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Sunday, 22 August 2010

Livro: Comboio para Budapeste

Comboio para Budapeste

Título original em italiano: Il Treno Dell'ultima Notte
Título em português europeu: Comboio para Budapeste
Aos meus colegas brasileiros tenho que informar que infelizmente ainda não foi lançado uma edição em português brasileiro deste livro.

Sempre que vou fazer uma viagem para qualquer destino que seja tento saber mais da história do país, do seu povo, do seu passado, você pode até não perceber, mas um povo traz consigo muita coisa do seu passado, sabendo mais da história de um povo podemos entender melhor o país visitado, olhamos para a pessoas e para as construções e sabemos que aquele cenário já foi de guerra, já foi pano de fundo para uma história de amor, uma revolta política ou qualquer outro fato que tenha marcado a história daquela nação e assim passamos a olhá-los e interpretá-los de uma forma mais realista e acurada.

Antes de visitar Budapeste fiz questão de ler este livro que tenho de salientar, não é um livro de leitura fácil no ínicio. Não que a leitura seja aborrecida, muito pelo contrário, o livro é intrigante, do início ao fim mas para lê-lo há que tentar não pensar muito nos acontecimentos daquela época. A autora escreve com detalhes tão pormenorizados os dias num campo de concentração nazista que tais detalhes chegaram a me incomodar. Houve momentos que tive de parar de ler pois não conseguia entender como é que a humanidade permitiu que atrocidades como aquelas ocorridas na Europa fossem possíveis de acontecer, o livro é uma obra densa, pesada de ler e que faz com que seja impossível o leitor ficar indeferente aos acontecimentos.

De qualquer maneira o livro da italiana Dacia Maraini merece ser lido pois esta é considerada hoje em dia a mais audaciosa escritora da atualidade.

Descrição do livro:
1956, Amara, uma jovem jornalista italiana, tem como missão redigir um relatório sobre a crescente divisão política entre a Europa de Leste e a Europa Ocidental no pós-guerra. Mas, no seu coração, ela encontra uma outra missão: descobrir o que aconteceu a Emanuele, o seu inseparável amigo de infância. Emanuele era judeu e foi deportado pelos nazis de Viena, durante a guerra, não sem antes lhe dar uma longa série de cartas que Amara ainda carrega com ela.

Em sua busca, Amara atravessa a Europa num comboio que pára em todas as estações, tem panos de renda feita à mão a enfeitar os bancos e tresanda a cabra cozida e a sabão de permanganato. Amara visita horrorizada o que resta do círculo infernal de Auschwitz-Birkenau, percorre as ruas de Viena à procura de sobreviventes, chega a Budapeste no momento em que rebenta a revolta húngara, e treme ao lado dos insurrectos quando os tiros dos carros blindados russos esventram as casas. Na sua aventura, e nos destinos dos homens e das mulheres que vêm entrelaçar-se na sua vida, manifesta-se o sentimento de catástrofe e de abismo em que o século XX mergulhou, e a esperança irreprimível de um mundo diferente.

Pelo caminho, Amara encontra muitos outros sobreviventes, cada um com a sua própria história para contar, e pondera a existência conturbada dos seus próprios pais no mundo opressivo da Itália de Mussolini. Mas será que Emanuele conseguiu sobreviver à guerra ou, como tantos outros judeus de Viena, morreu em Auschwitz ou num gueto da Polónia?
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