My dream is having all this map painted in red

Thursday, 9 December 2004

06/12/2004


Como só teria aulas no período da tarde, acordei umas 10 da manhã e fui para o centro de Sydney, chegando lá passei num shopping perto da escola para comer alguma coisa e acabei encontrando com Roberta (estudante da Itália) e ficamos sentados num banco do shopping conversando, estava lá conversando quando de repente chega Jitka (a deusa nórdica) e nos convida para almoçarmos com ela pois ela estava sozinha, eu nem estava com tanta fome mas qualquer convite dela é irrecusavel, eu e Roberta acabamos indo almoçar com ela.
Em seguida fui para minha aula e hoje não visitei nenhum lugar em especial. Após o término da aula peguei meu ônibus e voltei para French Forrest.
Antes de voltar para casa, passei na biblioteca do bairro para verificar meus emails e atualizar meu blog. Em seguida fui para casa onde jantei e fiquei papeando com Barbara(Alemanha) e Magda(Chile).

O povo australiano:
Comecei a acreditar que realmente as famílias australianas te acolhem como um verdadeiro membro da família. Eles se sentem ansiosos e entusiasmados em compartilhar seu modo de vida e encorajam você a falar de tudo, mesmo que tenha que fazer mímicas. Eles não desperdicam água (na Austrália a água é preciosa), mas isso não significa que você tem que tomar um banho de 15 segundos. Jamais se esqueça das palavras mágicas PLEASE e THANK YOU, pois estas palavras fazem milagres na Austrália, como em nenhum outro lugar do mundo!
Na Austrália, a maioria das famílias residem em casas boas e confortáveis.
Eles adoram ajudar, dar dicas, te orientar na rua, ainda mais percebendo que você é brasileiro. Senti que os australianos tem um carinho especial pelos brasileiros.
Os australianos falam um inglês um pouco diferente, você acaba notando uma diferença se comparar com o inglês americano, o inglês deles é britânico (com algumas poucas diferenças).
Os australianos são pessoas muito simpáticas, festeiras, se assemelham muito aos brasileiros, embora sejam o oposto culturalmente. A educação é tanta que ninguém ousa bloquear os dois lados das escadas rolantes, sempre há passagem livre pelo lado direito, nas faixas de pedestres se você mostra intenção de atravessar a rua os carros param na hora.
Outra coisa interessante é a maneira que eles lavam a louça, como todas as torneiras da Austrália possuem água potável e quente, eles enchem a pia com água quente, colocam um pouco de detergente e põe toda a louça suja dentro, esperam uns minutinhos, passam uma esponjinha de leve e colocam para escorrer, sem enxaguar, não se assuste depois de um tempo você acaba se acostumando.
A cidade ainda possui reflexos das olimpiadas e é facil ver o símbolo oficial e os mascotes espalhados pelas ruas.

O uniforme dos motoristas de ônibus é muito engraçado, parecem caçadores de borboleta, só falta a rede, todos usam chapéu e óculos escuros e todos sem exceção cumprimentam você ao entrar no ônibus.
Os jovens na maioria, saem da casa dos pais muito cedo, é normal encontrar repúblicas com mais de cinco pessoas morando juntas apenas para não estarem com os pais e começarem suas próprias vidas.
Em Sydney é proibido consumir bebidas alcoólicas nas ruas, também é proibido fumar em todos os meios de transporte, restaurantes etc... Uma coisa boa aqui é que cigarro é bem caro e a maioria dos australianos não fumam.
Nas baladas, a mulherada é bem descontraída e simpática, as mulheres australianas são na maioria loiras, de olhos claros, mas devido ao hábito de frequentar praias possuem corpos bronzeados e muito bonitos.
A moçada australiana só frequenta pubs e todos os pubs tem entrada liberada (só precisa ter mais de 18 anos) e você só paga o que consome, muitos tem pista de dança, fliperama e mesas de sinuca. Todos os hoteis também possuem excelentes danceterias e a entrada também é gratuita, mas cuidado pois os australianos bebem muito e a cerveja deles e muito mais forte do que a nossa e não precisa ter medo de andar pelas ruas à noite, a única preocupação dos jovens australianos depois das baladas é depois de beber todas conseguir lembrar o caminho de casa.
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