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Sunday, 31 March 2013

Recomendação de leitura: Café Turco

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Através da recomendação de um amigo que sabia que eu estava a andar por terras turcas tomei conhecimento deste livro escrito por Guto Castro, uma história que se passa majoritariamente na Turquia e que além de muito bem escrita nos faz entender um pouco mais das tradições e cultura turca.

O livro caiu-me como uma luva durante a viagem já que estava justamente a conhecer alguns dos lugares onde se passava a história. Se esteve ou vai visitar a Turquia em breve recomendo vivamente esta leitura, o livro pode ser adquirido através do site da Amazon no seguinte link: Café Turco.

Deixo abaixo um dos trechos de que mais gostei no livro:

Ela contava que quando era ainda criança, ela estava brincando aqui perto – pois haviam vindo ao palácio para uma peregrinação, e sentiu algo escorrendo entre as pernas. Foi correndo ao banheiro e descobriu que sua primeira menstruação havia chegado. Ela sabia que isso viria cedo ou tarde e saindo do banheiro falou com a avó dela o que havia ocorrido.

Minha bisavó ficou animadíssima e já retirou um véu extra que trazia na bolsa, entregando para que minha mãe o usasse sobre a cabeça e o rosto. Minha mãe desde criança achava aquilo um absurdo e uma forma de submissão feminina. Ela pegou o véu e saiu correndo em direção à essa igreja aqui mesmo, que já era abandonada na época.

A mãe de Jasmim, minha avó, ao ver a filha correndo seguiu-a e esperou uns minutos do lado de fora da igreja. Entrou devagar e encontrou a filha sentada em um canto chorando, com o véu largado à sua frente.

A mãe abraçou a filha que começou a soluçar nos braços da mãe, dizendo quase que engolindo as palavras em meio às lagrimas que não queria ser mulher, que não queria sofrer como as mulheres, que não queria se esconder atrás de um véu.´

Minha avó disse então à minha mãe: Filha, você tem a sorte de ter nascido em uma época de transformações e revoluções. O que eu, minha mãe e a mãe de minha mãe tivemos de passar, você só passará se assim o permitir. Outras mulheres que virão depois de você, dependerão da forma como vocês enfrentarão o mundo. Cabe a você decidir o que quer.

Algumas pessoas vão tentar impor à você um fardo que não lhe pertence, vão tentar fazer com que você haja em conformidade com aquilo que eles crêem. Mas cabe a você aceitar ou não.

E, pegando o véu que estava jogado no chão, continuou: Este véu por exemplo. Você pode usá-lo como uma amarra que a prende ao passado, que esconde seu rosto e sua cabeça como se o fato de ser mulher trouxesse uma culpa maior do que a que qualquer homem traz. Enquanto dizia isso a minha avó enrolava  o véu sobre a cabeça e tampava o rosto de minha mãe.

Ela então continuou: Ou você pode olhar este véu como algo que a embeleza, que a diferencia dos homens e a ajuda a alcançar outros estágios da vida, como um símbolo que você o domina e não é dominada por ele. Colocando-o sobre a cabeça, quando quer, quando precisa se proteger do sol, da chuva, da vida. Retirando-o para se mostrar ao mundo, usando-o como um lenço, um echarpe.

Ao falar isso ela ia desenrolando o véu e o amarrava no pescoço da minha mãe como um adorno.

Enfim, minha filha. Não ligue para o que a vovó disse, não ligue para o que vão dizer. Use o véu quando quiser, quando achar que deve e que precisa. Você controla o véu, não o contrário. Se você não for capaz de controlar um pedaço de pano, como controlará a sua vida?

Thursday, 4 August 2011

Recomendação de Leitura – Encontros Marcados

Encontros Marcados - Gonçalo Cadilhe

Nestas férias nada melhor do que relaxar e ler um bom livro e se literatura de viagem  faz o seu gênero este é um livro que não deve ser deixado de ler.

