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Monday, 1 September 2008

Açaí

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Poupa de Açai na Tigela

 

A maioria das pessoas aqui na Europa não conhecem o nosso açaí (estou vendo ai uma oportunidade de mercado), quando me perguntavam se havia algo que eu sentia falta eu sempre me lembrava do açaí, como eu gostava de ir até o Posto do Açai que fica próximo do metrô Paraíso em São Paulo para comer um açaí bem gelado naqueles dias quentes do verão brasileiro acompanhado de cereais ou frutas podendo ser banana ou mamão. O fato de se acompanhar outras frutas não é bem visto pelos habitantes da região norte do Brasil que encaram esta mistura como um sacrilégio. Só de escrever já fico com água na boca novamente. Como estive em São Paulo algumas semanas atrás arrumei um tempinho para saborear uma bela tigela de açaí e matar as saudades desta fruta tipicamente brasileira.
Para quem não conhece o açaí é uma fruta da região amazônica, até a década de 80 era consumido somente no norte do Brasil mas de lá para cá seu consumo se espalhou por outras regiões brasileiras e para alguns outros países com algumas modificações no modo de consumo sendo preparado com sua polpa congelada batida com xarope de guaraná o que gera uma pasta como um sorverte.
O açaí na tigela como é conhecido no Brasil é um alimento muito apreciado por frequentadores de academia e desportistas por ser um alimente de alto valor energético. Apesar do alto teor de gordura do açaí, trata-se em grande parte de gorduras monossaturadas e poliinsaturadas que também estão presentes no abacate por exemplo. Essas gorduras são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim e melhoram o HDL contruibuindo para a prevenção de doenças do coração.

 

Lenda indígena:
Conta a lenda que existia uma tribo indígena muito numerosa. Como os alimentos estavam escassos, era difícil conseguir comida para toda a tribo. Então o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças recem-nascidas seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional da tribo.
Até que um dia a filha do cacique, chamada IAÇÃ, deu à luz uma menina que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades. Ficando vários dias enclausurada em sua oca e pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças.
Certa noite de lua cheia IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma grande palmeira. Lançou-se em direção à filha, abraçando-a. Porém misteriosamente sua filha desapareceu.
IAÇÃ, inconsolável, chorou muito até morrer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos estavam em direção ao alto da palmeira, que se encontrava carregada de frutinhos escuros.
Itaki então mandou que apanhassem os frutos, obtendo um vinho avermelhado que batizou de AÇAÍ, em homenagem a sua filha (IAÇÃ invertido). Alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu a ordem de sacrificar as crianças.

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