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Thursday, 4 August 2011

Recomendação de Leitura – Encontros Marcados

Encontros Marcados - Gonçalo Cadilhe

Nestas férias nada melhor do que relaxar e ler um bom livro e se literatura de viagem  faz o seu gênero este é um livro que não deve ser deixado de ler.

Sou um grande admirador do Gonçalo Cadilhe, escritor e viajante português que neste livro nos mostra uma visão bastante pessoal e interessante, contando como as viagens que realizou influenciaram a sua vida ou a pessoa que hoje ele é.

Da primeira viagem sem os pais, numa saída dos escoteiros, à tomada de decisão quanto ao rumo a seguir terminado o curso de Gestão, Gonçalo Cadilhe recupera neste livro memórias antigas, conversas que o transformaram enquanto ser humano, episódios nunca narrados, objetos que fazem parte do seu passado enquanto escritor e enquanto viajante.

Uma obra pessoal, inspiradora e indispensável para todos os que gostam de viajar, pelo mundo e dentro de si próprios.

“Considero-me o resultado de encontros marcados. Acredito no destino, mas só depois de ele ter acontecido. Não sou fatalista, sou integralista: tento integrar cada um desses encontros dentro de um significado mais amplo e fecundo. Por vezes o cunho foi fulgurante; outras vezes teriam de passar alguns anos para eu o compreender. e outras vezes ainda só uma rebuscada análise literária permitiria extrair significados e concluir que desses encontros tinha nascido um novo ser, eu depois de mim.”

“O livro que segue tem implícito um dos maiores mistérios da Humanidade: o da nossa própria vida se tivéssemos sido outra pessoa. Ao olharmos para o que somos, não podemos acreditar que esta era a única possibilidade que tínhamos. Desde os traumas da primeira infância, que nem recordamos, mas que nos fazem ter claustrofobia, agorafobia, pavor dos ratos ou, no meu caso, nojo da cebola crua; às desilusões de amor ou às vitórias desportivas da escola primária; passando pela letra de uma canção; as sugestões de um livro; ou uma máxima que recebemos de um professor universitário; entre tantos, tantos outros exemplos, tudo terá deixado a sua impressão sentimental no conjunto homeopático que nos constitui.”

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