Sou um grande admirador do Gonçalo Cadilhe, escritor e viajante português que neste livro nos mostra uma visão bastante pessoal e interessante, contando como as viagens que realizou influenciaram a sua vida ou a pessoa que hoje ele é.

Da primeira viagem sem os pais, numa saída dos escoteiros, à tomada de decisão quanto ao rumo a seguir terminado o curso de Gestão, Gonçalo Cadilhe recupera neste livro memórias antigas, conversas que o transformaram enquanto ser humano, episódios nunca narrados, objetos que fazem parte do seu passado enquanto escritor e enquanto viajante.

Uma obra pessoal, inspiradora e indispensável para todos os que gostam de viajar, pelo mundo e dentro de si próprios.

“Considero-me o resultado de encontros marcados. Acredito no destino, mas só depois de ele ter acontecido. Não sou fatalista, sou integralista: tento integrar cada um desses encontros dentro de um significado mais amplo e fecundo. Por vezes o cunho foi fulgurante; outras vezes teriam de passar alguns anos para eu o compreender. e outras vezes ainda só uma rebuscada análise literária permitiria extrair significados e concluir que desses encontros tinha nascido um novo ser, eu depois de mim.”

“O livro que segue tem implícito um dos maiores mistérios da Humanidade: o da nossa própria vida se tivéssemos sido outra pessoa. Ao olharmos para o que somos, não podemos acreditar que esta era a única possibilidade que tínhamos. Desde os traumas da primeira infância, que nem recordamos, mas que nos fazem ter claustrofobia, agorafobia, pavor dos ratos ou, no meu caso, nojo da cebola crua; às desilusões de amor ou às vitórias desportivas da escola primária; passando pela letra de uma canção; as sugestões de um livro; ou uma máxima que recebemos de um professor universitário; entre tantos, tantos outros exemplos, tudo terá deixado a sua impressão sentimental no conjunto homeopático que nos constitui.”

Tuesday, 2 August 2011

Recomendação de Leitura - A Geografia da Felicidade

A Geografia da Felicidade

Prepare-se para a viagem da sua vida. Esqueça a chatice das malas ou a confusão do check in. Basta abrir este livro e voar com Eric Weiner rumo à Holanda. É lá que a aventura começa.

Já nas primeiras páginas, e na boa companhia do premiado jornalista norte-americano, irá da Índia à Islândia, do Butão à Tailândia. Sempre perseguindo o mesmo objetivo: encontrar a felicidade.

Durante um ano, o super viajado Eric Weiner não fez outra coisa. A partir de Roterdã, onde se encontra o maior centro mundial de estudos da felicidade, o autor definiu o seu itinerário. Escolheu os países que figuram no ranking dos mais felizes do mundo e decidiu explorar os casos intrigantes.

Como a Islândia, uma ilha feliz apesar dos longos e penosos Invernos. Ou o Butão, terra paupérrima, onde nem sequer existe um semáforo, mas que é o cume da felicidade.

E para completar a viagem, o jornalista investigou o outro lado, as nações cronicamente infelizes. Como a Moldávia, onde a inveja é uma doença nacional, ou o Qatar, onde todo o dinheiro do petróleo não compra a felicidade.

Aperte o cinto, recline-se na poltrona e prepare-se para uma experiência única, repleta de inteligência e humor. Com A Geografia da Felicidade você vai dar a volta ao mundo em 300 páginas. Conhecerá dez países, dez maneiras diferentes de viver a felicidade. E voltará para casa com as malas a transbordar de muitas (e felizes) memórias da viagem.

Saturday, 15 January 2011

O MUNDO É FÁCIL

O MUNDO É FÁCIL - APRENDA A VIAJAR COM GONÇALO CADILHE

Hoje venho com mais uma recomendação de leitura.
O MUNDO É FÁCIL é um livro do viajante português Gonçalo Cadilhe, onde ele partilha dicas de como viajar.

Sozinho ou acompanhado, antes de partir, durante e no final da viagem, saiba o que é fundamental levar ou que o poderá encontrar. Seja por três dias ou seis meses, aprenda todos os pormenores sobre a arte de viajar.

