My dream is having all this map painted in red

Tuesday, 30 November 2004

28/11/2004


Acordei tarde, almocei e fui para a praia de Dee Why onde haveria um festa brasileira num pub chamado Ark Lounge. Na praia encontrei um brasileiro que veio para Sydney no mesmo vôo que eu. Bati um papo com ele e em seguida fui tomar um sol e nadar um pouco, apesar de estar um dia muito quente a água do mar aqui é um pouco mais fria do que estou acostumado no litoral brasileiro, talvez pelo fato de a Austrália estar mais próxima da Antártida.
A festa brasileira começou as 05 da tarde, a maioria do público presente, claro, eram brasileiros, o pub estava decorado com motivos brasileiros e só tocou música brasileira, estava legal.
Após aproveitar um pouco a festa fui pegar meu ônibus para voltar para casa, como é domingo, tive que pegar um ônibus que passava por uma auto estrada próximo da "minha casa", desci no ponto perto do Forrest Way Shopping e fui caminhando para casa, isso já era mais de meia noite, aqui na Austrália você pode caminhar pela rua a hora que quiser pois praticamente não existe violência, assaltos ou coisas do tipo. Caminhei uns 20 minutos até chegar em casa, tomei um banho e fui dormir.

Um pouco mais sobre a Austrália:
É na hora de voltar para casa que a gente sabe, de verdade, se uma viagem foi boa mesmo, Se pintar aquela vontade de ficar um pouco mais, não tem erro, foi boa. Mas, o que dizer, quando essa sensação aparece desde o primeiro dia que se chega? Pois, isto está acontecendo comigo, hoje me veio em mente que já fazem duas semanas que estou aqui, isto quer dizer que tenho somente mais duas semanas para ficar aqui. Nãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo, eu não quero voltar para o Brasil. Eu adoro meu país, tenho saudades da minha família e dos amigos, mas pensar em deixar o paraíso não é fácil.
Mas acho que esta sensação e comum para todos que chegam na Austrália, é difícil chegar em Sydney sem arregalar os olhos, ou andar pelas suas ruas sem entrar em estado de graça, confesso que no primeiro dia que visitei a região do Circular Quay onde fica o Ópera House e a Harbour Bridge, o sorriso em meu rosto era uma reação involuntária, não conseguia segurar.
Os sydneysiders como são chamados os moradores daqui, vivem uma rotina de dar inveja a qualquer um, adoram praticar esportes ao ar livre, principalmente o rúgbi (que ainda não consegui entender as regras), eles também têm fixação pelo mar e nadar aqui é quase como jogar futebol para os brasileiros e adoram beber cerveja. Ganham bem (a renda média do australiano é de 2000 dólares), soma-se a isto educação e saúde gratuitas e boa qualidade de vida, ar puro (pode acreditar, não existe poluição) e nenhuma preocupação social, como desemprego, criminalidade ou crianças abandonadas, com todos esses motivos fica fácil acreditar que eles são também um povo muito alegre.
Homens e mulheres têm pele bronzeada, são a versão mais próxima do que se pode chamar de um povo feliz.
A cidade não é uma ilha, mas está cercada pelo mar por quase todos os lados, são quatro baías juntas, dezenas de praias limpíssimas e com boa infra estrutura para churrascos e prática de esportes e cheia de gente que sabe viver. O barco é um meio de tranporte muito usado aqui, são como os ônibus das grandes cidades, digamos que Sydney tem um jeito de Rio de Janeiro e cara de Londres.
Uma pergunta de difícil resposta aqui é como aqueles prisioneiros tristes e revoltados acabaram gerando um povo alegre e comunicativo como os australianos? Talvez pelo fato de terem conseguido a liberdade súbitamente após enfrentar o cárcere na Inglaterra ou para obter a resposta basta olhar em volta e tudo se explica.
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