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Tuesday, 24 July 2007

Decifrando as uvas



É complicado para um leigo como eu se deparar com nomes de castas de uvas, Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, a partir das quais são produzidos os vinhos e saber precisamente detalhes de cada uma delas. Mas circular pelos caminhos do vinho em Mendoza me ajudou a conhecer um pouco mais do legado de Baco o Deus grego do vinho e das festividades.
Mendoza produz 80% dos vinhos argentinos e a bebida mendocina é de ótima qualidade segundo pessoas mais entendidas e a explicação para isso é que embora chova pouco na região aqui em Mendoza existe água em abundância, e com a irrigação se torna possível controlar o vigor e a qualidade do cacho de uva.
Para mim, o passeio por algumas das vinicolas da região e a degustação dos vinhos locais foram aulas práticas sobre sua forma de preparo, seus aromas e variedades.
Algumas vinicolas estão entre 900 e 1200 metros acima do nível do mar, outras ao sul da cidade ficam a 750 metros de altitude. As condições térmicas locais facilitam  a produção de uma uva com casca mais grossa que irá produzir um vinho com mais cor e aroma segundo os produtores. A água pura do degelo das montanhas é praticamente uma água mineral e a irrigação por gotejamento nas parreiras permite um controle de quantidade e tempo de irrigação fazendo surgir um vinho saboroso e com boa capacidade para envelhecimento segundo os enólogos.
Distante 1100 km de Buenos Aires e 402 km de Santiago do Chile Mendoza oferece ótimos passeios para os apreciadores de vinhos e aqueles que como eu querem conhecer um pouco mais sobre esta bebida.
No próximo post conto mais sobre a cidade. Acho que depois de experimentar tanto vinho estou meio embriagado. rsss
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