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Tuesday, 24 February 2009

Bruges

Bruges

 

 

Bruges

 

"Bem-vindos ao lago do Amor", disse um guia a um casal que passeava por Bruges. Ele apontava para um lago calmo, cheio de caiaques coloridos e disse em francês: "Quem se beija próximo a estas águas não se separa mais." O casal trocou juras de amor, seladas com um longo beijo. Pode parecer piegas (e é), mas o fato é que todo mundo se envolve na atmosfera romântica da cidade. 

 

Chamada de Veneza do Norte (mais uma das inúmeras "venezas" do planeta), Bruges, como outras cidades flamengas, foi estruturada em volta de uma praça principal, a Grote Markt, em torno da qual fervilha a vida cultural. As principais atrações como museus, catedrais e prédios históricos, podem ser alcançadas em curtas caminhadas. Quer ter uma exata noção do que é a cidade? Suba os 366 degraus íngremes e estreitíssimos do Belfort, uma torre de 84 metros de altura que foi uma das primeiras construções daqui, erguida no século XIII. Você vai chegar lá em cima com o coração na boca, mas a vista de toda a região será compensadora.

 

Na minha visita a Bruges o que posso confirmar é a sua fama de uma das cidades medievais mais bem preservadas do mundo. O curioso é que essa conservação aconteceu, em parte, graças à sua decadência econômica, que teve início no final do século XV. Um dos principais centros de comércio da Europa por três séculos, ela foi à falência com o assoreamento do canal que a ligava ao mar. Resultado: os comerciantes foram embora, o ritmo pacato se impôs e a cidade adormeceu, daquele jeitinho, por mais de 400 anos. Trabalhos de pintores medievais que viveram no período áureo, como Hans Memling, podem ser vistos em diversos museus. Uma das igrejas, a Catedral de Nossa Senhora, guarda em seu interior uma estátua da Madonna de Michelangelo, de 1504. Estudiosos belgas dizem que é a única obra do mestre renascentista retirada da Itália, durante a sua vida.

 

Bruges tem bons motivos para ser um dos destino turísticos mais populares da Bélgica. Além de ser uma cidade medieval bem conservada, cujas ruas sinuosas atravessam pitorescos canais ladeados por belos edifícios. Bruges nunca foi muito industrializada e não sofreu grandes estragos durante as guerras mundiais, hoje em dia é proibido a construção de prédios e o trânsito é altamente controlado. Todas as atrações concentram-se na área que assinala a linha das antigas muralhas medievais.

 

Bruges desenvolveu-se a partir de uma fortaleza do século IX, construída para defender a costa do Vikings. Apesar das diversas invasões dos franceses, Bruges tornou-se, entre os séculos XIV e XVI, uma das cidades mais sofisticadas do norte da Europa.
Bruges deve a sua atual posição à beleza do seu centro histórico cujas estreitas ruas empedradas e canais sinuosos são ladeados por edifícios medievais. Estes são sobretudo o legado da época áurea da cidade como centro do comércio internacional de têxteis, que a partir do século XIII prosperou durante dois séculos. Durante esta época, os comerciantes de Bruges esbanjavam as suas fortunas em belas mansões, igrejas e num conjunto de edifícios cívicos de tal forma extravagantes que maravilhavam o norte da Europa.

 

Para visitar Bruges basta apanhar um trem em Bruxelas com direção a esta cidade, o trem passa primeiro por Gand e em seguida alcança Bruges, numa viagem de uma hora a partir de Bruxelas. Se vier a Bélgica não deixe de visitar esta bela cidade.

 

Bruges

 

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