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Sunday, 12 December 2010

Museus do Vaticano / Capela Sistina

Museus do Vaticano

O Museu do Vaticano está aberto de segunda a sábado das 09:00 às 18:00hs e o bilhete de acesso custa 15€ (Dezembro/2010). Entretanto o museu abre gratuitamente no último domingo de cada mês das 09:00 às 14:00. Se assim como eu, tiver a sorte de estar em Roma num domingo como este pode-se economizar um bom dinheiro e visitar este que é sem dúvida um dos mais belos museus do mundo sem pagar nenhum tostão.

Museus do Vaticano

O bilhete dá acesso na verdade aos vários Museus do Vaticano, segue-se um caminho pré-definido em sentido único que passa por todos eles, onde a atração mais bela de todas fica para o final que é o acesso a Capela Sistina.

Museus do Vaticano

Não se deixe intimidar pelas longas filas que irá encontrar para entrar, a fila em grande parte é devido ao protocolo de segurança onde seus pertences são scanneados por um raio-x. Lembre-se, este é um lugar importante e considerado sagrado pelo Igreja Católica.

Museus do Vaticano

Para chegar ao Museu do Vaticano o acesso mais fácil é através da estação de metrô Ottaviano (linha A) ou utilizar o ônibus número 64 que parte da estação Termini em Roma em direção ao Vaticano.
Lembre-se que está a visitar um museu no Vaticano, o coração da Igreja Católica e que não é permitido entrar com os joelhos e os ombros à mostra.

Museus do Vaticano

É permitido fotografar sem o uso de flash exceto na Capela Sistina onde é totalmente proibido fotografar apesar de que muitos visitantes (admito, inclusive eu) quebram a regra e não resistem em tirar uma foto sem que as dezenas de seguranças percebam.

Museus do Vaticano

Os edifícios que guardam uma das mais preciosas coleções de arte do mundo foram palácios erguidos para os papas do Renascimento, como Sisto IV, Inocêncio VIII e Júlio II. As galerias e os pátios que ligam o Palácio Belvedere, de Inocêncio VIII, aos outros edifícios são de Donato Bramante e foram encomendados por Júlio II, em 1503. A maioria dos anexos posteriores são do século XVIII, quando as obras de arte de inestimável valor foram exibidas pela primeira vez. Este conjunto de museus inclui também a Capela Sistina e as Salas de Rafael.

Museus do Vaticano

Quatro séculos de mecenato e um profundo conhecimento resultaram numa das maiores coleções de arte clássica e renascentista do mundo.
O Vaticano guarda muitos dos achados arqueológicos mais importantes da Itália Central. Durante o Renascimento, diversas partes dos museus foram decoradas com maravilhosos afrescos, como a Capela Sistina, as Salas de Rafael e os aposentos do papa Alexandre VI Bórgia.

Museus do Vaticano

Os maiores tesouros do Vaticano são as antiguidades gregas e romanas. Encontram-se expostas desde o século XVIII, e no século XIX foram-lhes acrescentadas as fascinantes descobertas de túmulos etruscos e escavações no Egito. Na Pinacoteca, há uma pequena e seleta coleção de pinturas, incluindo obras de Rafael, Ticiano e Leonardo da Vinci. Obras de grandes pintores e escultores estão também expostas nas partes mais antigas dos museus, sob forma de decorações sumptuosas encomendadas pelos papas renascentistas.

Salas de Rafael:

Museus do Vaticano

Os aposentos particulares do papa Júlio II foram construídos sobre os do seu odiado antecessor, Alexandre VI Bórgia, que morreu em 1503. Júlio estava impressionado com o trabalho de Rafael e escolheu-o para redecorar as quatro salas. Rafael e seus discípulos começaram o trabalho em 1508, substituindo obras de vários artistas conhecidos, incluindo do seu próprio mestre, Perugino. O trabalho demorou mais de 16 anos e Rafael morreu antes da sua conclusão. Os afrescos expressam ideais religiosos e filosóficos do Renascimento e firmaram a reputação de Rafael em Roma, igualando-o a Michelangelo, que se encontrava então pintando o teto da Capela Sistina.

Capela Sistina:

Museus do Vaticano - Capela Sistina - O Juízo Final

As enormes paredes da Capela Sistina, a principal capela do Palácio do Vaticano, foram decoradas com afrescos dos artistas mais notáveis dos séculos XV e XVI. Os doze painéis das paredes laterais, de pintores como Perugino, Ghirlandaio, Botticelli e Signorelli, mostram episódios paralelos da vida de Moisés e de Cristo. A decoração das paredes da capela foi terminada por Michelangelo entre 1534 e 1541, que acrescentou o afresco da parede do altar, o Juízo Final.

Museus do Vaticano - Capela Sistina - Criação do Mundo

Revelado em 1993 após um ano de intenso restauro, o Juízo Final é considerado a obra-prima da maturidade de Michelangelo. Foi mandado pintar pelo papa Paulo III Farnese, que pediu que fossem retirados alguns afrescos anteriormente existentes e duas janelas sobre o altar. Michelangelo trabalhou sozinho no afresco durante 7 anos, até o terminar em 1541. O quadro ilustra as almas dos mortos subindo e enfrentando a ira de Deus, um tema pouco utilizado como decoração de um altar. O papa escolheu-o como advertência aos Católicos para aderirem à Fé, face à agitação da Reforma. De fato o quadro transmite a própria atitude atormentada do artista face à sua fé. Não oferece nem as certezas do Cristianismo Ortodoxo nem a visão organizada do Classicismo. Na pintura, os mortos são arrebatados do seus túmulos e elevados para enfrentarem Cristo, o Juiz, cuja constituição atlética e musculosa centraliza todo o movimento do afresco.
Cristo demonstra pouca compreensão para com os santos que se agitam à sua volta, exibindo os instrumentos dos seus martírios. Nem há piedade para com os condenados, lançados aos demônios do inferno.

Museus do Vaticano - Capela Sistina - Queda do Homem

Michelangelo decorou o teto da Capela Sistina com afrescos para o papa Júlio II entre 1508 e 1512, trabalhando sobre andaimes especialmente concebidos. Os painéis principais, que descrevem a Criação do Mundo e a Queda do Homem, foram rodeados de temas do Antigo e do Novo Testamentos, com exceção das clássicas Sibilas, que se diz terem previsto o nascimento de Cristo.

Museus do Vaticano - Capela Sistina - Criação do Mundo

Seria um “pecado” visitar Roma e o Vaticano e não ter o prazer de ver com seus próprios olhos a beleza da Capela Sistina, sem sombra de dúvida um dos lugares mais bonitos do mundo. Ao estar lá faça como eu que estou cada dia melhor em usar a técnica da abstração, procure um lugar no meio de toda aquela gente e tente abstrair a multidão, retire do seu campo de visão as centenas de turistas e imagine que está ali sozinho a observar aqueles afrescos do mestre Michelangelo e tenha o prazer de contemplar uma das mais belas obras do mundo. Definitivamente uma experiência que ficará na sua memória para o resto da sua vida.

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