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Tuesday, 24 February 2009

Gand

Gand

 

Da janela do trem, é fácil notar que Gand se aproxima no horizonte. Lá estão suas dezenas de torres. Em pleno centro, à beira dos canais de margens floridas, a impressão que se tem é a de estar caminhando dentro de uma cidade de brinquedo. São catedrais, edifícios seculares, museus. Tem até um castelo medieval no meio. Ao contrário das cidades flamengas tradicionais, Gand não nasceu em volta de uma praça principal. Seus edifícios mais importantes estão espalhados pelo centro histórico, em volta de uma enorme torre do século 14, e de duas igrejas. Dentro de uma delas, curiosamente a mais simples, está o maior trunfo da cidade. Nos fundos da Catedral de St. Baaf fica uma das obras religiosas medievais mais conhecidas do mundo: a  Adoração da Ovelha Mística, dos irmãos Hubert e Jan van Eyck.

 

Mas Gand é também uma respeitada cidade universitária, com milhares de jovens circulando. Alguns a pé, outros de bicicleta. No meio deles, vários forasteiros assim como eu. Como destino turístico, Gand tem sido obscurecida pela sua vizinha Bruges. Isto reflete, em parte, as suas histórias divergentes. Ao sucesso do comércio dos têxteis na Idade Média seguiu-se um período de estagnação para Bruges, enquanto Gand se tornou um grande centro industrial nos séculos XVIII e XIX. A poluição que daí resultou cobriu os monumentos da cidade com camadas de fuligem proveniente das inúmeras fábricas. Nos anos 80, Gand deu início a um programa de restauro. Os edifícios medievais da cidade foram limpos, os locais industriais transferidos e os canais desobstruídos. Hoje, são as obras de pedra esculpida das igrejas e edifícios antigos, os excelentes museus e o austero castelo da cidade que conferem ao centro a sua personalidade.

 

O coração do centro histórico de Gand foi construído nos séculos XIII e XIV, quando a cidade prosperou com o comércio dos têxteis. Gand foi fundada no século IX quando Balduíno, Braço-de-Ferro, o primeiro conde de Flandres, construiu um castelo para proteger duas abadias dos assaltos vikings. Apesar dos constantes conflitos religiosos e dinásticos, Gand continuou a prosperar ao longo do século XVI e início do século XVII. Depois de 1648, os Holandeses encerraram o estuário do Scheldt perto de Antuérpia, o que levou ao declínio de ambas as cidades.
No século XIX houve um boom na fiação de algodão, e as largas avenidas da zona sul da cidade refletem a afluência dos proprietários de fábricas. Hoje, os têxteis ainda representam um grande fatia da indústria de Gand.

 

Para visitar esta cidade basta apanhar um trem de Bruxelas para Gand, a viagem dura 40 minutos e pelo caminho é possível observar um pouco do interior da Bélgica pela janela do trem. Esta é sem dúvida mais uma das cidades belgas que valem uma visita.

 

 

Gand

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