My dream is having all this map painted in red

Tuesday, 2 October 2012

Atenas – A cidade dos Deuses

Três milênios de idade e um povo preocupado com o seu legado fazem da herança histórica de Atenas uma maravilha difícil de superar. A cidade é um espetáculo ao ar livre, estrelado principalmente pela Acrópole, o Parthenon e outros registros palpáveis do chamado berço da civilização Ocidental e da democracia. A riqueza do passado se encaixa em uma metrópole europeia moderna que, se observada na sua aparente confusão de carros e poluição, é prontamente radiografada como boêmia, cosmopolita e eclética.

Quem caminha por suas ruas sente logo os aromas de cordeiro, iogurte, alho, limão e outros itens da deliciosa culinária grega. Andar em Atenas é também viajar no tempo, flagrando sacerdotes ortodoxos a se misturar com a multidão na Praça de Syntagma, ou vendo automóveis passar em frente ao Arco de Adriano. Paradoxos estimulantes a se contemplar entre belos restaurantes, uma vida noturna agitadíssima, sim, é verdade, muitas noitadas gregas acabam com gente dançando em cima da mesa, e uma boa dose de infraestrutura moderna, o metrô, por exemplo e muitas outras obras alavancada pelas Olimpíadas de 2004.

A primeira vista Atenas pode parecer uma cidade a precisar muito de uma mão de tinta, é preciso se abstrair disso para poder contemplá-la, entendê-la e apreciá-la. Uma boa maneira para começar a conhecer Atenas é visitar o labiríntico bairro da Plaka. Quando a Grécia se tornou independente da ocupação turca, em 1833, Atenas era um pequeno povoado concentrado no bairro da Plaka. A cidade cresceu, mas o bairro histórico situado aos pés da Acrópole continua com as mesmas características. Há quem diga que a região foi batizada pelos soldados albaneses que trabalhavam para os turcos no século XVI. Plaka quer dizer "velha", este bairro de Atenas possui uma urbanização desordenada, é um labirinto de ruas estreitas e pracinhas tomadas de lojas de roupas, calçados, artesanato e antiguidades, além de restaurantes e tavernas com mesas ao ar livre. Na maioria das ruas, a circulação de carros é proibida.

Mas para conhecer Atenas é preciso visitar o seu grande cartão postal, a Acrópole (ou "cidade alta", do grego), este monumento é um marco histórico tão importante que, na cidade, os prédios no centro histórico são proibidos de ter mais que quatro andares. Nos outros locais, oito andares é o limite e, assim, em qualquer lugar, a vista chega longe. Mas, voltando à Acrópole, ela é uma colina rochosa onde está preservado o Parthenon, templo construído em homenagem à deusa Atena, "padroeira" da cidade.

Grandiosa, essa construção vive em reformas, o chato é que os andaimes ao redor do monumento atrapalhem o viajante mais observador e dificulte uma impressão de viagem ao passado que o local sugere. As obras de restauração na Acrópole, ainda que necessárias, estão em andamento desde 1983. E é pena que, ao restaurar seu aspecto original, tenham deixado a Acrópole "nova" demais. Recomendo que a visita a Acrópole seja feita logo pela manhã, o mais cedo possível, primeiro porque evita-se os grandes grupos de turistas e segundo por causa do calor que faz naquela parte da cidade, não há sombras, e no verão grego estar ali debaixo do forte sol pode ser uma tortura, não esqueça de levar uma garrafa d’água contigo.

Ao cair da noite não deixe de visitar Monastiraki, é lá onde todos se encontram para tomar uns copos, pôr a conversa em dia com os amigos, jantar e claro, flertar. Jovens, velhos, estudantes, trabalhadores, gays, lésbicas, homens, mulheres, patricinhas, mauricinhos, turistas. Todos se encontram ali. Numa comparação com Lisboa, Monastiraki é o Bairro Alto dos atenienses.

Caminhar por Atenas é reviver a história e desse modo, resumir a história da Grécia e de sua capital Atenas é tarefa tão difícil quanto tirá-la da crise econômica em que se encontra. Demorei imenso tempo para escrever este post pois havia tanto para falar sobre Atenas que fiquei sem saber como condensar tanta informação em algumas linhas e claro que deixei de escrever sobre várias coisas, mas não há problema, vá ao baú e procure os seus livros escolares da primeira classe até à faculdade, a Grécia forneceu matéria a todos.

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