My dream is having all this map painted in red

Monday, 9 March 2009

A relação do Marrocos com as línguas

 

O Marrocos tem duas línguas oficiais, o árabe e o francês. Na periferia das cidades (leia-se, área mais pobre) fala-se em árabe, já no centro a língua é o francês. O porteiro dos edifícios pragueja em árabe, mas nos restaurantes, o garçom reclama em francês. Para a multidão de devotos que vai até a mesquita, o sacerdote prega em árabe, já para a elite engajada, o político discursa em francês.
No restaurante pede-se ao maitre em francês, e este por sua vez transmite o pedido à cozinheira em árabe. O comércio também se dá em duas etapas, pergunta-se o preço em francês, mas negocia-se em árabe. Nos aeroportos claro, fala-se francês, e na rodoviária a língua é o árabe. A constituição está em francês, o Corão em árabe. E por fim, o soluço sai em francês, já o arroto, este é realmente árabe.
O Marrocos fica na África, mas quase todo mundo fala, escreve e se veste como se fosse no Oriente Médio. Com cerca de 27 milhões de habitantes e 700 000 quilômetros quadrados, área  enorme, duas vezes maior que a do Estado do Maranhão, o  Marrocos é tido como uma das nações mais fortes da região ocidental da África. A geografia ajuda, o país está encostado na Europa, separado pelo magérrimo Estreito de Gibraltar, e é banhado pelo Atlântico e pelo  Mediterrâneo.
Quase todo mundo no Marrocos chamam-se Mohamed. Ele equivale ao nosso José ou João no Brasil, e a cada dia vai surgindo mais um.
Esta multidão é muito parecida com a multidão de Josés que temos no Brasil, com seus sonhos, filosofias e crenças. Só que aqui no Marrocos eles não são irmãos, são todos filhos de Alah.

 

 

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