My dream is having all this map painted in red

Sunday, 15 March 2009

Casablanca / Dar El Beida

 

A cidade habita o imaginário universal depois que ganhou fama com o filme homônimo de 1942, quando serviu de cenário ao tórrido romance de Hunphey Bogart e Ingrid Bergman durante a Segunda Guerra Mundial. Ao menos neste caso, cinema é fantasia pois nenhuma cena do filme foi gravada ali.
Na verdade, Casablanca é uma cidade portuária e industrial, cujo nome tem sentido literal: a primeira casa contruida depois do terremoto que destruiu a antiga cidade berbere de Anfa em 1755 (o mesmo que devastou Lisboa), era branca para servir como ponto de referência aos viajantes que cruzavam o país e aos navios que se aproximavam da costa. Os árabes traduziram a expressão para Dar El Beida, mas os mercadores espanhóis vindos um século depois oficializaram o nome atual e mantiveram a característica básica da arquitetura da cidade, as casas são todas brancas.
Apesar da pobreza superficial, aparência comum nas ruas de qualquer país árabe, o Marrocos é um país potencialmente rico. Suas terras ocultam 75% das reservas mundiais de fosfato, daí tanta briga com a Argélia por apenas uma faixa de areia no sul do país. O Marrocos é o maior exportador do mundo do valioso produto, mas possui ainda uma fértil agricultura em campos irrigados por todo o interior do país, além das estáveis indústrias do turismo e da pesca.

 

 

Nó século VII, Casablanca era apenas uma povoação berbere nas encostas dos montes Anfa. No entanto, por razões estratégicas e comerciais, já atraia a atenção de potências estrangeiras. Em 1468, a cidade foi saqueada pelos Portugueses, que destruíram totalmente os navios corsários da cidade. Depois, no século XVIII, com o sultanato de Sidi Mohammed ben Abdallah, Dar El Beida (que significa “Casa Branca” - “Casa Blanca” em espanhol) ganhou nova importância graças ao seu porto que tinha um papel primordial nos mercados de açúcar, chá, lã e milho do Ocidente. Mas foi no século XX, com o Protetora Francês, que Casablanca foi alvo da mais profunda mudança. Contra o conselho de peritos, o marechal Lyautey, o primeiro governador residente, prosseguiu com os planos de fazer de Casablanca o centro econômico do país. Para realizar este sonho contratou os serviços de urbanistas para trabalharem neste ambicioso projeto de construção.

 

 

Casablanca continuou a expandir-se mesmo após a independência da França. Arranha-céus futuristas e uma enorme mesquita apontando raios laser para Meca exprimiram mais uma vez o espírito evolucionista da cidade. Com quase 3 milhões e 500 mil habitantes, Casablanca é hoje uma das quatro maiores metrópoles do continente africano e o seu porto é o mais movimentado do Marrocos.

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