Gonçalo Cadilhe apresenta neste livro um guia de viagens único e imprescindível que se vai revelar de grande utilidade para qualquer turista ou viajante mais ou menos ousado.

O livro é uma ótima ideia como presente para aquele seu amigo ou amiga que quer viajar mas tem receio de encarar o mundo.

Este não é um livro exclusivamente para o viajante independente, mas interessará sobretudo a quem gosta de tomar decisões e seguir o próprio caminho. Não é exclusivamente para mochileiros, nem se destina apenas a jovens, mas pressupõe que o leitor possui essa inefável característica da jovialidade pois cada vez mais é verdadeira a frase que declara a juventude como um estado mental. Ser jovem não é uma faixa etária, é um estado de alma. Que pressupõe, entre outras características, a curiosidade.

O livro destina-se aos que sempre sonharam em partir. O autor costuma dizer que um sonho nunca realizado não é um sonho, é um pesadelo. Passar uma vida a sonhar com uma viagem e nunca concretizá-la é, na realidade, viver atormentado por um pesadelo. Só sonhos que têm fortes probabilidades de serem realizados é que merecem ser sonhados. Deste modo, este livro é para sonhadores da dimensão do mundo, um empurrão para que partam a conhecê-lo.

Monday, 6 September 2010

Livro: Voar sem Medo

Voar Sem Medo

Medo de voar? Este livro foi feito para ti. Um guia prático para voar confiante e descontraído coordenado pela psicóloga e especialista em fobia de voo Cristina Albuquerque em co-autoria com um conjunto de profissionais, oriundos de várias áreas, desde a psicologia, passando pela pilotagem e tripulação de cabine, até à engenharia aeronáutica, contando, ainda, com a colaboração especial de um dos maiores especialistas internacionais nesta matéria, Lucas van Gerwen Psicólogo, Piloto e Diretor da VALK Foudation, é, sem dúvida, uma publicação pioneira e inovadora.

Voar sem Medo é um livro escrito por especialistas em que todas as vertentes relacionadas com o medo de voar são detalhadamente analisadas para que o leitor ultrapasse os seus receios e comece a retirar o máximo proveito de cada viagem aérea. Apresenta ideias sobre o que se pode fazer quando se é surpreendido por uma crise de ansiedade a bordo e contém sugestões muito específicas relativamente ao que deve fazer para não agravar o stress associado à viagem.

Voar sem Medo é uma obra, de leitura fácil e com descrição de casos práticos, em que os autores explicam como funcionam os mecanismos psicológicos que estão subjacentes ao medo de voar (causas e fatores etiológicos, sintomas, sinais de alerta, comportamentos típicos, mecanismos de funcionamento e compreensão do que pode ter despoletado o problema em cada pessoa) e oferecem dicas e recomendações úteis para quem viajar de avião representa um problema.

Partindo do princípio que a falta de informação pode ser o detonador do medo, os autores abordam também os aspectos técnicos da aviação e das várias fases do voo, sendo este o meu capítulo favorito. No livro é disponibilizada informação precisa acerca de aspectos relacionados com os aviões e o transporte aéreo (estatísticas de acidentes aéreos, modo como funcionam as aeronaves, fases do voo, ruídos associados, explicação de fenômenos como a turbulência, informação sobre tópicos relacionados com a segurança de voo e a manutenção aeronáutica, etc.). Este tipo de informação pretende preencher o “vazio” criado pelo desconhecimento de como tudo funciona que, na ausência de informação, é muitas vezes ocupado e invadido por pensamentos e interpretações que não só geram como potenciam medo.

Em suma, Voar sem Medo é um livro que dissipa dúvidas, desmonta falsas crenças, elimina medos infundados e, sobretudo, reforça a confiança dos passageiros no transporte aéreo.

Afinal segundo algumas pessoas só existem dois tipos de passageiros, aqueles que tem medo e os mentirosos.