo nome com a linda atriz Nicole Kidman interpretando Satine. Viva a boemia do Moulin Rouge!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quelqu'un M'a Dit

Quelqu'un M'a Dit - Carla Bruni

 

A voz de Carla Bruni é sem dúvida linda, e não só a voz ela é linda também. Apesar de cantar em francês ela é na realidade italiana, mas foi criada na França e na Suiça, casada com o atual presidente francês Nicolas Sarkozy ela é a primeira dama da França além de cantora e compositora.

Está música faz parte da trilha sonora que preparei para a minha viagem a Paris. Como é bom flanar por Paris e ouvir a suave e doce voz de Carla Bruni.

 

Quelqu'un M'a Dit

 

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses.
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux

 
Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors?

 

On dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parait qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou

 

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors?

 

Mais qui est ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit,
J'entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits
"il vous aime, c'est secret, lui dites pas que j'vous l'ai dit"

 

Tu vois quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore, me l'a t'on vraiment dit...
Que tu m'aimais encore, serais ce possible alors?

 

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s'en fait des manteaux,

 

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Não, Eu não me arrependo de nada

Non, Je Ne Regrette Rien - Cassia Eller

 

Adoro a língua francesa, a sonoridade desta línga é algo fantástico, adoro ouvir as francesas a falar, sento num café qualquer de Paris e fico a prestar a atenção na conversa delas, não há nada mais sexy neste mundo.

 

Aproveito para deixar mais uma música em francês aqui no blog. Desta vez um música em francês interpretada por uma cantora brasileira. Adoro a versão desse clássico da música francesa, numa das mais belas músicas da famosa cantora Édith Piaf cantada por Cassia Eller.

 

 

Non, Je ne Regrette Rien

 

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

 

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.

 

Avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
Mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.

 

Balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
Balayés pour toujours
je repars à zéro...

 

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

 

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
ça commence avec toi

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sugestão de leitura para quem vai a Paris

Paris - Julien Green

 

 

Comprei este livro a alguns meses atrás durante uma das minhas muitas visitas a Fnac. Um livro escrito por Julien Green e traduzido em Portugal pelo jornalista Carlos Vaz Marques e que gostei muito de ler, o livro fala da Paris de "Julien Green", uma visão muito pessoal sobre a capital francesa escrita por este autor e que vale a pena ler. Aproveito também para parabenizar o trabalho de tradução realizado por Carlos Vaz Marques neste e em outros livros traduzidos por ele que já li.

 

Tomo a liberdade de transcrever aqui um trecho do livro que gosto muito e que consta na contra do mesmo e o prefácio do livro escrito por Carlos Vaz Marques.

 

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Paris é uma cidade de que se poderia falar no plural, tal como os gregos falavam de Atenas, porque há muitas parises e a dos estrangeiros só superficialmente tem algo em comum com a Paris dos parisienses. A não ser que se tenha perdido realmente tempo numa cidade, ninguém poderá considerar que a conhece bem. A alma de uma grande cidade não se deixa apreender facilmente; é preciso, para se comunicar com ela, termo-nos aborrecido, termos de algum modo sofrido nos lugares que as circunscrevem. Seja quem for, pode, sem dúvida, munir-se de um guia e constatar a presença de todos os monumentos, mas dentro dos próprios limites da cidade de Paris existe um outra cidade de tão difícil acesso como foi difícil outrora o acesso a Timbuctu. «Julien Green»

 

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Prefácio

 

Há neste livro uma palavra que ficou deliberadamente por traduzir. Talvez aquela que melhor define o espírito deste texto e o espírito com que Julien Green o escreveu. Flâneur, na definição do Grande Dicionário de Francês-Português Domingos Azevedo, é aquele «que passa o tempo passeando sem destino pelas ruas e praças». Será também o «ocioso», ou mesmo, na definição do dicionário da Porto Editora, o «vadio», «o polidor de calçadas». Em todo o caso, traduções que não esgotam nem transportam em si a polissemia e o perfume da palavra francesa.

 

É certo que o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa recolhe o termo flanador, a palavra flanância e mesmo o verbo flanar. Galicismos cujas primeiras ocorrências datam de finais do século XIX (com excepção de flanância, de que só há registo já nos anos setenta do século XX). Expressões que o idioma nunca terá absorvido por inteiro e que estão longe de fazer parte do léxico comum.

