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Wednesday, 12 December 2007

Grã-Bretanha


Separada do continente europeu pelo canal da Mancha, a Grã-Bretanha sempre deu grande valor a preservação de suas tradições. A ilha, no entanto, tem muito mais a oferecer do que imponentes castelos e bonitos vilarejos. A variedade de paisagens, a cultura, a literatura, a arte e a arquitetura, somadas a rica história, resultam em equilíbrio entre passado e presente.
A personalidade da Grã-Bretanha foi criada por sua condição geográfica de ilha. Como nenhuma invasão teve sucesso desde 1066, o povo desenvolveu tradições próprias e, embora hoje faça parte da União Européia, continua se orgulhando de suas diferenças. O passado britânico fica evidente em seus castelos, catedrais, casas rurais e bosques clássicos. Velhos costumes são reeditados a cada ano, nas cerimônias realizadas nos povoados.
A Grã-Bretanha é composta de regiões bem distintas, como Inglaterra, Escócia e País de Gales, nas quais a população preserva a identidade local. Escócia e País de Gales são países separadados da Inglaterra, mas governados por Londres. Ambos possuem costumes próprios e as línguas gaélicas ainda sobrevivem.


A Grã-Bretanha começou a assumir uma união mais sólida no início do século VII, quando diversas tribos anglo-saxônicas, absorvendo as influências celta e romana, uniram-se e atingiram a supremacia na ilha. No entanto, sofreram seguidos ataques dos vikings e acabaram vencidas pelos normandos na batalha de Hastings, em 1066, quando Guilherme, o Conquistador, deu origem à família real que ainda prevalece no país. Ao longo dos séculos, as culturas divergentes dos normandos e dos anglo-saxões se fundiram e formaram a nação inglesa, um processo facilitado pelo fato de o território ser uma ilha. Os quatro reinos escoceses unificaram-se em uma só monarquia com a coroação de Duncan I, em 1034.
Nos quatro séculos seguintes, reis ingleses estenderam seu domínio as regiões vizinhas. O País de Gales foi conquistado em 1282 e a Escócia, por volta de 1296. Os escoceses porém, conquistaram novamente a independência em 1314, com Robert Bruce. Os reis da dinastia Tudor consolidaram o controle inglês e lançaram as bases do futuro sucesso comercial britânico. Henrique VIII percebeu a importância do poderio marítimo e, no reinado de sua filha, Elizabeth I, os marinheiros ingleses saíram pelo mundo para novas conquistas.
Em 1707 foi assinado o Ato da União com a Escócia iniciando os alicerces para o governo representativo da Grã-Bretanha.
Com o impulso da Revolução Industrial e sob o reinado da rainha Vitória, a Grã-Bretanha tornou-se um império colossal, que ditava as regras do mundo no fim do século XIX. Continuamente desafiada pelos demais países da Europa e pelos Estados Unidos, e esgotada pela participação nas duas guerras mundiais, a influência britânica decaiu após 1945 e na década de 1970 quase todas as colônias da Grã-Bretanha tornaram-se nações independentes.


Atualmente Elizabeth II (Elizabeth Alexandra Mary of Windsor) é a rainha e chefe de estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, bem como Rainha de Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu.
Seu filho, o prínciple Charles (Charles Philip Arthur George Mountbatten-Windsor), sendo o filho mais velho, é o herdeiro do trono que juntamente com sua segunda esposa, Camilla Parker Bowles, Duquesa da Cornualha, assumirão o trono após a morte da rainha.
Após um passado de grandes glorias, atualmente a família real britânica vive mergulhada em escandalos dos quais a impressa britânica adora noticiar.
De certo modo os britânicos rejeitam Camila, a nova esposa de Charles, e ainda mantêm extrema compaixão pela eterna Princesa de Gales, Diana (Diana Frances) falecida em um acidente de carro em 1997 em Paris.

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