 

O que as palavras (ou a ausência delas) dizem acerca dos hábitos dos povos seria matéria para as mais absorventes especulações, naturalmente, mas não é este o momento apropriado para esse tipo de exercícios. Será de notar, contudo, que na língua portuguesa também se passeia, também de deambula, também se vagueia e se perambula, embora sem que esses saudáveis hábitos tenham sido elevados, pelo menos em termos lexicais, à categoria de um estado de espírito e de um modo de estar claramente identificáveis. É aqui que entra o conceito de flânerie, em que cabe por inteiro este texto belíssimo e inclassificável.

 

Ficará para os exegetas da obra de Julien Green decifrar até que ponto terá sido relevante, para a relação do escritor com a cidade onde nasceu, o facto de ele ter querido manter-se estrangeiro nela até o fim da vida. Estrangeiro, aqui, não é uma força de expressão, nem um recurso estilístico. Trata-se da descrição prosaica e factual do estatuto de cidadão norte-americano de que nunca abdicou. Nem mesmo quando o presidente Pompidou lhe propôs que aceitasse a cidadania francesa.

 

Filho de pais emigrados, vindos da América sulista, Julien Green nasceu em Paris, viveu em Paris durante toda a ida (à excepção dos tempos de estudante e do período de exílio que correspondeu à Segunda Guerra Mundial), morreu em Paris e foi, nas suas próprias palavras, «um escritor francês de nacionalidade americana». Tornar-se-ia, aliás, o primeiro escritor estrangeiro a conquistar um lugar na Academia Francesa.

 

Paris é, de alguma forma, uma espécie de testamento. Foi um dos últimos livros publicados por Julien Green e não será descabido ver nele a chave para muito do que o autor escreveu. Uma chave que o próprio assinala, referindo-se expressamente a alguns dos romances que publicou.

 

Mais do que um texto atravessado por uma melancolia que tem já qualquer coisa de despedida, Paris será, acima de tudo, no entanto, uma declaração de amor, um álbum de memórias e um guia poético e pessoalíssimo sobre uma cidade transformada em personagem central não só deste livro como da própria vida do seu autor.

 

Literatura de viagens, portanto. Porque há intensidades amorosas que só a literatura sabe exprimir. Do mesmo modo que há descobertas que só se fazem viajando. Seja a viagem para os antípodas ou, como neste caso, em pequenos passos, numa flânerie permanente, à volta do lugar que se aprendeu a conhecer como nosso, num trajecto feito não só no espaço mas também (e talvez sobretudo) no tempo. «Carlos Vaz Marques»

domingo, 29 de novembro de 2009

Vive la France

Bandeira de França

 

Já não era sem tempo, finalmente vou visitar a França, alguns amigos franceses já me perguntavam o que é que eu tinha contra a França por ainda não ter passado por lá e já estando a viver na Europa a mais de 2 anos. A resposta é que não tenho nada contra, absolutamente nada, contra a França, pelo contrário, admiro e muito a cultura, a língua e o povo francês. Talvez a demora tenha acontecido por culpa da própria França, pois este é um país de infinitas possibilidades, com muita coisa para ver e fazer e nem sempre temos tempo para aproveitar tudo, admito que já tive oportunidades anteriores de visitar a França mas sempre as recusei pois achava inglório passar poucos dias por lá mas desta vez tenho uma semana inteira para explorar PARIS, a cidade luz, a cidade mito e tenho a certeza que terei muitas coisas para escrever por aqui após esta viagem.

 

Mal posso esperar para chegar em Paris, a comida, os vinhos, a literatura, o cinema, a arte e a arquitetura francesa sempre me chamaram a atenção e será um sonho ver, sentir e saborear tudo isso na capital Francesa. A França é definitivamente um lugar que estimula o intelecto e presenteia os sentidos dos seus visitantes.

 

Um país cheio de história, no passado foi uma das maiores potências do planeta, era uma potência militar e o centro cultural do mundo, mandar um filho estudar em Paris no passado era garantia de um belo futuro para quem quer que fosse. Hoje o país já não é mais a potência militar do passado mas continua sendo um dos centros culturais da Europa, o cinema, a literatura e a música francesa ainda exercem grande fascínio em todo o mundo.

 

Turisticamente falando é o país mais visitado do mundo, sem dúvida algo de especial este país há de ter e vou ter uma semana para descobrir, tudo bem que pelo menos desta vez fico somente pela capital, Paris, mas espero que esta seja a primeira de muitas visitas a França.

 

Prometo contar tudo em breve.

Au revoir!!!

 


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